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NESTA SEGUNDA

Além de passarelas, Helder inaugura Hidroviário, Delegacia e entrega Ambulanchas no Marajó

Agenda está marcada para a tarde desta segunda-feira e contará com a presença do governador Helder Barbalho e autoridades estaduais e regionais

Publicados

MARAJÓ

Foto: Divulgação

Além da entrega de passarelas de concreto, a agenda do governador Helder Barbalho (MDB) em Afuá prevê a inauguração do Terminal Hidroviário, do novo prédio da Delegacia de Polícia Civil, a entrega de ambulanchas para a prefeitura da cidade marajoara e cartas de créditos para microempreendedores. Os eventos estão marcados para a tarde desta segunda-feira (24).

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O Terminal Hidroviário custou R$ 4,4 milhões e deveria ter sido entregue em julho do ano passado. Pronto, vai beneficiar diretamente mais de 40 mil pessoas, melhorando a segurança e o conforto no embarque e desembarque de passageiros na cidade com um espaço moderno e amplo, totalmente equipado para receber a população local e também visitantes.

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O novo terminal conta com novas instalações elétricas e hidrossanitárias, pintura, sala de embarque, salas para órgãos oficiais, guichês para a venda de passagens, bebedouro, TV, cadeiras confortáveis, entre outros benefícios. Os novos ambientes serão integrados por meio de uma área de circulação com mais de 220 metros quadrados.

O conjunto naval do terminal contém um flutuante de 15 metros de comprimento, atrelado a uma rampa metálica de 30 metros de comprimento, além de um moderno sistema de articulação, capaz de permitir o movimento vertical da estrutura conforme variação da maré. Para garantir mais proteção e conforto aos passageiros, todo o sistema naval será coberto, reduzindo o risco de acidentes devido à chuva.

Delegacia

A unidade, que foi totalmente reconstruída, proporciona melhores condições de trabalho aos servidores e de atendimento à população. Estarão presentes no ato de entrega o governador do Estado, Helder Barbalho, gestores da Segurança Pública e autoridades locais.

O investimento na obra superou R$ 1 milhão, oriundos do Fundo de Investimento de Segurança Pública (Fisp), vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).

A nova unidade conta com salas exclusivas para reconhecimento, o que facilita o trabalho de delegados, escrivães e investigadores, além de espaços de atendimento, cartório, depósito, alojamentos (masculino e feminino), copa e carceragem. As dependências contam ainda com mobiliário novo.

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Ambulanchas

Entre os compromissos do governador está a entrega de duas ambulanchas para atendimento de cerca de 40 mil habitantes do município.

As ambulanchas foram adquiridas através de um convênio entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e a Prefeitura Municipal de Afuá. Foram destinados R$ 400 mil para aquisição dos veículos, sendo R$ 384 mil repassados pela Sespa e R$ 16 mil como contrapartida do município.

As embarcações atenderão as ocorrências em Afuá, dando suporte às ocorrências que demandarem resgate e transferência de pacientes de regiões ribeirinhas para receber atendimento nas unidades de saúde.

Benefícios

Também serão entregues no município R$ 150 mil em CredCidadão por meio de cartas de crédito. O programa do Governo do Pará concede linhas de crédito para estimular a economia por meio de investimentos no comércio local.

A linha de microcrédito tem juros baixos, no máximo de 1% ao mês, e pode ser renovada. Ela é voltada para microempreendedores formais e informais no valor de até R$ 5 mil para estimular a economia nos municípios.

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VIII Feira de Ciências do Rio Acutipereira reúne comunidades e destaca projetos de sustentabilidade no Marajó

Publicados

em

Foto: Ray Nonato

A VIII Feira de Ciências do Rio Acutipereira foi encerrada após três dias de debates, reuniões e decisões coletivas na comunidade Santo Ezequiel Moreno, localizada no Projeto de Assentamento Agroextrativista (PEAEx) Acutipereira, na zona rural de Portel, no Marajó.

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Com o tema “Um olhar sobre os povos das águas e das florestas”, o evento reuniu estudantes, professores, comunidades ribeirinhas, representantes do poder público, universidades, cooperativas e instituições parceiras para apresentar projetos científicos voltados à realidade amazônica, à sustentabilidade e à valorização dos conhecimentos tradicionais.

O encerramento contou tradicionalmente com a construção coletiva e aprovação da Carta da VIII edição, entrega de certificados aos participantes e anúncio da comunidade que receberá a próxima edição da feira.

Um dos destaques desta edição foi a participação expressiva das comunidades. Segundo a organização, o evento registrou público recorde, com grande movimentação de embarcações que chegaram à comunidade Santo Ezequiel Moreno para acompanhar as atividades.

O PEAEx Acutipereira é formado por 23 comunidades, entre católicas e evangélicas, e fica próximo ao território quilombola de São Tomé de Tauçu. Ao todo, nove escolas localizadas dentro do PEAEx participaram da feira, além de instituições de outras regiões, como a EMEF Irmã Estefânia Monteiro, do Rio Anapu, e a EMEF Drª Dalva Patriarca, do Rio Camarapí.

Escolas premiadas

Os projetos apresentados pelos estudantes tiveram como foco soluções sustentáveis de baixo custo, preservação ambiental, inovação tecnológica e valorização da cultura e dos conhecimentos tradicionais das comunidades ribeirinhas.

