MEIO AMBIENTE
50 filhotes de tartarugas marinhas são soltos nesta sexta na praia Grande, em Salvaterra
MARAJÓ
A população de Salvaterra, no Arquipélago do Marajó, pode prestigiar a soltura de 50 filhotes de tartaruga-verde (Chelonia mydas), a partir das 16h desta sexta-feira (26), na praia Grande. Na ocasião, ela vai conhecer e auxiliar no trabalho dos profissionais que desenvolvem ações de preservação, monitoramento e fiscalização na cidade marajoara.
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Segundo a secretária Municipal de Meio Ambiente de Salvaterra, Cilene de Almeida, as tartarugas bebês estavam em um ninho na praia Grande, desde 29 de fevereiro deste ano, e levaram 55 dias para a desova, pois nasceram há apenas um dia, na madrugada de quinta (25).
A tartaruga-verde responsável pelo ninho teria sido a maior já registrada na costa de Salvaterra, com uma envergadura de aproximadamente 1,10 metros de largura.
A secretária explica os cuidados necessários com os animais bebês, desde o nascimento até a soltura. “Considerando a carência de informações para o Marajó, após o nascimento, elas são identificadas taxonomicamente, pesadas e medidas, a fim de levantar dados e desta forma poder fomentar futuros estudos para região. Logo após a conclusão dos procedimentos, serão soltas”.
Ainda segundo a secretária municipal de Meio Ambiente, de modo geral, a rota migratória das tartarugas marinhas ainda é desconhecida. Porém, segundo a literatura, elas possuem um amplo deslocamento pelos mares.
“Portanto, não podemos afirmar a sua origem, entretanto, aqui na costa Salvaterrense, já tivemos o registro de indivíduos dessa espécie que estavam presos em redes de pesca”, conta.
A bióloga da Semma Salvaterra, Branda Costa, afirma que muitos outros ninhos podem estar espalhados pela costa de Salvaterra. “Uma tartaruga pode efetuar até seis subidas por temporadas em posições diferentes, na mesma região”, frisa.
Soltura de tartarugas marinhas é importante para a preservação dos animais
A soltura desses animais à natureza é importante, porque permite que eles cheguem à água em segurança. “Além disso, contribui para a conservação da espécie, uma vez que um maior quantitativo de filhotes no meio ambiente aumenta a probabilidade de, no futuro, termos mais indivíduos adultos”, afirma Cilene de Almeida.
A soltura dos animais marinhos é também uma oportunidade para sensibilizar as pessoas a respeito das ameaças que esse grupo de animais está suscetível e da conservação da fauna aquática.
A tartaruga-verde saiu da lista de espécies ameaçadas e passou para a categoria “quase ameaçada”, mas dependente de ações de conservação para poder permanecer nessa condição.
As tartarugas marinhas são fundamentais para o equilíbrio do ecossistema marinho costeiro, por se alimentarem dos bancos de algas, crustáceos, moluscos, peixes, esponjas, águas-vivas entre outros invertebrados marinhos e, portanto, contribuem para a manutenção da saúde do ambiente
Relatos – Em 2022, a Secretaria de Meio Ambiente de Salvaterra recebeu os primeiros relatos oficiais de desovas no município. A partir de então, iniciaram-se os trabalhos de monitoramento dos ninhos. Mas apenas um deles obteve sucesso, com o nascimento de 11 filhotes.
Em 2023, a Secretaria recebeu o relato de uma desova, também foi realizado o monitoramento, porém, o ninho não teve sucesso e não houve o nascimento de filhotes.
Principais ações de Meio Ambiente em Salvaterra
A secretária Cilene de Almeida destaca que as principais ações do governo municipal, por meio do órgão, envolvem fiscalização, monitoramento, licenciamento, vistoria, proteção dos recursos naturais e educação ambiental.
Um dos objetivos é categorizar a Unidade de Conservação Mata do Bacurizal e do Lago Caraparu, para conservar e preservar as espécies animais e vegetais.
Além de difundir a necessidade do licenciamento ambiental aos empresários de Salvaterra para seus empreendimentos e desenvolver projetos e programas voltados à reutilização dos resíduos sólidos.
E também sensibilizar a população dos riscos dos crimes ambientais, como o desmatamento, extração ilegal de minérios e poluição sonora do solo e da água.
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Festival Psica lança calendário de 2026 com programação inédita no Marajó
O Festival Psica lança, nesta sexta, 29, o calendário de 2026 com projetos inéditos: além da programação tradicional em Belém, em dezembro, a nova aposta da temporada é o Festival Psica no Verão Amazônico, que ocorre pela primeira vez nos dias 17 e 18 de julho, na vila de Joanes, no Marajó.
Para viver o Psica, pessoas de vários lugares do Brasil começam a organizar viagem e hospedagem meses do festival acontecer. Em 2025, o Festival teve a maior edição de sua história, reunindo 110 mil pessoas durante três dias de programação. Estima-se que quase metade do público veio de fora de Belém.
“A gente percebe que muita gente já espera esse calendário para começar a organizar viagem, hospedagem e toda a experiência de viver o Psica na Amazônia. O festival cresceu muito nos últimos anos e passou a movimentar pessoas de vários lugares do Brasil”, afirma Jeft Dias, diretor do festival. “Lançar esse calendário também é uma forma de convidar o público a atravessar o ano inteiro com a gente”.
Programação Psica 2026
Na próxima terça, 2 de junho, abrem as vendas do “Confia”, lote promocional de ingressos do Festival Psica 2026, que ocorrerá nos dias 11, 12 e 13 de dezembro, em Belém.
Já no dia 8 de junho, será lançado oficialmente o Psica no Verão Amazônico, que acontecerá no Marajó em julho. O line-up dessa programação será anunciado uma semana depois, em 15 de junho. A partir do dia 23 do mesmo mês, começam os anúncios dos artistas confirmados no line-up do Festival.
O calendário ainda inclui o Psica de Nazaré, programação realizada durante o Círio de Nazaré, nos dias 10 e 11 de outubro. Este ano, o evento será celebrado na Casa Dourada, sede do Instituto Psica, na Cidade Velha, em Belém. O Psica da Naza narra a maior procissão católica do mundo a partir das vozes periféricas, negras, indígenas, ribeirinhas e LGBTQIA+ da Amazônia, com transmissões ao vivo, pocket shows, rodas de conversa e ações de acolhimento ao público.
Também retorna ao calendário o Motins, encontro pan-amazônico de música e cultura periférica que reúne artistas, produtores e agentes culturais da Amazônia. A edição deste ano ocorre em setembro.
“O Psica tem o objetivo de crescer no nosso território e ajudar a fortalecer a cultura e os artistas do estado e da Amazônia. O próximo passo é começar a levar para outros estados e outros países tudo que se produz de cultura aqui”, diz Gerson Dias, diretor.
Psica no Verão Amazônico
O Festival Psica no Verão Amazônico foi inspirado na cultura das festas de interior do Pará, das temporadas de verão e dos deslocamentos pelos rios e ilhas da Amazônia. A programação vai reunir artistas do Marajó, nomes da música amazônica e atrações nacionais, englobando ritmos como carimbó, reggae, brega, pop e outras sonoridades.
Fonte: Rolling Stone Brasil
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