MAIS SEGURANÇA
Detran-PA registra mais de 1,5 mil autuações e reforça fiscalização no Pará com Operação Trabalhador
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Com 217 agentes nas ruas e rodovias, as equipes atuam em pontos estratégicos como a BR-316 (do km 0 ao 18) e nas rodovias PA-124, PA-444 e PA-391, principais acessos a destinos bastante procurados neste período, como Salinópolis, Atalaia, Farol Velho e Mosqueiro. Em Santarém, a rodovia Everaldo Martins também está entre os trechos com reforço na fiscalização. As ações combinam presença dos agentes e uso de equipamentos eletrônicos para garantir mais fluidez e reduzir riscos de sinistros.
O balanço parcial, registrado até às 21h deste sábado (2), aponta 1.523 autuações, 551 abordagens e 66 remoções de veículos. Entre as infrações, o destaque é para 455 registros relacionados a veículos em situação irregular, com base no Artigo 230, inciso V do Código de Trânsito Brasileiro.
As ações da Operação Lei Seca também seguem intensificadas. Até o momento, foram registradas 7 recusas ao teste do etilômetro, 4 autuações por dirigir sob efeito de álcool e 3 casos enquadrados como crime de trânsito.
O foco do Detran é coibir condutas que mais causam sinistros, como dirigir sob efeito de álcool, não usar cinto de segurança, conduzir motocicleta sem capacete, excesso de velocidade e ultrapassagens proibidas. A orientação aos condutores também segue sendo reforçada, principalmente em relação aos horários de deslocamento.
“Para quem vai pegar a estrada ou retornar para Belém neste domingo, a recomendação é priorizar o período da manhã, até às 7h, ou viajar após às 20h, evitando os horários de maior movimento, especialmente no fim da tarde”, destaca o coordenador de operações e fiscalização do Detran, Ivan Feitosa.
A Operação Trabalhador 2026 continua até segunda-feira (04) reforçando o compromisso do Detran com um trânsito mais seguro em todo o Estado.
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Pará lidera produção de cacau no Brasil e concentra mais de 50% da riqueza do setor
O Pará consolidou-se como o principal eixo da cacauicultura brasileira, superando a participação histórica da Bahia. Segundo o estudo “O Contexto Ambiental e Econômico do Cacau 2026”, publicado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), o Estado agora responde por 50,6% do valor total da produção nacional. O momento é de forte dinamismo: entre 2023 e 2024, o valor real da produção no País saltou 208,3%, impulsionado pela valorização dos preços e pela eficiência das lavouras paraenses.
Em termos de volume, o Pará também assumiu a dianteira, sendo responsável por 46,2% da produção nacional em 2024 (cerca de 300 mil toneladas), enquanto a Bahia concentrou 46,1%. O desempenho é puxado por municípios como Medicilândia, Uruará e Placas, na Região de Integração do Xingu, considerados os principais municípios produtores da fruta, com destaque nas primeiras posições do ranking da produção cacaueira no País. A produção apresenta trajetória de expansão estrutural, especialmente, quando considerada a evolução da participação nacional e do valor gerado, observando também ganhos de produtividade no longo prazo.
O diretor de Estudos e Pesquisas da Fapespa, Márcio Ponte, destaca a mudança de protagonismo: “Para se ter ideia, quando se fala de cacau, muitas das vezes a referência nacional é a Bahia. Só que o Pará já superou a Bahia no volume de produção. Hoje, nós somos responsáveis por 46,2% da produção, enquanto a Bahia é responsável por 46,1% da produção. Mas, em se tratando da riqueza gerada pela atividade o cacau e cultura, o Pará representa mais de 50% da riqueza produzida em território nacional”, pontuou.
Exportações e mercado internacional
O cacau paraense também ganhou o mundo. Em 2025, as exportações de amêndoas brutas cresceram impressionantes 281,7%. O Japão consolidou-se como o maior comprador, absorvendo 94,6% do total exportado pelo Estado. Além do volume, a qualidade reflete no preço: o cacau do Pará atingiu a marca de US$ 12,0/kg no mercado externo, valor superior à média nacional de US$ 10,3/kg.
Sustentabilidade e reflorestamento
Para além da economia, a cultura do cacau tem papel estratégico na agenda climática. O estudo revela que a área reflorestada com a espécie no Pará saltou de 38 mil para 165 mil hectares entre 2000 e 2024. Esse avanço permitiu que a captura de CO₂ pelo cultivo chegasse a 19,8 mil toneladas anuais.
O presidente da Fapespa, Marcel Botelho, reforça a importância do suporte governamental. “O presente estudo demonstra que, superando a Bahia, com o qual mantemos uma saudável rivalidade, o Pará consolida sua posição de destaque. Embora este aspecto seja secundário, o foco principal reside no crescimento da nossa produção e no aumento da produtividade. O governo do Pará tem desempenhado um papel fundamental nesse cenário, promovendo o desenvolvimento tecnológico da cadeia produtiva do cacau por meio de pesquisas. Essa iniciativa impulsiona não apenas o desenvolvimento regional, mas também a economia local, visto que a cultura do cacau se adapta de forma excelente a sistemas agroflorestais, que replicam os processos naturais. Essa abordagem se diferencia do modelo de monocultivo, evidenciando o potencial do cacau para restaurar a qualidade da floresta e mantê-la produtiva. Nesse contexto, a Fapespa tem incentivado a produção, a produtividade e a preservação do equilíbrio ecológico, em consonância com as políticas do governo do Pará”, concluiu.
Com esses indicativos, o cacau consolidou-se como uma atividade estratégica para o desenvolvimento regional paraense, com uma produção em expansão, ganhos de produtividade e crescente inserção nos fluxos comerciais. O Estado tornou-se a principal referência da cacauicultura brasileira, com uma participação crescente na produção e no valor gerado no contexto nacional.
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