O primeiro lugar ficou com a EMEF Deus Está Comigo, com o projeto “Sementes crioulas, raízes culturais e expressões artísticas”.

O segundo lugar foi conquistado pela EMEF Santo Ezequiel Moreno, com o projeto “Casa Ribeirinha do Futuro”.

O terceiro lugar ficou com a EMEF Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que apresentou o projeto “Água barrenta: conhecer para cuidar”.

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Já o quarto lugar foi para a Cooperativa Mirim Santo Ezequiel Moreno, com o projeto “Saneamento sustentável: tecnologia social na várzea”.

Projeto aborda dificuldades enfrentadas por estudantes ribeirinhos

Entre os projetos apresentados, esteve o “Águape — Da invasão à inovação”, desenvolvido pela EMEF Irmã Estefânia Monteiro, localizada na Vila Santo Amaro, no Rio Anapu.

A escola está a cerca de 10 horas de viagem da sede de Portel e precisou percorrer o trajeto até a comunidade Santo Ezequiel Moreno para participar da feira.

O projeto foi desenvolvido por uma equipe de professores e profissionais da escola e apresentado por nove estudantes. A iniciativa aborda uma problemática enfrentada pelas comunidades ribeirinhas, especialmente pelos alunos que, em determinados períodos, ficam impossibilitados de frequentar as aulas devido às dificuldades de deslocamento e ao fenômeno conhecido na região como “barranco”.

Sementes crioulas

A EMEF Deus Está Comigo, representante de uma comunidade quilombola, conquistou o primeiro lugar com um projeto voltado à preservação das sementes crioulas e dos conhecimentos tradicionais.

O professor Joandro Nogueira destacou que a premiação representa o resultado de um trabalho coletivo desenvolvido pela escola e pela comunidade.

“Essa conquista representa muito mais que um prêmio. Representa o reconhecimento de uma construção coletiva. Foi um trabalho feito a muitas mãos — professores, alunos e, principalmente, a nossa comunidade. É a prova de que a escola quilombola tem ciência, tem saber e tem muito a ensinar.”

Segundo o professor, a ideia de trabalhar com as sementes crioulas surgiu a partir da percepção de que variedades tradicionalmente cultivadas pelas famílias estavam sendo substituídas por sementes adquiridas comercialmente.

“A gente percebeu que as sementes crioulas estavam ficando esquecidas, sendo substituídas por sementes compradas. E essas sementes que nossos avós guardam há gerações são a nossa verdadeira riqueza. São resistentes, adaptadas ao nosso território e carregam a nossa história. A ideia foi fazer os alunos olharem para a própria roça com olhar de pesquisador.”

Participação do poder público e instituições parceiras

O prefeito de Portel, Paulo Ferreira, destacou a importância da feira e afirmou que a iniciativa representa um espaço de inovação e valorização das comunidades.

Durante a visita aos estandes, o prefeito conheceu projetos apresentados pelos estudantes, entre eles uma iniciativa relacionada à produção de alimentos a partir de recursos encontrados na própria região.

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“É uma satisfação poder visitar os estandes. Aqui, no espaço da escola Estefânia Monteiro, do Anapu, temos novidades e inovação tecnológica. Tem muita inovação maravilhosa para conhecer. Estamos no mês em que comemoramos a Independência do Brasil, e a independência também precisa partir de todas essas tecnologias que precisamos para a nossa comunidade. É isso que eu sempre defendo”, afirmou.

O secretário municipal de Educação de Portel, Elias Saraiva, também ressaltou o trabalho desenvolvido pelas escolas e a importância da participação dos estudantes na feira de ciências realizada na sede do município.

“Isso aqui reflete todo o empenho que o governo municipal vem fazendo na área da educação, seja na cidade, seja no campo, com várias inovações tecnológicas. É importante ressaltar que os trabalhos apresentados aqui irão participar da nossa Feira de Ciências lá na cidade. Temos trabalhos de extrema relevância apresentados aqui e que já passaram pela nossa feira. É o governo municipal valorizando a ciência e investindo em educação”, declarou.

O diretor da comunidade Santo Ezequiel Moreno, Teófilo Lacerda, agradeceu a participação das escolas, comunidades e instituições parceiras.

“A gente quer agradecer a participação de todos, principalmente das escolas que estão participando, do poder público municipal e dos parceiros que vieram de Brasília, de Belém e de outras regiões do Marajó. Temos universidades, prefeito, vereadores, Sebrae, Sustenta Inova, Embrapa e UFRA. São parceiros que estão hoje aqui na comunidade, assim como outras escolas do Anapu e do Camarapí”, afirmou.

Além das escolas, estiveram presentes representantes de cooperativas dos municípios de Portel, Bagre e Gurupá.

Debates e atividades

A programação também contou com debates sobre agroecologia, cooperativismo e preservação ambiental, além de atividades relacionadas à troca de sementes tradicionais.

O Ministério Público do Pará participou com ações voltadas à prestação de contas, infraestrutura e direitos das comunidades da região. A Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) também contribuiu com suporte pedagógico e logístico.

A feira contou ainda com o apoio da Prefeitura de Portel, por meio da Secretaria Municipal de Educação e da Secretaria de Esporte, Cultura, Lazer e Turismo, além da Embrapa, Sebrae e UFRA.

A VIII Feira de Ciências do Rio Acutipereira encerrou mais uma edição reunindo ciência, educação, cultura e conhecimentos tradicionais produzidos pelas comunidades das águas e das florestas do Marajó.

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