ECONOMIA
Seminário debate financiamento para alavancar indústria do audiovisual brasileiro e ganhar mercado externo
ECONOMIA
O fortalecimento do audiovisual brasileiro, com investimentos em todos os elos da cadeia produtiva (produção, distribuição e exibição), foi o foco de seminário realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quarta-feira (1°/7), em Brasília, em parceria com o Ministério da Cultura e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).
O audiovisual está entre as cadeias prioritárias da Nova Indústria Brasil (NIB). Durante o encontro – que reuniu produtores, agentes públicos e instituições financeiras – representantes do BNDES, da Finep, do Banco do Brasil, da Caixa e do Banco do Nordeste apresentaram soluções para o financiamento de obras audiovisuais, além de ações em infraestrutura, projetos de inovação, comercialização e exportação de conteúdos.
O secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, abriu o seminário lembrando que o audiovisual pode ter papel importante no desenvolvimento econômico do país e na promoção cultural e comercial brasileira no exterior
“Nós precisamos olhar o audiovisual como setor economicamente estratégico e também como uma questão de política externa, de soft power”, afirmou Uallace, citando a Coreia do Sul como exemplo bem-sucedido nesse sentido.
Também na mesa de abertura, a secretária de Audiovisual do Minc, Joelma Gonzaga citou integração entre as políticas discutidas no âmbito do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) e as ações do Minc na área.
“Tudo que foi construído para o audiovisual dentro da NIB, teve ampla consonância com o que nós estávamos construindo para o plano de diretriz e metas do audiovisual para os próximos dez anos”, disse. “Dentro desse plano de diretriz e metas, inclusive, tem um eixo que é exclusivo sobre financiamento, onde a gente se debruça sobre os gargalos, as vocações e o que precisamos ter para potencializar o financiamento do audiovisual do Brasil”.
Por fim, nessa mesa, o diretor-presidente da Ancine fez um balanço da atuação da agência nos últimos anos e destacou a importância de o audiovisual ser uma política de governo, induzindo o desenvolvimento econômico-social e orientando o planejamento.
“Assim, acho que a gente consegue abrir as portas para outros segmentos da indústria, para as instituições financeiras, para parceiros globais, para que a gente possa explorar todas as potencialidades do audiovisual, tudo o que ele pode gerar, de cultura, entretenimento, cidadania, geração de emprego e renda e de crescimento para o Brasil”.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
ECONOMIA
Conselho aprova 6 novos projetos para alavancar produção de fertilizantes fosfatados e nitrogenados
Reunião do Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Confert), realizada em Brasília nesta sexta-feira (3/7), aprovou a inclusão de seis novos projetos do setor privado em sua Carteira de Projetos Estratégicos, com iniciativas focadas na expansão de fosfatados e nitrogenados.
Os novos projetos para fertilizantes fosfatados são liderados por empresas como OCP Brasil, Fospar e Mosaic, englobando complexos em quatro estados do país: Barcarena (PA), Paranaguá (PR), Cajati (SP), Tapira (SP) Uberaba (MG).
Na área de nitrogenados, entrou para a carteira a construção de um grande polo liderado pela unidade UFN-III da Petrobras, em Três Lagoas (MS).
Os projetos estão em linha com o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), reestruturado em 2023 e que tem como meta central elevar a 50% a autonomia nacional na fabricação desses insumos.
A reunião foi presidida pelo secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, que destacou a atuação da Petrobras e do BNDES nessa área.
“Dentro do PNF, a Petrobras tem cumprido com os seus objetivos, que é retomar as fábricas de fertilizantes. Já foram retomas das Fafens da Bahia e de Sergipe, a fábrica Paraná e, agora, temos essa grande retomada de investimentos na UFN3, em Três Lagoas Mato Grosso”, afirmou Uallace.
“Outro ponto importante”, continuou o secretário, “são as linhas de crédito do BNDES, com juros abaixo das taxas de mercado para estimular o investimento na produção de fertilizantes no país e reduzir nossa dependência externa”.
Também na reunião dessa sexta, os membros do Conselho foram informados de que 56% dos indicadores estratégicos estruturados pelas Câmaras Técnicas já estão fechados ou em ajustes finais para o monitoramento das metas.
O encontro foi encerrado com apresentações do Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias Primas para Fertilizantes (Sinprifert), da, Petrobras e do BNDES sobre o panorama produtivo nacional, as atualizações de portfólio de investimentos das empresas e as linhas de fomento vitais para fortalecer a indústria e a independência agrícola do país.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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