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PECUÁRIA

Torneios leiteiros de búfalas reúnem 16 propriedades e destacam avanço genético no Pará

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Foto: Divulgação

Dezesseis propriedades rurais de sete municípios paraenses encerram, nesta sexta-feira (3), as programações do XI Torneio Leiteiro de Búfalas Estadual e do V Torneio Leiteiro de Búfalas de Cachoeira do Arari. Os eventos, que contam com o acompanhamento técnico e fomento da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), visam estimular a produtividade, o melhoramento genético do rebanho e a valorização da bacia leiteira na região do Marajó e em outras regiões do Estado.

O monitoramento das pesagens nas propriedades é feito pelos acadêmicos de instituições públicas e privadas que, depois de passar por treinamentos ministrados pelos organizadores dos eventos, atuam como fiscais nas competições. Durante três dias, eles acompanham a retirada do leite – que está sendo feita nas próprias propriedades para garantir o conforto e segurança do animal – e a posterior pesagem em balança de aferição. O leite é medido em quilos. Ganha quem obter a maior pesagem.

Os eventos estão sendo organizados pela  Associação Paraense dos Criadores de Búfalos e Fazendas Paraíso, com a coordenação Técnica da Associação Rural da Pecuária do Pará (ARPP). O coordenador técnico dos torneios, Gerson Cota Mota, disse que os eventos crescem a cada ano com novos municípios aderindo à programação. “Por isso, nós temos dois torneios. O estadual, que abrange municípios de fora do Marajó, e o especifico aos produtores de Cachoeira do Arari, que se quiserem podem competir com a estadual, também”, explicou.

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As programações contam com o apoio de instituições, além da Sedap, como Faepa, Senar, e instituições de ensino parceiras, a exemplo da Escola Técnica de Salvaterra, Universidade da Amazônia (Unama), Centro Universitário Fibra e Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra).

Fomento – O Pará, mais especificamente o Marajó, é o maior produtor de leite de búfala, conforme informou o médico veterinário Augusto Peralta. Ele explicou que a Sedap executa um trabalho contínuo para o fomento da bacia leiteira.

Durante toda a semana, ao lado da também médica veterinária, Anelise Ramos, da Coordenadoria de Produção Animal (Copan), o profissional acompanha o andamento dos torneios. “Os dois torneios – estadual e o de Cachoeira do Arari, em todas as categorias, demonstram o incentivo dado pelo governo do Estado através da Sedap e em parceria com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e as instituições de ensino, como a Ufra e a UFPA, e também dos produtores, que viram no melhoramento genético uma luz para aprimorar seu rebanho. Hoje,  essa luz se traduz em ganho na produção do leite, como se observa nas médias aferidas, onde temos animais produzindo uma média de 20 kg e mais”, analisou.

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Foto: Mateus Costa/Ascom Sedap

A bacia leiteira no Marajó, em especial Cachoeira do Arari,  é uma realidade  que tem tudo para ganhar o mundo, como frisou Peralta. “Hoje, os torneios abrem essas portas, nos mostram que o marajoara, mesmo com toda dificuldade, consegue produzir animais de qualidade, e estes nos entregam produtos de qualidade, como o queijo marajoara”, concluiu.

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Bases Fluviais do Estado apreendem mais de 1 tonelada de drogas e fiscalizam mais de mil embarcações nos seis meses de 2026

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A produtividade das Bases Fluviais Integradas do Estado vem alcançando resultados positivos, ao longo dos seis primeiros meses de 2026, com a apreensão de 1.013,2 kg de entorpecentes, além de fiscalizar mais de mil abordagens à embarcações e fiscalizar 52.456 pessoas. As ações coordenadas pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social Pará (Segup), com as demais forças de segurança, atuam continuamente na malha fluvial do Pará para garantir maior segurança às populações ribeirinhas, combater o tráfico de drogas, o crime organizado e os crimes ambientais.

“Sabemos que as bases têm um papel fundamental para as estratégias de segurança adotadas pelo Estado, para garantir uma proteção à nossa malha fluvial, tão utilizada para a logística, não apenas de passageiros, oriundos dos Estados que fazem divisa com a nossa região, a exemplo do Amazonas e Amapá, assim como para transporte de cargas. Com isso nossos agentes atuam diariamente nas regiões do Marajó, Baixo Tocantins e Baixo Amazonas, onde possuímos as nossas três bases fluviais, e assim garantimos uma maior fiscalização e inibimos as ações ilícitas para manter um controle maior na segurança, combatendo a criminalidade nos nossos rios”, disse o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Ed-lin Anselmo.

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Produtividade em seis meses

De janeiro a junho as equipes realizaram a apreensão de 1.013,2kg de entorpecentes, além de 16.683,4 kg de pescado ilegal, 622, 4 m³ de madeira irregular, e ainda, 143 animais silvestres apreendidos. As equipes realizaram também, 1.028 fiscalização em embarcações e abordaram 52.456 pessoas.

Nesses seis meses os agentes apreenderam ainda 2 carros, 3 embarcações, além de armas de fogo e 50 caixas de cigarros. Tudo por meio de operações contínuas e estratégicas que resultam em ações ostensivas e preventivas na malha fluvial paraense.

Bases flutuantes – Hoje, o Estado conta com três bases fluviais: a Base Antônio Lemos, localizada no estreito de Breves; a Base Candiru, situada na região de Óbidos e a Base Baixo Tocantins, instalada em Abaetetuba. As unidades atuam de forma integrada, com equipes que realizam diariamente abordagens, fiscalizações e patrulhamento contínuo nas principais rotas fluviais do Estado.

Esse o ano o Estado apreendeu mais de 4 toneladas de drogas, destas uma tonelada foi resultado das ações estratégicas desenvolvidas pelas equipes das bases fluviais em combate ao tráfico de drogas.

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Em sete anos o Estados investiu de forma intensiva na segurança dos rios: além da implantação da Bases Fluviais, o Estado adquiriu também mais de 80 lanchas rápidas, entre elas seis lanchas blindadas, totalizando um investimento de mais de R$ 40 milhões.

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