POSSÍVEIS IRREGULARIDADES
TCM suspende nova licitação de prefeitura marajoara; R$ 10,4 mi
MARAJÓ
No mesmo dia em que suspendeu uma licitação de R$ 7,6 milhões da Prefeitura de Portel para contratar serviços de iluminação, palco, sonorização e outros itens para realização de eventos, o Pleno do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará (TCM) homologou voto do conselheiro Cezar Colares, que, em medida cautelar monocrática, determinou a suspensão de pregão eletrônico do Fundo Municipal de Educação de Portel, que tem por objeto contratar empresa especializada em serviço de transporte escolar fluvial, com condutor, para atender às necessidades da Secretaria de Educação daquele Município.
– NOTÍCIAS EM TEMPO REAL: participe do grupo do Notícia Marajó no WhatsApp e acompanhe tudo em primeira mão. Inscreva-se aqui no Grupo 1, aqui no Grupo 2, aqui no Grupo 3, aqui no Grupo 4, aqui no Grupo 5, aqui no Grupo 6, aqui no Grupo 7 aqui no Grupo 8, aqui no grupo 9, aqui no grupo 1, aqui no grupo 11 ou aqui no grupo 12. Ainda temos o Grupo 1 de Discussão e o Grupo 2 de Discussão. Nas redes sociais, siga-nos no Instagram, no Facebook e no Youtube.
O descumprimento da decisão implica em multa pessoal diária de R$ 8,7 mil (2.000 UPFPA).
A decisão foi tomada durante a 1ª Sessão Ordinária do Pleno de 2023, realizada nesta quinta-feira (19), sob a condução da conselheira Mara Lúcia, presidente do TCM.
Conforme o Notícia Marajó informou, na mesma sessão o TCM homologou voto do conselheiro Cezar Colares, que, devido a indícios de irregularidades constatados pela 2ª Controladoria, emitiu, monocraticamente, medida cautelar suspendendo processo licitatório, na modalidade pregão eletrônico, da Prefeitura Municipal de Portel, no valor de R$7,6 milhões.O prefeito Paulo Ferreira (MDB) tem prazos de 15 dias para se manifestar, e de 24 horas para publicar a suspensão da licitação na Imprensa Oficial e encaminhar a comprovação juntamente com sua defesa. O descumprimento da decisão implica em multa pessoal diária de R$ 8,7 mil.
Procurada, a Prefeitura não quis comentar sobre o assunto.
HOME
Justiça atende pedido do MPF e bloqueia registros irregulares de terras em área de ribeirinhos de Muaná
Decisão impede venda e transferência de terras públicas da União sobrepostas ao Projeto de Assentamento
A Justiça Federal determinou o bloqueio imediato dos registros em cartório de três imóveis rurais em Muaná, no Arquipélago do Marajó. A decisão atende a um pedido urgente do Ministério Público Federal (MPF).
A medida atinge os imóveis denominados Santo Antônio, Boa Sombra e São Raimundo. Com a ordem judicial, os registros dessas terras ficam congelados no Cartório de Imóveis de Muaná. Na prática, os supostos proprietários estão proibidos de vender, doar, desmembrar ou dar as áreas como garantia para terceiros até o julgamento final do processo.
Terras públicas – O objetivo da ação do MPF é anular os títulos particulares e garantir a permanência de famílias ribeirinhas no Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) da Ilha Cajuúba, criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em 2014.
As apurações do MPF revelaram que os três imóveis foram registrados sobrepostos à área pública da União. Os terrenos ficam nas margens dos rios Buiuçú e Cajuúba, em ilhas fluviais que sofrem a influência das marés.
Pela Constituição, essas áreas pertencem ao governo federal e não podem ser adquiridas por particulares sem um processo formal de doação ou venda pela União.
Pesquisas feitas no Cartório de Registro de Imóveis do município confirmaram as irregularidades. Os documentos mostram que nunca houve um ato formal de transferência das terras do patrimônio público para o particular. Portanto, os imóveis sempre foram da União.
Proteção à comunidade – O MPF apontou à Justiça que as famílias tradicionais do assentamento sofrem violência contínua de invasores e grileiros.
Moradores relataram intimidações com armas de fogo e a cobrança forçada de “meação”, prática ilegal em que os trabalhadores eram obrigados a entregar parte da sua produção para não serem expulsos.
Com a decisão liminar, a Justiça busca evitar que novos registros compliquem a disputa enquanto não há uma sentença.
No julgamento definitivo do caso, o MPF pede o cancelamento total dos títulos dos invasores, a regularização definitiva do assentamento pelo Incra e a condenação dos réus particulares ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.
-
HOME6 dias atrásInfluenciadora morta a tiros no Pará pode ter sido vítima de ‘queima de arquivo’, diz PM
-
HOME6 dias atrásFunai abre processo seletivo com 807 vagas e salários de até R$ 7,6 mil; Pará está entre estados contemplados
-
HOME6 dias atrásMP Eleitoral recomenda medidas para evitar uso da estrutura pública em ato político em Muaná, no Marajó
-
HOME6 dias atrásHomem com mandado de prisão em aberto é preso em flagrante com sete espingardas e munições no Marajó
-
HOME5 dias atrásDefensoria do Pará atua para impedir cobrança ilegal de ‘taxa do açaí’ a famílias ribeirinhas de Muaná, no Marajó
-
Turismo6 dias atrásCaminhos de Trajano de Moraes: a trilha fluminense que une a herança colonial aos encantos da Mata Atlântica
-
HOME5 dias atrásHomem é preso por suspeita de tráfico de drogas e tentativa de suborno a policiais no Marajó
-
POLITÍCA NACIONAL7 dias atrásImportância do direito tributário é destacada em sessão especial