Ação civil pública
Justiça atende pedidos do MPF e estabelece prazo para titulação de comunidades quilombolas em Barcarena
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A Justiça Federal acolheu pedidos apresentados pelo Ministério Público Federal (MPF) em ação civil pública e determinou que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) conclua, no prazo máximo de dois anos, a titulação de comunidades quilombolas em Barcarena, no Pará. Com a decisão, o Incra deve finalizar os Relatórios Técnicos de Identificação e Delimitação (RTDIs) de cinco comunidades: Gibrié do São Lourenço, Sítio São João, Cupuaçu, São Sebastião de Burajuba e Sítio Conceição.
A sentença da última sexta-feira (14) também estabeleceu que o Incra deve apresentar à Justiça, em até um ano, um cronograma detalhado para a conclusão definitiva dos processos de titulação.
Obrigações do município – A decisão impôs ainda determinações diretas ao município de Barcarena, como a proibição de emitir novos títulos de regularização individual sobre as áreas identificadas pelo Incra como terras reivindicadas pelas cinco comunidades.
Além disso, a prefeitura também não poderá realizar quaisquer obras nesses locais sem fazer consulta prévia, livre e informada às comunidades afetadas, conforme prevê a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Em caráter de urgência, a Justiça determinou ainda a suspensão imediata de qualquer obra ou atividade para a implantação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Pioneiro na área do território quilombola Sítio Conceição, até que a comunidade seja consultada.
Por fim, o município deverá avisar previamente o MPF sobre qualquer nova intervenção, obra ou fiscalização nas áreas protegidas, informando a localização, a finalidade e os agentes responsáveis.
Histórico do caso – O MPF ajuizou a ação em 2024, diante da demora excessiva do Incra, que mantinha os processos administrativos de demarcação abertos desde 2016 sem a conclusão dos relatórios técnicos necessários.
Essa indefinição gerou conflitos fundiários e facilitou a sobreposição de projetos municipais de regularização urbana individual (como o programa Regularização Fundiária Urbana, ou Reurb) sobre terras de ocupação tradicional coletiva.
Ao analisar o caso, a Justiça Federal destacou a existência de atraso injustificado por parte do Incra e ressaltou que a realização de obras e a emissão de títulos individuais sem a demarcação e sem a consulta às comunidades colocam em risco os direitos territoriais assegurados pelo artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição Federal.
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Polícia Militar recupera cinco animais furtados de fazenda no Marajó
A Polícia Militar recuperou no último domingo (16) animais furtados de uma fazenda em Santa Cruz do Arari, no Arquipélago do Marajó. Durante a ação, ninguém foi preso. Os animais foram levados de volta para a propriedade.
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Segundo a Policia Militar, três bovinos teriam sido furtados durante a tarde de uma fazenda localizada às margens do Lago Arari. Os suspeitos teriam conduzido os animais até uma área de mata conhecida como “Teso dos Índios”, onde os deixaram amarrados com a intenção de abatê-los durante a noite.
A Polícia Militar foi acionada para verificar a denúncia e realizar diligências na região. Durante o deslocamento da equipe, surgiu ainda a informação sobre o desaparecimento de dois cavalos de uma propriedade rural vizinha. Havia suspeita de que os animais estivessem sendo utilizados para auxiliar no transporte dos bovinos furtados.
Aequipe policial realizou policiamento ostensivo e preventivo nas proximidades do local indicado, utilizando uma embarcação da corporação. No entanto, as buscas durante a noite foram prejudicadas pelo difícil acesso à área de mata e pela baixa visibilidade.
Na manhã de domingo (16), com o apoio de outra equipe da Polícia Militar que realizava rondas nas proximidades do Lago Arari, funcionários da fazenda fizeram novas buscas no interior da mata utilizando cavalos. Durante a procura, foram encontrados cinco animais amarrados: três bovinos e dois cavalos.
Os animais foram resgatados e levados de volta para a sede da fazenda. O proprietário foi orientado a procurar a Delegacia de Polícia Civil para registrar a ocorrência e adotar as medidas legais cabíveis.
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