AGRONEGÓCIO
Senar lança cartilha sobre produção orgânica
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Brasília (24/03/2022) – As pessoas interessadas em obter conhecimento na área de produção orgânica têm a oportunidade de acessar a nova cartilha “Produção orgânica: legislação e certificação”, elaborada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
A cartilha é gratuita e está disponível para download no site da Estante Virtual do Senar (https://www.cnabrasil.org.br/senar/colecao-senar) ou pelo aplicativo com o mesmo nome nas lojas da Apple ou Play Store.
O conteúdo explica de modo detalhado pontos como a legislação da produção orgânica, selo de conformidade, garantia da qualidade, rotulagem e normas para comercialização de produtos no mercado interno e externo. O material também fornece informações sobre manejo e extrativismo sustentável.
“A cartilha foi elaborada para sanar as dúvidas de produtores principalmente daqueles que irão iniciar na atividade e precisa ter conhecimento em relação à legislação desses produtos, exigências e como se enquadrar, como certificar o produto”, destaca o assessor técnico do Senar, Mateus Tavares.
Um dos diferenciais das cartilhas do Senar é a possibilidade de baixar o material pelo aplicativo, que tem a possibilidade de consultar o conteúdo mesmo sem acesso à Internet.
O Senar possui mais de 140 cartilhas para aperfeiçoamento em diversas áreas do meio rural. Além disso, disponibiliza mais de 80 cursos de educação a distância no portal da EaD Senar, todos gratuitos http://ead.senar.org.br/.
Os conteúdos desenvolvidos são objetivos, práticos e aplicáveis na rotina do campo.
Assessoria de Comunicação CNA
Foto: Wenderson Araujo
Telefone: (61) 2109-1419
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Mistura maior de biodiesel e etanol entra na pauta do CNPE
O avanço dos biocombustíveis volta ao centro da política energética com a possibilidade de aumento da mistura obrigatória no diesel e na gasolina. A proposta de elevar o biodiesel para 17% (B17) e o etanol para 32% (E32) deve ser analisada na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marcada para a próximo próxima quinta-feira (07.05), e pode ampliar a demanda por matérias-primas do agro e reforçar a posição do País na transição energética.
A defesa do aumento foi formalizada por parlamentares ligados ao setor produtivo, em articulação da Coalizão dos Biocombustíveis. O grupo reúne lideranças da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e da Frente Parlamentar do Biodiesel, que veem na medida uma resposta à volatilidade dos preços internacionais de energia e uma oportunidade de expansão do mercado interno para combustíveis renováveis.
Na prática, a elevação das misturas tem efeito direto sobre cadeias como soja e milho — bases para a produção de biodiesel e etanol, ao ampliar o consumo doméstico e estimular novos investimentos industriais. Além disso, reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, especialmente em momentos de alta do petróleo no mercado internacional.
O Ministério de Minas e Energia (MME) já sinalizou apoio à ampliação da mistura de etanol. Segundo a pasta, testes técnicos validaram a viabilidade de avanço do atual patamar para o E32, dentro de uma estratégia que também busca levar o País à autossuficiência em gasolina.
Hoje, os percentuais obrigatórios estão em 30% de etanol na gasolina (E30) e 15% de biodiesel no diesel (B15), definidos pelo próprio CNPE. Qualquer alteração depende de deliberação do colegiado, que assessora a Presidência da República na formulação de diretrizes para o setor energético.
Além do impacto econômico, o argumento central do setor está na segurança energética. Com maior participação de biocombustíveis, o Brasil reduz a exposição a choques externos, como oscilações no preço do petróleo, que recentemente voltou a subir no mercado internacional e ganha previsibilidade no abastecimento.
O tema também tem peso ambiental. A ampliação das misturas contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa e reforça compromissos assumidos pelo País em acordos internacionais, ao mesmo tempo em que consolida a vantagem competitiva brasileira na produção de energia de base renovável.
Por outro lado, a decisão envolve equilíbrio entre oferta, demanda e impactos sobre preços. O governo avalia o momento adequado para avançar, considerando o cenário de combustíveis, a capacidade produtiva do setor e os reflexos sobre inflação e abastecimento.
Se aprovado, o aumento das misturas tende a fortalecer a integração entre energia e agronegócio, ampliando o papel do campo não apenas como produtor de alimentos, mas também como fornecedor estratégico de energia no mercado interno.
Fonte: Pensar Agro
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