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Manejo de plantas daninhas no plantio direto ganha novas estratégias e pode elevar produtividade da soja

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A intensificação da resistência de plantas daninhas aos herbicidas e a crescente preocupação com a conservação do solo têm levado produtores rurais a repensar práticas de manejo dentro do sistema de plantio direto no Brasil.

Em um cenário de aumento no número de aplicações químicas sem garantia de controle eficiente, além da elevação dos custos por hectare, o setor busca alternativas mais sustentáveis e produtivas para o controle de invasoras.

Espécies como buva, capim-amargoso, capim-pé-de-galinha e caruru seguem entre os principais desafios nas lavouras, impulsionadas pela persistência do banco de sementes no solo, que pode permanecer viável por longos períodos.

Plantio direto exige manejo mais estratégico das plantas daninhas

Presente em mais de 35 milhões de hectares no país, o sistema de plantio direto demanda estratégias integradas para manter produtividade e preservar a estrutura do solo.

Nesse contexto, o uso de ferramentas mecânicas de baixa mobilização no pré-plantio vem ganhando espaço como prática complementar ao manejo químico. A proposta é atuar de forma superficial, auxiliando na organização da palhada e no controle inicial das plantas daninhas, sem comprometer os princípios do sistema conservacionista.

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Tecnologia mecânica ativa banco de sementes e melhora eficiência do controle

A tecnologia Kelly, desenvolvida pela São José, atua no pré-plantio promovendo a desestruturação inicial das plantas invasoras e estimulando a germinação do banco de sementes, o que facilita o controle posterior.

Segundo Diogo Salvador, especialista de produto da empresa, o objetivo é aumentar a eficiência das operações de dessecação. “Com a ativação do banco de sementes, o produtor consegue maior eficiência no controle, reduzindo a necessidade de aplicações sequenciais”, explica.

Ensaios conduzidos pela GeoMec em áreas comerciais no Sul do Brasil indicam que o manejo mecânico pode, em determinadas condições, eliminar a necessidade de herbicidas nessa etapa inicial, reduzindo em até 100% o uso desses insumos no pré-plantio.

Ganhos de produtividade e redução de custos no campo

Os estudos também apontam resultados econômicos relevantes, com incremento médio de até 4 sacas de soja por hectare e redução de custos entre R$ 100 e R$ 135 por hectare, considerando menor número de operações e racionalização do uso de herbicidas.

Além do impacto agronômico, a tecnologia contribui para maior eficiência operacional, permitindo cobertura mais rápida de grandes áreas e melhor aproveitamento das janelas de plantio.

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Tendência é de integração entre manejo químico e mecânico

A adoção desse tipo de solução já é observada principalmente nas regiões Sul e Oeste do país, onde produtores buscam equilibrar controle de plantas daninhas, conservação do solo e viabilidade econômica.

A tendência, segundo especialistas, é a ampliação de sistemas integrados de manejo, combinando métodos mecânicos e químicos para aumentar a eficiência produtiva e a sustentabilidade das lavouras no médio e longo prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Soja, milho, café, carnes e fertilizantes entram em alerta com cenário econômico e climático

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O agronegócio brasileiro entra no segundo semestre de 2026 diante de um cenário marcado por múltiplos fatores de risco. Juros elevados, inflação persistente, volatilidade cambial, tensões geopolíticas e possibilidade de ocorrência do El Niño devem influenciar diretamente a rentabilidade das principais cadeias produtivas.

Segundo avaliação do Rabobank, o ambiente exige planejamento ainda mais criterioso por parte dos produtores rurais.

Soja e milho

As duas principais commodities agrícolas do país permanecem dependentes do comportamento do clima, da demanda chinesa e da evolução do câmbio.

Oscilações cambiais podem melhorar a competitividade das exportações, enquanto eventos climáticos extremos podem reduzir produtividade e alterar a oferta global.

Café

O café continua sensível às variações de temperatura e precipitação.

Qualquer ocorrência de seca prolongada ou calor intenso pode comprometer floradas, enchimento dos grãos e qualidade da produção, influenciando diretamente as cotações internacionais.

Pecuária

A cadeia da carne bovina também acompanha de perto o comportamento dos custos de alimentação animal.

Oscilações nos preços do milho e do farelo de soja impactam diretamente os confinamentos e a rentabilidade da atividade pecuária.

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Fertilizantes

Além dos fatores climáticos, o mercado de fertilizantes continua vulnerável às tensões internacionais e às oscilações do petróleo e do gás natural, matérias-primas importantes para a indústria global de nutrientes.

Câmbio continua estratégico

Outro fator decisivo para o agro será a evolução do dólar.

A expectativa de menor diferencial entre os juros brasileiros e americanos pode provocar maior volatilidade cambial, afetando receitas de exportação, custos de importação de insumos e estratégias de comercialização.

Eficiência será diferencial

Diante desse ambiente de elevada incerteza, especialistas recomendam ampliar o uso de ferramentas de gestão de risco, planejamento financeiro, comercialização escalonada e tecnologias que aumentem a eficiência produtiva.

Em um cenário de margens mais apertadas, produtividade, controle de custos e decisões estratégicas tendem a ser os principais diferenciais competitivos do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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