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FALHAS NO LEVANTAMENTO

TRE-PA suspende pesquisa do Instituto Veritá sobre a disputa pelo Governo do Pará e Senado

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A Justiça Eleitoral do Pará determinou a suspensão imediata da divulgação da pesquisa eleitoral nº PA-09674/2026, realizada pelo Instituto Veritá, que avaliaria as intenções de voto para o Governo do Pará e o Senado Federal. A decisão foi assinada pela juíza Carina Cátia Bastos de Senna, do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA).

A liminar acolheu questionamentos sobre possíveis irregularidades na metodologia e na transparência do levantamento. Segundo a magistrada, foram identificadas falhas que comprometem o cumprimento das exigências previstas na legislação eleitoral.

Irregularidades na metodologia e transparência

O primeiro ponto destacado foi a ausência da distribuição geográfica detalhada da amostra no momento do registro da pesquisa. Conforme a decisão, essa informação é obrigatória porque permite a fiscalização prévia do levantamento. No entanto, o instituto informou que os dados seriam apresentados apenas após a divulgação dos resultados, procedimento considerado incompatível com as normas eleitorais.

Além disso, a juíza apontou a falta de comprovação robusta da capacidade financeira para custear a pesquisa, orçada em R$ 117.425,00. De acordo com a decisão, a documentação apresentada não demonstrou de forma suficiente o autofinanciamento do estudo.

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Suspensão da divulgação e multa diária

Diante das inconsistências, a magistrada determinou a suspensão da divulgação da pesquisa até nova deliberação da Justiça Eleitoral. Em caso de descumprimento da ordem judicial, foi fixada multa diária de R$ 5 mil.

A decisão reforça a necessidade de transparência, rigor técnico e cumprimento das exigências legais na realização de pesquisas eleitorais, especialmente no período que antecede as eleições, quando esses levantamentos podem influenciar o debate público.

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Entenda a polêmica envolvendo Lia Mendonça após vídeo com búfalo no Marajó

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Foto: Divulgação

A influenciadora paraense Lia Mendonça está no centro de uma polêmica após publicar um vídeo gravado no município de Soure, no Arquipélago do Marajó. Nas imagens, ela aparece ao lado do cantor MC Daniel e de outros influenciadores durante o preparo de um búfalo para consumo.

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O vídeo, divulgado nas redes sociais, rapidamente ganhou repercussão e passou a receber milhares de comentários. Enquanto parte dos internautas considerou o conteúdo uma forma de divulgar a culinária marajoara, outros criticaram a maneira como o animal foi apresentado, classificando a gravação como desrespeitosa e sensacionalista.

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A repercussão aumentou após o uso da imagem da Prefeitura de Soure na divulgação do conteúdo. Em nota, a administração municipal afirmou que não participou da produção, não autorizou o uso de sua marca e não teve qualquer envolvimento com a gravação.

Diante das críticas, Lia Mendonça publicou um vídeo pedindo desculpas. A influenciadora afirmou que não teve a intenção de ofender a cultura do Marajó nem causar qualquer tipo de desrespeito à população da região.

O caso também gerou manifestações de moradores, jornalistas, produtores rurais e criadores de búfalos. Muitos destacaram que o consumo da carne bubalina faz parte da cultura e da gastronomia marajoara, mas defenderam que a tradição deve ser apresentada de forma respeitosa, sem transformar elementos da identidade local em espetáculo para as redes sociais.

A discussão continua movimentando as redes sociais e dividindo opiniões entre apoiadores e críticos da influenciadora.

A repercussão do caso também chegou ao Ministério Público do Estado do Pará (MPPA). Por meio do Núcleo de Defesa dos Direitos dos Animais (Nudan), o órgão agendou uma reunião institucional para a próxima terça-feira (21), em Soure, com a participação da Prefeitura e de representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente, Saúde e Cultura. 7

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O objetivo é discutir medidas voltadas à proteção animal, fiscalização sanitária, segurança alimentar e preservação do patrimônio cultural marajoara. Segundo o MPPA, o encontro foi motivado pela repercussão do vídeo e pelas dúvidas levantadas sobre a forma de abate do animal, o descarte, a inspeção sanitária e os possíveis impactos ambientais.

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