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PROGRAMAÇÃO ESPECIAL

Primavera dos Museus em Canaã dos Carajás tem oficinas gratuitas de cerâmica marajoara, aquarela e contação de histórias

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Foto: Divulgação

A cidade de Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará, recebe entre os dias 21 e 30 de setembro uma programação especial e gratuita para celebrar a 20ª Primavera dos Museus.

Promovido pela Casa da Cultura de Canaã dos Carajás, o evento deste ano traz oficinas de cerâmica marajoara, práticas de aquarela, contação de histórias e atividades lúdicas voltadas para o patrimônio cultural e a memória local.

A iniciativa faz parte de uma mobilização nacional coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que propõe refletir sobre o papel dos museus na aproximação com as comunidades.

“A 20ª Primavera dos Museus é um convite para que todas as pessoas se reconheçam nos espaços de arte, cultura e memória”, destaca Sandra Rosa, coordenadora do Educativo da Casa da Cultura.

Conexão entre Marajó e Carajás

Um dos grandes destaques da programação é o projeto “Barro em Confluência”, que promove um intercâmbio cultural e artístico entre duas regiões emblemáticas do Pará.

Ceramistas do renomado Ateliê Arte Mangue Marajó, de Soure, viajam até Canaã dos Carajás para uma imersão de sete dias com artistas locais, artesãos e jovens a partir de 16 anos.

O objetivo é dialogar a milenar cerâmica marajoara com a tradição oleira de Carajás. Os participantes vão acompanhar todo o processo de produção, desde a coleta e preparação do barro até a modelagem, queima e pintura com pigmentos naturais.

O resultado dessa produção coletiva será apresentado ao público em uma mostra especial no dia 30 de setembro.

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Cores e imaginação

Entre os dias 22 e 24 de setembro, a Casa da Cultura promove a oficina “Descobrindo as Cores Primárias”.

Voltada para estudantes e grupos agendados, a atividade utiliza como inspiração a exposição “Entre Mitos e Memórias: A Arte de Domingos Nunes”, atualmente em cartaz no espaço.

A partir do uso da aquarela, os participantes serão estimulados a criar suas próprias tonalidades e pinturas, conectando as obras do artista com suas próprias vivências.

Para o facilitador Wendrel Diblack, a experiência prática transforma a visão do público sobre a arte. “Quando eles colocam a mão na tinta, deixam de ser apenas observadores e passam a participar ativamente do processo criativo, gerando uma relação muito mais afetiva com a exposição”, explica.

Dia de brincar e contar histórias

No dia 25 de setembro, a programação será dedicada à literatura e ao resgate de memórias. A escritora e contadora de histórias Gabi Silva comanda a atividade “Histórias que Moram em Nós”, na Sala de Leitura, convidando o público de todas as idades para rodas de conversa e contação de histórias.

Paralelamente, a atividade “Brincando com Cultura” promete movimentar o espaço com show de mágica, pintura facial, modelagem de balões e brincadeiras tradicionais conduzidas pela Tia Tata e pelo Palhaço Chocolate.

Durante o evento, os visitantes poderão deixar suas mensagens e desejos na “Árvore dos Sonhos”, uma instalação coletiva que servirá como registro das expectativas da comunidade para o futuro da Casa da Cultura.

A diretora da Casa da Cultura, Gabriela Sobral, reforça que a programação consolida o conceito de museologia social. “Esse modelo de gestão ajuda a romper com a ideia de que o museu é um lugar intocável. Celebrar a Primavera dos Museus é fazer o que sempre buscamos: conectar nosso trabalho diretamente à comunidade de Canaã dos Carajás”, conclui.

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Serviço – 20ª Primavera dos Museus em Canaã dos Carajás

  • 1. Barro em Confluência (Oficina de Cerâmica)

Quando: Oficinas de 21 a 27 de setembro, das 9h às 11h. Mostra dos resultados no dia 30 de setembro, das 9h às 11h.
Onde: CRAS Novo Horizonte (Rua Angelim, S/N – Nova Canaã).
Público-alvo: Artistas, artesãos e jovens acima de 16 anos.
Inscrições: Gratuitas, pelo formulário online.
Informações: (94) 99220-3451.

  • 2. Oficina de Aquarela: Descobrindo as Cores Primárias

Quando: 22 a 24 de setembro, em dois turnos (9h às 11h e 15h às 17h).
Onde: Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (Rua das Esmeraldas, 143, Nova Canaã II).
Público-alvo: Escolas e grupos (mediante agendamento prévio).
Agendamentos: (94) 99249-1549.

  • 3. Socialização Literária: Histórias que Moram em Nós

Quando: 25 de setembro, das 8h às 9h e das 14h às 15h.
Onde: Sala de Leitura da Casa da Cultura.
Público-alvo: Classificação livre.
Informações: (94) 99160-8186.

  • 4. Brincando com Cultura – Conhecendo e Valorizando Nosso Patrimônio

Quando: 25 de setembro, das 9h às 11h e das 15h às 17h.
Onde: Casa da Cultura de Canaã dos Carajás.
Público-alvo: Classificação livre.
Informações: (94) 99249-1549.

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Justiça atende pedido do MPF e bloqueia registros irregulares de terras em área de ribeirinhos de Muaná

Decisão impede venda e transferência de terras públicas da União sobrepostas ao Projeto de Assentamento

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Foto: Celso Abreu

A Justiça Federal determinou o bloqueio imediato dos registros em cartório de três imóveis rurais em Muaná, no Arquipélago do Marajó. A decisão atende a um pedido urgente do Ministério Público Federal (MPF).

A medida atinge os imóveis denominados Santo Antônio, Boa Sombra e São Raimundo. Com a ordem judicial, os registros dessas terras ficam congelados no Cartório de Imóveis de Muaná. Na prática, os supostos proprietários estão proibidos de vender, doar, desmembrar ou dar as áreas como garantia para terceiros até o julgamento final do processo.

Terras públicas – O objetivo da ação do MPF é anular os títulos particulares e garantir a permanência de famílias ribeirinhas no Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) da Ilha Cajuúba, criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em 2014.

As apurações do MPF revelaram que os três imóveis foram registrados sobrepostos à área pública da União. Os terrenos ficam nas margens dos rios Buiuçú e Cajuúba, em ilhas fluviais que sofrem a influência das marés.

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Pela Constituição, essas áreas pertencem ao governo federal e não podem ser adquiridas por particulares sem um processo formal de doação ou venda pela União.

Pesquisas feitas no Cartório de Registro de Imóveis do município confirmaram as irregularidades. Os documentos mostram que nunca houve um ato formal de transferência das terras do patrimônio público para o particular. Portanto, os imóveis sempre foram da União.

Proteção à comunidade – O MPF apontou à Justiça que as famílias tradicionais do assentamento sofrem violência contínua de invasores e grileiros.

Moradores relataram intimidações com armas de fogo e a cobrança forçada de “meação”, prática ilegal em que os trabalhadores eram obrigados a entregar parte da sua produção para não serem expulsos.

Com a decisão liminar, a Justiça busca evitar que novos registros compliquem a disputa enquanto não há uma sentença.

No julgamento definitivo do caso, o MPF pede o cancelamento total dos títulos dos invasores, a regularização definitiva do assentamento pelo Incra e a condenação dos réus particulares ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

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