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Quarteto é pego com drogas e encaminhados a delegacia

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MARAJÓ

Foto: Divulgação

Na tarde desta quinta-feira, a Polícia Militar de Breves realizou uma operação no bairro Riacho Doce que resultou na prisão de quatro pessoas e na apreensão de diversas porções de drogas, celulares e dinheiro em espécie.

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Segundo o Coronel Marcio Abud, responsável pelo comando do Marajó Ocidental, durante patrulhamento na região, os policiais avistaram dois indivíduos em atitude suspeita e procederam a uma abordagem.  Os 2 suspeitos identificados como Renato Cardoso e Israel Barbosa foram abordados e na revista foram encontradas duas porções maconha.

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Ao questionar a origem da droga, os suspeitos indicaram a rua Dr. Teixeira, onde um casal estaria comercializando o material ilícito.

A equipe policial seguiu até o local indicado e encontrou os outros suspeitos identificados como Ivan e sua esposa, V.F.L, em posse de diversas porções de supostamente maconha e pedra de oxi, além de três celulares e R$ 52,00 em espécie. Uma pulseira na cor dourada também foi apreendida.

Todos os envolvidos foram levados para a Sudepol para os procedimentos cabíveis

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Justiça atende pedido do MPF e bloqueia registros irregulares de terras em área de ribeirinhos de Muaná

Decisão impede venda e transferência de terras públicas da União sobrepostas ao Projeto de Assentamento

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Foto: Celso Abreu

A Justiça Federal determinou o bloqueio imediato dos registros em cartório de três imóveis rurais em Muaná, no Arquipélago do Marajó. A decisão atende a um pedido urgente do Ministério Público Federal (MPF).

A medida atinge os imóveis denominados Santo Antônio, Boa Sombra e São Raimundo. Com a ordem judicial, os registros dessas terras ficam congelados no Cartório de Imóveis de Muaná. Na prática, os supostos proprietários estão proibidos de vender, doar, desmembrar ou dar as áreas como garantia para terceiros até o julgamento final do processo.

Terras públicas – O objetivo da ação do MPF é anular os títulos particulares e garantir a permanência de famílias ribeirinhas no Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) da Ilha Cajuúba, criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em 2014.

As apurações do MPF revelaram que os três imóveis foram registrados sobrepostos à área pública da União. Os terrenos ficam nas margens dos rios Buiuçú e Cajuúba, em ilhas fluviais que sofrem a influência das marés.

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Pela Constituição, essas áreas pertencem ao governo federal e não podem ser adquiridas por particulares sem um processo formal de doação ou venda pela União.

Pesquisas feitas no Cartório de Registro de Imóveis do município confirmaram as irregularidades. Os documentos mostram que nunca houve um ato formal de transferência das terras do patrimônio público para o particular. Portanto, os imóveis sempre foram da União.

Proteção à comunidade – O MPF apontou à Justiça que as famílias tradicionais do assentamento sofrem violência contínua de invasores e grileiros.

Moradores relataram intimidações com armas de fogo e a cobrança forçada de “meação”, prática ilegal em que os trabalhadores eram obrigados a entregar parte da sua produção para não serem expulsos.

Com a decisão liminar, a Justiça busca evitar que novos registros compliquem a disputa enquanto não há uma sentença.

No julgamento definitivo do caso, o MPF pede o cancelamento total dos títulos dos invasores, a regularização definitiva do assentamento pelo Incra e a condenação dos réus particulares ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

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