ESPORTE
Pará leva 20 atletas para a segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Luta Marajoara
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A tradição da luta marajoara estará presente na segunda etapa do Campeonato Brasileiro da modalidade, que acontece nos dias 26 e 27 de setembro de 2026, no Amapá. O Pará será representado por uma equipe de 20 atletas, formada principalmente por lutadores do Arquipélago do Marajó, em uma disputa que reunirá competidores de diferentes estados brasileiros.
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A delegação paraense contará com atletas de municípios como Ponta de Pedras e Cachoeira do Arari, além de lutadores que nasceram ou possuem ligação com outras localidades do Marajó e atualmente vivem em Ponta de Pedras. Os competidores estão na reta final de preparação e chegam ao campeonato com a expectativa de conquistar títulos e cinturões.
Segundo Leonardo Absolão, integrante da comitiva paraense, os atletas intensificaram os treinamentos nos últimos dias para chegar preparados à competição.
“Todos os atletas estão bastante empenhados, treinando já na reta final, para que a gente possa fazer um ótimo campeonato”, afirmou Leonardo.
Cinco cinturões estarão em disputa
O campeonato terá confrontos em diferentes categorias de peso. Ao todo, serão cinco cinturões em disputa, envolvendo as categorias de 60 kg, 70 kg, 90 kg e Master Absoluto.
De acordo com a organização, os combates reunirão atletas dos estados do Pará, Amapá e Rio de Janeiro. A competição é promovida pela Liga Brasil de Luta Marajoara (LBLM).
Além da busca pelos títulos, a participação paraense também representa uma oportunidade de levar a tradição esportiva do Marajó para outras regiões do país.
“Com certeza vamos fazer um grande campeonato e fazer grande resultado”, destacou Leonardo.
Viagem até o Amapá
A viagem da delegação paraense começa nesta quinta-feira (24), quando os atletas embarcam em Belém com destino a Macapá. O deslocamento será feito por via fluvial, em navio ou ferry boat, com duração estimada entre 24 e 28 horas.
A previsão é que o grupo chegue ao Amapá na sexta-feira (25). Após a chegada, os atletas deverão se acomodar e realizar os últimos preparativos antes das disputas.
No sábado (26), estão previstas a pesagem oficial dos competidores e a realização do Congresso Técnico, a partir das 18h. Já no domingo (27) será realizado o principal dia de competição, com os confrontos e as disputas pelos cinturões.
A etapa no Amapá corresponde à segunda fase do Campeonato Brasileiro de Luta Marajoara. A primeira etapa foi realizada em maio de 2026, em São Paulo, reunindo atletas de diferentes estados.
Modalidade em expansão
Segundo Leonardo Absolão, a realização das etapas em diferentes estados faz parte do processo de expansão da luta marajoara para outras regiões do país.
A Liga Brasil de Luta Marajoara já conta com representantes em estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, São Paulo, Tocantins e Amapá, além do Pará.
A expectativa da organização e dos atletas é que a realização de competições fora do estado contribua para ampliar o alcance da modalidade e estimular a participação de novos competidores em outras regiões brasileiras.
Tradição do Marajó ganha espaço nacional
Para os atletas paraenses, a competição também possui um significado cultural. Tradicional do Arquipélago do Marajó, a luta marajoara é marcada pelo contato físico e por técnicas de desequilíbrio e queda e vem ganhando espaço em eventos esportivos realizados fora do Pará.
A participação no campeonato representa mais uma oportunidade para os lutadores do Marajó divulgarem a modalidade e buscarem títulos em nível nacional.
“É o terceiro Campeonato Brasileiro de Luta Marajoara que nós fazemos. Os outros dois primeiros foram aqui no Pará e, neste ano, estamos fazendo em outros estados”, explicou Leonardo.
Com 20 atletas na delegação, o Pará segue para o Amapá para representar a luta marajoara e disputar os cinturões da segunda etapa do Campeonato Brasileiro, levando para fora do estado uma tradição esportiva que nasceu no Marajó.
Com informações do DOL.com.br
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Justiça atende pedido do MPF e bloqueia registros irregulares de terras em área de ribeirinhos de Muaná
Decisão impede venda e transferência de terras públicas da União sobrepostas ao Projeto de Assentamento
A Justiça Federal determinou o bloqueio imediato dos registros em cartório de três imóveis rurais em Muaná, no Arquipélago do Marajó. A decisão atende a um pedido urgente do Ministério Público Federal (MPF).
A medida atinge os imóveis denominados Santo Antônio, Boa Sombra e São Raimundo. Com a ordem judicial, os registros dessas terras ficam congelados no Cartório de Imóveis de Muaná. Na prática, os supostos proprietários estão proibidos de vender, doar, desmembrar ou dar as áreas como garantia para terceiros até o julgamento final do processo.
Terras públicas – O objetivo da ação do MPF é anular os títulos particulares e garantir a permanência de famílias ribeirinhas no Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) da Ilha Cajuúba, criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em 2014.
As apurações do MPF revelaram que os três imóveis foram registrados sobrepostos à área pública da União. Os terrenos ficam nas margens dos rios Buiuçú e Cajuúba, em ilhas fluviais que sofrem a influência das marés.
Pela Constituição, essas áreas pertencem ao governo federal e não podem ser adquiridas por particulares sem um processo formal de doação ou venda pela União.
Pesquisas feitas no Cartório de Registro de Imóveis do município confirmaram as irregularidades. Os documentos mostram que nunca houve um ato formal de transferência das terras do patrimônio público para o particular. Portanto, os imóveis sempre foram da União.
Proteção à comunidade – O MPF apontou à Justiça que as famílias tradicionais do assentamento sofrem violência contínua de invasores e grileiros.
Moradores relataram intimidações com armas de fogo e a cobrança forçada de “meação”, prática ilegal em que os trabalhadores eram obrigados a entregar parte da sua produção para não serem expulsos.
Com a decisão liminar, a Justiça busca evitar que novos registros compliquem a disputa enquanto não há uma sentença.
No julgamento definitivo do caso, o MPF pede o cancelamento total dos títulos dos invasores, a regularização definitiva do assentamento pelo Incra e a condenação dos réus particulares ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.
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