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SUPERSALÁRIOS

Promotores do Pará querem quintuplicar comarcas de difícil acesso para compensar corte de penduricalhos

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Foto: Divulgação

Promotores do Ministério Público do Pará querem aumentar a quantidade de comarcas consideradas de difícil acesso para ampliar o número de membros com direito a adicional por atuar em locais longínquos. Esse tipo de penduricalho não foi barrado na decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre supersalários.

A proposta enviada pela Procuradoria-Geral de Justiça do estado prevê que o total de localidades suba dos atuais 16 para 77, número quase cinco vezes maior. A medida, que está sendo debatida pelo Conselho Superior do MP do Pará, teve a votação interrompida nesta quarta-feira (30), quando um dos integrantes do conselho pediu vista (mais tempo para analisar o caso).

Após o encerramento, a Ampep (Associação do Ministério Público do Estado do Pará) enviou uma mensagem para promotores, pelo aplicativo de mensagens WhatsApp, criticando a suspensão da sessão.

No informe, disse que o pedido de vista, embora regimental, “na prática posterga uma decisão urgente e necessária, frustrando a legítima expectativa da classe de enfrentar os graves efeitos decorrentes da decisão do STF “.

Mais tarde, a entidade mandou outro comunicado, dessa vez sem a citação ao Supremo e com a afirmação de que a medida “impacta diretamente a estrutura do serviço e as condições de trabalho, especialmente nas regiões mais sensíveis”.

Também declarou que a matéria só deverá voltar à pauta em junho, “o que impõe à instituição e aos seus membros um prolongamento de um cenário já crítico”.

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A gratificação por lotação e residência em comarca de difícil provimento corresponde a um percentual de 10% do subsídio, segundo legislação estadual. O salário de um promotor em início de carreira é próximo de R$ 35,5 mil. Logo, o benefício chega a R$ 3.500.

Além do aumento expressivo de comarcas consideradas de difícil acesso, os municípios incluídos nessa classificação chamaram a atenção de membros da classe que receberam a mensagem. Entre eles, por exemplo, Acará, que fica a 100 km de Belém, Moju, a 128 km, e Igarapé, a 143 km.

FolhaJus

Mas a proposta dos promotores que integram o conselho também prevê uma mudança no conceito de difícil provimento, para além da distância em relação à capital e acesso precário.

Ele englobaria, por exemplo, a análise do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da cidade, a deficiência de recursos humanos ou materiais, demanda incompatível com a estrutura da Promotoria e a localização em região estratégica.

Os promotores ainda citam as diretrizes nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça e pelo Conselho Nacional do Ministério Público sobre a política de estímulo à lotação e permanência em unidades de difícil provimento.

Atualmente, são consideradas de difícil acesso apenas comarcas com obstáculos de transporte, comunicação, subsistência e acomodação, de modo a resultar precariedade nas condições da efetiva atuação do Ministério Público no local.

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A proposta também afirma que compete ao procurador-geral de Justiça definir o valor da gratificação pelo exercício em Promotoria de Justiça de difícil provimento e classificar as unidades em diferentes graus de dificuldade, considerados os critérios estabelecidos na resolução.

Procurada, a promotora Ana Maria Magalhães, presidente da Ampep, disse que a medida não visa compensar vantagens, “mas enfrentar um problema concreto, reconhecido pelo próprio STF, que é a dificuldade real de prover determinadas comarcas”.

“O foco aqui é garantir presença institucional onde ela é mais necessária. Reduzir esse debate a uma lógica de compensação não reflete a complexidade do problema nem o impacto que ele tem na prestação do serviço à população”, declarou.

Ela também sugeriu verificar quantos juízes federais, procuradores da República, promotores de Justiça, e juízes de direito existem no Pará e nesses outros estados.

“A região é desafiadora. Verifique quantos repórteres têm nessas cidades de difícil provimento?”, questionou.

A tese do STF estabeleceu que as verbas indenizatórias no Judiciário e no Ministério Público deverão ser submetidas a um limite de 70% do salário dos servidores.

As regras foram definidas no fim de março e passaram a valer para o mês-base de abril, com pagamento em maio.

 

Fonte:Folha de São Paulo

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Hospital Regional do Marajó orienta usuários sobre ampliação do atendimento em hemodiálise

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O Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), no município de Breves, realizou na segunda-feira (23) e terça (24) uma ação educativa voltada a pacientes e acompanhantes do Setor de Hemodiálise, sobre avanços no serviço. Com a ampliação da oferta de vagas, em dezembro de 2025, a equipe do setor intensificou os encontros sistemáticos na sala de espera para orientar os usuários sobre normas e rotinas, incluindo horários, preparo pré-sessão, cuidados com o acesso vascular e importância da assiduidade ao tratamento.

A iniciativa visa reduzir faltas, organizar o fluxo assistencial e ampliar a compreensão dos pacientes acerca do funcionamento do setor. Somente em 2025, a Hemodiálise do HRPM contabilizou 6.427 sessões realizadas, número que evidencia a relevância do serviço para a região.

A descentralização da terapia renal substitutiva no Marajó representa um avanço significativo para a população, que passou a contar com atendimento especializado mais próximo de sua residência, reduzindo deslocamentos prolongados para outros centros, garantindo mais conforto e segurança aos pacientes.

Melhor fluxo interno – A responsável Técnica pelo Setor de Hemodiálise do HRPM, Joseane Corrêa, destacou que a inclusão do quarto turno representa um avanço significativo na assistência aos pacientes renais crônicos, ampliando o acesso ao tratamento e contribuindo para a organização do fluxo interno. “A ampliação para o quarto turno representa um avanço importante na assistência aos pacientes renais crônicos, pois amplia o acesso ao tratamento e melhora a organização do fluxo interno”, ressaltou.

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Segundo a coordenação, a equipe de Enfermagem atua de forma estratégica na orientação sobre normas e rotinas do setor, especialmente quanto aos cuidados com o acesso vascular, à pontualidade e ao preparo adequado para as sessões. “Também estamos promovendo ações educativas contínuas na sala de espera, com foco na segurança, na qualidade assistencial e na humanização do atendimento. Nosso objetivo é fortalecer a adesão dos usuários ao tratamento e assegurar o funcionamento eficiente da unidade diante do aumento da demanda”, completou Joseane Corrêa.

Aprovação – Samyle Oliveira, 20 anos, moradora do município de Portel, faz o acompanhamento no Centro de Hemodiálise do Regional do Marajó. Para ela, “a ação foi muito importante para a gente entender como funciona o Setor de Hemodiálise com o novo turno e tirar dúvidas que surgem ao decorrer do tratamento”.

Raimundo Demes, 51 anos, também ressaltou a relevância da iniciativa. “Para a gente, é bom ter momentos assim na diálise”, afirmou.

Ampliação – No último ano, o HRPM fortaleceu a assistência em Nefrologia no arquipélago marajoara, com a ampliação de 14 vagas para hemodiálise ambulatorial. Isso permite ao HRPM operar em quatro turnos semanais, utilizando o mesmo espaço físico, mas com horários ajustados para aumentar a capacidade de atendimento. O novo turno é oferecido de segunda-feira a sábado.

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O HRPM integra a rede pública estadual de saúde, sob gestão da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), em parceria com o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH). A unidade oferece atendimento de média e alta complexidade, sendo referência para a população do Marajó.

 

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