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QUADRO DE DESCONFORTO

Bispo Dom Raimundo Possidônio passa mal durante missa no Círio de Nazaré

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Foto: Divulgação

O bispo da Diocese de Bragança, Dom Raimundo Possidônio, passou mal durante a missa de encerramento do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, realizada na manhã de domingo (27), em Nova Esperança do Piriá, no nordeste do Pará. O religioso apresentou um quadro de forte desconforto, seguido de desmaio e uma leve convulsão, mobilizando a equipe médica que acompanhava a programação religiosa. A possibilidade de uma crise de insuficiência cardíaca foi levantada, mas depende de exames complementares para confirmação.

De acordo com nota oficial divulgada pela Cúria Diocesana de Bragança, o calor intenso durante a celebração, associado a condições de saúde preexistentes do bispo, pode ter contribuído para o episódio. Após receber os primeiros cuidados, Dom Raimundo recuperou a consciência e apresentou evolução considerada estável pela equipe responsável pelo atendimento.

Diocese informa estado de saúde do bispo

O comunicado divulgado ainda no domingo esclareceu que o religioso estava lúcido, havia se alimentado e apresentava sinais vitais dentro dos parâmetros de normalidade.

Apesar da recuperação inicial, a Diocese considerou necessária uma investigação médica mais detalhada, especialmente diante da suspeita de alteração cardíaca.

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A previsão anunciada era de que Dom Raimundo fosse encaminhado para Belém ainda no domingo, onde passaria por novos exames e avaliação especializada em cardiologia.

Até a atualização das informações consultadas nesta segunda-feira (28), não havia confirmação pública de diagnóstico definitivo, tampouco divulgação dos resultados dos exames complementares.

Dom Raimundo Possidônio passou mal durante a missa de encerramento do Círio de Nazaré, no domingo (27), em Nova Esperança do Piriá. Bispo da Diocese de Bragança apresentou desmaio e leve convulsão durante a celebração religiosa realizada no nordeste do Pará.

Mal-estar durante celebração religiosa

O episódio aconteceu enquanto o bispo participava da Santa Missa que marcava o encerramento das festividades do Círio de Nossa Senhora de Nazaré em Nova Esperança do Piriá.

A ocorrência chamou a atenção dos fiéis presentes e exigiu atendimento imediato ao religioso. Segundo as informações divulgadas pela Diocese, não houve indicação inicial de necessidade de permanência hospitalar no município após a estabilização do quadro.

Dom Raimundo Possidônio está à frente da Diocese de Bragança desde 2024. A circunscrição religiosa abrange municípios do nordeste paraense, incluindo Nova Esperança do Piriá, onde ocorreu a celebração.

Cúria pede orações pela recuperação do bispo

Diante do ocorrido, a Cúria Diocesana de Bragança divulgou uma manifestação dirigida aos sacerdotes, religiosos e comunidades católicas, solicitando que acompanhem a recuperação do bispo por meio de orações.

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“Permaneçamos unidos ao nosso Bispo através da oração, para que obtenha plena recuperação e retorne ao seu labor pastoral”, informou a instituição.

A Diocese também comunicou que novas informações sobre a saúde de Dom Raimundo deverão ser divulgadas conforme a evolução do quadro clínico.

A orientação é aguardar os resultados da avaliação médica para esclarecer as causas do mal-estar, uma vez que a possibilidade de insuficiência cardíaca ainda não representa um diagnóstico confirmado.

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VIII Feira de Ciências do Rio Acutipereira reúne comunidades e destaca projetos de sustentabilidade no Marajó

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Foto: Ray Nonato

A VIII Feira de Ciências do Rio Acutipereira foi encerrada após três dias de debates, reuniões e decisões coletivas na comunidade Santo Ezequiel Moreno, localizada no Projeto de Assentamento Agroextrativista (PEAEx) Acutipereira, na zona rural de Portel, no Marajó.

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Com o tema “Um olhar sobre os povos das águas e das florestas”, o evento reuniu estudantes, professores, comunidades ribeirinhas, representantes do poder público, universidades, cooperativas e instituições parceiras para apresentar projetos científicos voltados à realidade amazônica, à sustentabilidade e à valorização dos conhecimentos tradicionais.

O encerramento contou tradicionalmente com a construção coletiva e aprovação da Carta da VIII edição, entrega de certificados aos participantes e anúncio da comunidade que receberá a próxima edição da feira.

Um dos destaques desta edição foi a participação expressiva das comunidades. Segundo a organização, o evento registrou público recorde, com grande movimentação de embarcações que chegaram à comunidade Santo Ezequiel Moreno para acompanhar as atividades.

O PEAEx Acutipereira é formado por 23 comunidades, entre católicas e evangélicas, e fica próximo ao território quilombola de São Tomé de Tauçu. Ao todo, nove escolas localizadas dentro do PEAEx participaram da feira, além de instituições de outras regiões, como a EMEF Irmã Estefânia Monteiro, do Rio Anapu, e a EMEF Drª Dalva Patriarca, do Rio Camarapí.

Escolas premiadas

Os projetos apresentados pelos estudantes tiveram como foco soluções sustentáveis de baixo custo, preservação ambiental, inovação tecnológica e valorização da cultura e dos conhecimentos tradicionais das comunidades ribeirinhas.

O primeiro lugar ficou com a EMEF Deus Está Comigo, com o projeto “Sementes crioulas, raízes culturais e expressões artísticas”.

