RECONHECIMENTO
Queijo do Marajó agora é patrimônio oficial do estado
HOME
O Queijo do Marajó agora faz parte oficialmente do patrimônio cultural material do Pará. A medida foi publicada no Diário Oficial da última quarta-feira (29), após decreto assinado pela governadora Hana Ghassan.
O reconhecimento reforça a importância histórica e econômica do produto, que é um dos símbolos da cultura marajoara.
A iniciativa teve origem em um projeto apresentado pelo deputado Iran Lima em 2024. A proposta foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Pará no fim de março deste ano.
A nova lei oficializa o queijo como parte do patrimônio material do estado, garantindo maior valorização e proteção à tradição.
Veja o que diz o decreto
O texto sancionado estabelece oficialmente o reconhecimento:
“Fica declarado como integrante do patrimônio cultural de natureza material do Estado do Pará, o Queijo do Marajó, nos termos do art. 18, inciso VII e do art. 286 da Constituição do Estado do Pará.”
O documento também determina que a lei entra em vigor na data de sua publicação.
Produto já tem reconhecimento nacional
Além do novo título estadual, o Queijo do Marajó já possui certificação de Indicação Geográfica concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial desde 2021.
Esse reconhecimento delimita a produção aos municípios de Chaves, Cachoeira do Arari, Muaná, Ponta de Pedras, Santa Cruz do Arari, Salvaterra e Soure, todos localizados na região dos campos marajoaras.
Tradição que atravessa séculos
A produção do queijo no arquipélago do Marajó remonta a mais de dois séculos. Autores como Barata (1973), Miranda Neto (1976) e Lisboa (2012) já registravam a existência de fazendas na região que produziam queijos e manteigas desde o século XVIII.
Com o tempo, o uso do leite de búfala se consolidou como característica marcante do produto, fortalecendo sua identidade regional.
Valorização da cultura e da economia local
O reconhecimento como patrimônio cultural fortalece não apenas a tradição, mas também a economia regional. A produção do queijo movimenta comunidades locais e preserva saberes tradicionais.
A nova legislação já está em vigor e consolida o papel do produto como um dos maiores símbolos culturais do Pará.
HOME
MDHC integra missão técnica no Pará para enfrentar o trabalho infantil na cadeia produtiva do açaí
Com o objetivo de fortalecer a rede de proteção e garantir a dignidade de crianças e adolescentes no interior da Amazônia, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) integrou, entre os dias 26 e 30 de abril, uma Missão Técnica de campo no estado do Pará. A agenda, coordenada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), foca na promoção do trabalho decente nos municípios de Abaetetuba e Igarapé-Miri, polos estratégicos da produção de açaí.
A Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA), por meio da Coordenação-Geral de Enfrentamento ao Trabalho Infantil (CGETI), foi um dos principais atores nas negociações. O objetivo foi diagnosticar gargalos e pactuar soluções intersetoriais que retirem crianças de situações de exploração e vulnerabilidade na cadeia produtiva do fruto.
“Estar presente no território permite que o MDHC compreenda as particularidades da cadeia do açaí para além dos dados. Nosso papel aqui é assegurar que o enfrentamento ao trabalho infantil seja uma prioridade transversal, conectando a proteção social com o desenvolvimento econômico local”, pontuou Verena Fadul dos Santos Arruda, coordenadora-geral de Enfrentamento ao Trabalho Infantil do MDHC.
Articulação legislativa e executiva
O cronograma teve início na segunda-feira (27), em Belém (PA), com reuniões na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (ALEPA). O MDHC debateu, com a Comissão de Direitos Humanos e o Grupo de Trabalho da Cadeia do Açaí, a necessidade de marcos regulatórios que protejam as crianças, os adolescentes e suas famílias.
O diálogo seguiu com as secretarias estaduais de Assistência Social (SEASTER) e de Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEIRDH), visando alinhar o fluxo de atendimento socioassistencial entre o Governo do Brasil e o estado.
Foco no território
Na terça-feira (28), a missão se deslocou para a base produtiva, em Igarapé-Miri e Abaetetuba, onde a comitiva ministerial pôde se reunir com prefeitos, vice-prefeitos e secretários municipais de Saúde, Educação e Assistência Social.
“A nossa participação nesta missão é estritamente estratégica. Não se trata apenas de fiscalizar, mas de articular políticas públicas que cheguem à ponta, garantindo que a criança esteja na escola e que a família tenha suporte para uma produção sustentável e digna”, destacou Verena.
O encerramento da agenda, nesta quinta-feira (30), contou com visita técnica a uma cooperativa de produtores de açaí em Igarapé-Miri. O objetivo foi conhecer de perto as boas práticas de cooperativismo que podem servir de modelo para o combate ao trabalho infantil, aliando desenvolvimento econômico regional com respeito aos direitos humanos fundamentais.
Além da OIT e do MDHC, estiveram presentes nas agendas representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), além de associações e comissões municipais de Combate ao Trabalho Infantil.
-
HOME7 dias atrásLíder religioso é preso suspeito de estupro de vulnerável e importunação sexual no Marajó
-
HOME3 dias atrásEstação Cidadania de Breves realiza mil atendimentos em um mês de funcionamento
-
HOME5 dias atrásAmêndoas do Pará premiadas atraem o público ao Festival Internacional do Chocolate e do Cacau
-
HOME4 dias atrásProprietários de veículos com final de placas 45 a 65 têm descontos no IPVA até dia 27
-
HOME5 dias atrásSespa reforça alerta para o combate ao mosquito transmissor da malária
-
HOME3 dias atrás“Diabinho” é preso suspeito de esfaquear dois homens e pode estar ligado a outra agressão no Marajó
-
HOME2 dias atrásMototaxista fica ferido após colidir com pedaço de madeira no Marajó
-
PARÁ7 dias atrásEmater e Embrapa incentivam produção de alimentos em assentamento do Pará

