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Ética em pesquisa avança no Brasil com novas diretrizes e debate em encontro na Região Sul

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A discussão sobre os rumos da ética em pesquisa no Brasil ganhou novos desdobramentos durante encontro realizado na Região Sul. Nos dias 29 e 30 de abril, a Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), em parceria com o Ministério da Saúde, realizou em Porto Alegre (RS) a segunda edição do Encontro Regional de Treinamento dos Comitês de Ética em Pesquisa (EntreCEPs). A iniciativa percorre o país para ouvir especialistas e fortalecer a atuação dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs).

Realizado no Hospital Moinhos de Vento, o evento reuniu pesquisadores, gestores e integrantes desses comitês, responsáveis por avaliar estudos com participação de seres humanos. Em pauta, estiveram os desafios trazidos por um cenário em transformação, com temas como o uso de inteligência artificial na saúde, a proteção de dados genéticos e a necessidade de garantir mais agilidade sem comprometer a segurança dos participantes.

Um dos principais destaques foi a apresentação de novas diretrizes nacionais que buscam tornar o processo de análise ética mais claro e eficiente em todo o país. Na prática, as medidas ajudam a padronizar procedimentos, reduzir dúvidas operacionais e dar mais previsibilidade a pesquisadores e instituições, além de reforçar a transparência nas decisões.

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A coordenadora da Inaep, Meiruze Freitas, destacou a importância das novas diretrizes no contexto de fortalecimento do sistema. “Esses documentos representam mais um avanço em transparência, previsibilidade e otimização dos processos no âmbito da Inaep, além de fortalecerem a atuação dos CEPs. Eles são resultado das discussões iniciadas no primeiro EntreCEPs, em São Paulo, e refletem a proposta da Instância de dialogar com as diferentes regiões do país, compreender suas demandas e, de forma colaborativa, construir diretrizes que contribuam para o desenvolvimento e o aprimoramento contínuo do Sinep”, explicou Meiruze Freitas.

 O encontro também reforçou o papel dos comitês como espaços estratégicos de proteção dos participantes de pesquisa, especialmente em um contexto de mudanças regulatórias e avanço tecnológico. A proposta do EntreCEPs é justamente aproximar essas discussões da realidade de cada região, promovendo troca de experiências e construção conjunta de soluções. 

A iniciativa faz parte da agenda nacional de fortalecimento do Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep), criado para garantir que o avanço científico ocorra com responsabilidade e respeito aos direitos dos participantes.

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A próxima etapa do encontro será realizada na Região Centro-Oeste, dando continuidade ao diálogo com diferentes contextos do país.

Veja como foi a edição do EntreCEPs Sudeste

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Brasil completa 10 anos sem raiva humana transmitida por cães e reforça vacinação antirrábica na fronteira

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O Brasil completa, em 2026, dez anos sem registrar casos de raiva humana transmitida pelas variantes de cães (AgV1 e AgV2). Para reforçar a prevenção e o controle da doença, especialmente nas áreas de fronteira, o Ministério da Saúde realiza neste sábado (22) a abertura simultânea da Campanha de Vacinação Antirrábica Canina e Felina na Fronteira, com mobilizações no Acre, em Rondônia, no Mato Grosso do Sul e na Bolívia, reunindo representantes do Brasil, da Bolívia e do Peru.

Para apoiar a campanha, o Ministério da Saúde disponibilizou vacinas antirrábicas para cães e gatos e materiais para as ações de vacinação nos três municípios brasileiros, além de apoiar atividades na Bolívia e no Peru. Foram fornecidos equipamentos como caixas térmicas, termômetros, cambões, cordas e focinheiras, utilizados para garantir a conservação adequada das vacinas e a segurança dos profissionais e dos animais.

“Essa ação fortalece a vigilância integrada da raiva e a vacinação de cães e gatos em regiões de fronteira, onde a circulação de pessoas e animais entre diferentes países exige ações coordenadas de prevenção e controle”, explica o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis (DEDT), Francisco Edilson Ferreira.

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CIRCULAÇÃO DO VÍRUS

Apesar de o país não registrar casos de raiva humana transmitida pelas variantes caninas há uma década, o vírus continua circulando entre animais silvestres, principalmente morcegos, primatas e raposas.

O cenário reforça a importância de manter a vacinação de cães e gatos, a vigilância de animais suspeitos e, principalmente, a procura rápida por atendimento de saúde após situações de risco.

Entre 2016 e 2026, foram confirmados 37 casos de raiva humana no Brasil, todos associados a variantes silvestres. Os morcegos estiveram envolvidos em 22 casos. Também houve registros relacionados a primatas (7), felinos infectados com variante de morcego (4), raposas (2), cão infectado com variante de morcego (1) e bovino infectado com variante de morcego (1).

TRATAMENTO NO SUS

A raiva é uma doença viral grave, com alta taxa de letalidade o início dos sintomas. Em caso de mordida, arranhão ou contato de risco com a saliva de mamíferos, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde, mesmo que o ferimento pareça pequeno.

Após avaliação, o profissional de saúde indicará, quando necessário, a profilaxia antirrábica, que pode incluir vacina e soro ou imunoglobulina. Também é importante evitar o contato com morcegos e outros animais silvestres encontrados mortos ou com comportamento incomum. A profilaxia antirrábica humana é oferecida gratuitamente pelo 

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Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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