O segundo lugar foi conquistado pela EMEF Santo Ezequiel Moreno, com o projeto “Casa Ribeirinha do Futuro”.

O terceiro lugar ficou com a EMEF Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que apresentou o projeto “Água barrenta: conhecer para cuidar”.

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Já o quarto lugar foi para a Cooperativa Mirim Santo Ezequiel Moreno, com o projeto “Saneamento sustentável: tecnologia social na várzea”.

Projeto aborda dificuldades enfrentadas por estudantes ribeirinhos

Entre os projetos apresentados, esteve o “Águape — Da invasão à inovação”, desenvolvido pela EMEF Irmã Estefânia Monteiro, localizada na Vila Santo Amaro, no Rio Anapu.

A escola está a cerca de 10 horas de viagem da sede de Portel e precisou percorrer o trajeto até a comunidade Santo Ezequiel Moreno para participar da feira.

O projeto foi desenvolvido por uma equipe de professores e profissionais da escola e apresentado por nove estudantes. A iniciativa aborda uma problemática enfrentada pelas comunidades ribeirinhas, especialmente pelos alunos que, em determinados períodos, ficam impossibilitados de frequentar as aulas devido às dificuldades de deslocamento e ao fenômeno conhecido na região como “barranco”.

Sementes crioulas

A EMEF Deus Está Comigo, representante de uma comunidade quilombola, conquistou o primeiro lugar com um projeto voltado à preservação das sementes crioulas e dos conhecimentos tradicionais.

O professor Joandro Nogueira destacou que a premiação representa o resultado de um trabalho coletivo desenvolvido pela escola e pela comunidade.

“Essa conquista representa muito mais que um prêmio. Representa o reconhecimento de uma construção coletiva. Foi um trabalho feito a muitas mãos — professores, alunos e, principalmente, a nossa comunidade. É a prova de que a escola quilombola tem ciência, tem saber e tem muito a ensinar.”

Segundo o professor, a ideia de trabalhar com as sementes crioulas surgiu a partir da percepção de que variedades tradicionalmente cultivadas pelas famílias estavam sendo substituídas por sementes adquiridas comercialmente.

“A gente percebeu que as sementes crioulas estavam ficando esquecidas, sendo substituídas por sementes compradas. E essas sementes que nossos avós guardam há gerações são a nossa verdadeira riqueza. São resistentes, adaptadas ao nosso território e carregam a nossa história. A ideia foi fazer os alunos olharem para a própria roça com olhar de pesquisador.”

Participação do poder público e instituições parceiras

O prefeito de Portel, Paulo Ferreira, destacou a importância da feira e afirmou que a iniciativa representa um espaço de inovação e valorização das comunidades.

Durante a visita aos estandes, o prefeito conheceu projetos apresentados pelos estudantes, entre eles uma iniciativa relacionada à produção de alimentos a partir de recursos encontrados na própria região.

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“É uma satisfação poder visitar os estandes. Aqui, no espaço da escola Estefânia Monteiro, do Anapu, temos novidades e inovação tecnológica. Tem muita inovação maravilhosa para conhecer. Estamos no mês em que comemoramos a Independência do Brasil, e a independência também precisa partir de todas essas tecnologias que precisamos para a nossa comunidade. É isso que eu sempre defendo”, afirmou.

O secretário municipal de Educação de Portel, Elias Saraiva, também ressaltou o trabalho desenvolvido pelas escolas e a importância da participação dos estudantes na feira de ciências realizada na sede do município.

“Isso aqui reflete todo o empenho que o governo municipal vem fazendo na área da educação, seja na cidade, seja no campo, com várias inovações tecnológicas. É importante ressaltar que os trabalhos apresentados aqui irão participar da nossa Feira de Ciências lá na cidade. Temos trabalhos de extrema relevância apresentados aqui e que já passaram pela nossa feira. É o governo municipal valorizando a ciência e investindo em educação”, declarou.

O diretor da comunidade Santo Ezequiel Moreno, Teófilo Lacerda, agradeceu a participação das escolas, comunidades e instituições parceiras.

“A gente quer agradecer a participação de todos, principalmente das escolas que estão participando, do poder público municipal e dos parceiros que vieram de Brasília, de Belém e de outras regiões do Marajó. Temos universidades, prefeito, vereadores, Sebrae, Sustenta Inova, Embrapa e UFRA. São parceiros que estão hoje aqui na comunidade, assim como outras escolas do Anapu e do Camarapí”, afirmou.

Além das escolas, estiveram presentes representantes de cooperativas dos municípios de Portel, Bagre e Gurupá.

Debates e atividades

A programação também contou com debates sobre agroecologia, cooperativismo e preservação ambiental, além de atividades relacionadas à troca de sementes tradicionais.

O Ministério Público do Pará participou com ações voltadas à prestação de contas, infraestrutura e direitos das comunidades da região. A Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) também contribuiu com suporte pedagógico e logístico.

A feira contou ainda com o apoio da Prefeitura de Portel, por meio da Secretaria Municipal de Educação e da Secretaria de Esporte, Cultura, Lazer e Turismo, além da Embrapa, Sebrae e UFRA.

A VIII Feira de Ciências do Rio Acutipereira encerrou mais uma edição reunindo ciência, educação, cultura e conhecimentos tradicionais produzidos pelas comunidades das águas e das florestas do Marajó.

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