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AVALIAÇÃO DO SETOR

Sem venda direta, Pará ainda pode sofrer com veto da União Europeia à carne do Brasil

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O Pará não está entre os estados habilitados a exportar carne bovina para a União Europeia, mas mesmo assim pode sentir reflexos do veto que o bloco europeu aplicou ao Brasil a partir de 3 de setembro. A avaliação é do setor produtivo paraense, que reconhece efeitos indiretos por conta do reequilíbrio entre oferta e demanda no mercado nacional.

A decisão da Comissão Europeia, oficializada em 5 de junho no diário oficial do bloco, retira o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne bovina, de frango, de cavalo, além de tripas, pescado e mel para os 27 países da UE. O motivo apontado pelos europeus é regulatório: o Brasil não teria comprovado, de forma suficiente, que toda a cadeia produtiva está livre do uso de antimicrobianos usados para acelerar o crescimento animal — prática que a Europa associa ao risco de resistência bacteriana.

Segundo o coordenador do Movimento Aliança Paraense pela Carne, Francisco Victer, o impacto direto para o Pará tende a ser pequeno justamente porque o estado ainda não vende carne bovina para o bloco europeu. Ele avalia que eventuais consequências, positivas ou negativas, virão de forma indireta, à medida que a saída de outros estados exportadores altere o fluxo de oferta e demanda nos mercados interno e externo — mas considera prematuro cravar qualquer conclusão neste momento.

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Victer defende que a pecuária paraense já opera dentro de padrões sanitários elevados, citando a compatibilidade do Regulamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Riispoa) com as exigências internacionais e o status sanitário equivalente ao europeu que o Brasil, incluindo o Pará, obtido junto à Organização Mundial de Sanidade Animal desde 2024. Para ele, a busca por novos mercados segue sendo um objetivo do setor, especialmente porque critérios ambientais devem se somar às exigências sanitárias nas próximas negociações com o bloco europeu.

Já o presidente do Sindicato da Indústria da Carne e Derivados do Estado do Pará (Sindicarne), Daniel Freire, destaca que o principal prejuízo, por ora, é para a imagem do Brasil no exterior — mesmo a União Europeia respondendo por menos de 4% das exportações brasileiras de carne. Freire afirma que o setor espera uma solução rápida por parte do Ministério da Agricultura e reforça que, apesar de não vender ao bloco atualmente, o Pará tem interesse em conquistar esse mercado no futuro.

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Para tentar reverter o veto até setembro, o Ministério da Agricultura homologou em maio o Protocolo de Exportação de Bovinos Livres de Medicamentos Antimicrobianos, que prevê a segregação de animais destinados à Europa e transfere ao setor produtivo a responsabilidade por mecanismos privados de rastreabilidade, já que o governo não pretende proibir o uso desses medicamentos em toda a produção nacional.

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Embarcação naufraga no rio Afuá, no Marajó, e casal é resgatado por brigadistas

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Um casal foi resgatado na manhã desta quarta-feira (15) por brigadistas após a embarcação em que eles estavam, do tipo rabeta, naufragar no rio Afuá, no Arquipélago do Marajó.

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De acordo com informações da equipe de brigadistas, por volta das 9h, durante o serviço de plantão, os agentes avistaram uma rabeta parcialmente submersa nas proximidades da cidade e iniciaram imediatamente a operação de resgate.

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As duas vítimas, um casal de idosos, foram retiradas da água com segurança graças à rápida atuação dos brigadistas Moraes, Max e Jádson, evitando que o acidente tivesse consequências mais graves.

Após o resgate, o casal foi encaminhado à Unidade Mista de Saúde de Afuá, onde recebeu atendimento médico. O estado de saúde das vítimas não foi informado.

 

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