SAÚDE ANIMAL
Adepará intensifica ações de proteção e monitoramento para prevenção da saúde animal em Anajás, no Marajó
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A iniciativa coordenada pela Gerência Regional de Breves, da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), levou ao município uma equipe técnica formada pelo médico veterinário Diego Moura e o auxiliar de campo Raimundo Freire. O objetivo foi o de acompanhar a situação sanitária dos rebanhos e garantir respostas rápidas em casos suspeitos de doenças.
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Durante a ação, os profissionais realizaram visitas a propriedades rurais para monitorar a saúde dos animais. Esse trabalho, conhecido como vigilância ativa, permite identificar precocemente possíveis doenças e evitar a propagação no rebanho.
Além disso, a equipe atendeu uma ocorrência envolvendo suspeita de doença respiratória e neurológica em aves, reforçando a importância da presença técnica constante na região.
Outro destaque foi a vacinação contra a brucelose, doença que pode ser transmitida aos seres humanos. A imunização está sendo aplicada em fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre 3 e 8 meses, contribuindo para a segurança da produção e da saúde pública.
“O Marajó possui o maior rebanho bubalino do país. Nosso trabalho é levar orientação e cuidados para garantir a proteção desse patrimônio”, explicou o veterinário Diego Moura.
Informação que protege
Além dos atendimentos técnicos, a equipe também investe em educação sanitária, orientando produtores rurais sobre práticas essenciais no dia a dia, como cuidados no manejo dos animais, importância de comunicar rapidamente suspeitas de doenças e regras para o transporte adequado dos rebanhos.
Desafios e compromisso
Atuar no Marajó exige superar desafios logísticos, já que muitas comunidades só são acessíveis por via fluvial. Mesmo assim, a presença da Adepará em Anajás reforça o compromisso da Agência de Defesa com o fortalecimento da produção rural em todas as regiões do estado.
“Os produtores de Anajás enfrentam desafios geográficos únicos. Diante disso, temos atendido a região com ações de prevenção, controle e monitoramento sanitário. Mesmo na ausência de uma estrutura física no município, a equipe técnica tem atuado na orientação aos produtores e realizado a fiscalização, de modo a garantir que nenhum produtor fique desassistido”, informou Samyra Albuquerque, gerente de Defesa Animal.
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MDHC integra missão técnica no Pará para enfrentar o trabalho infantil na cadeia produtiva do açaí
Com o objetivo de fortalecer a rede de proteção e garantir a dignidade de crianças e adolescentes no interior da Amazônia, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) integrou, entre os dias 26 e 30 de abril, uma Missão Técnica de campo no estado do Pará. A agenda, coordenada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), foca na promoção do trabalho decente nos municípios de Abaetetuba e Igarapé-Miri, polos estratégicos da produção de açaí.
A Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA), por meio da Coordenação-Geral de Enfrentamento ao Trabalho Infantil (CGETI), foi um dos principais atores nas negociações. O objetivo foi diagnosticar gargalos e pactuar soluções intersetoriais que retirem crianças de situações de exploração e vulnerabilidade na cadeia produtiva do fruto.
“Estar presente no território permite que o MDHC compreenda as particularidades da cadeia do açaí para além dos dados. Nosso papel aqui é assegurar que o enfrentamento ao trabalho infantil seja uma prioridade transversal, conectando a proteção social com o desenvolvimento econômico local”, pontuou Verena Fadul dos Santos Arruda, coordenadora-geral de Enfrentamento ao Trabalho Infantil do MDHC.
Articulação legislativa e executiva
O cronograma teve início na segunda-feira (27), em Belém (PA), com reuniões na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (ALEPA). O MDHC debateu, com a Comissão de Direitos Humanos e o Grupo de Trabalho da Cadeia do Açaí, a necessidade de marcos regulatórios que protejam as crianças, os adolescentes e suas famílias.
O diálogo seguiu com as secretarias estaduais de Assistência Social (SEASTER) e de Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEIRDH), visando alinhar o fluxo de atendimento socioassistencial entre o Governo do Brasil e o estado.
Foco no território
Na terça-feira (28), a missão se deslocou para a base produtiva, em Igarapé-Miri e Abaetetuba, onde a comitiva ministerial pôde se reunir com prefeitos, vice-prefeitos e secretários municipais de Saúde, Educação e Assistência Social.
“A nossa participação nesta missão é estritamente estratégica. Não se trata apenas de fiscalizar, mas de articular políticas públicas que cheguem à ponta, garantindo que a criança esteja na escola e que a família tenha suporte para uma produção sustentável e digna”, destacou Verena.
O encerramento da agenda, nesta quinta-feira (30), contou com visita técnica a uma cooperativa de produtores de açaí em Igarapé-Miri. O objetivo foi conhecer de perto as boas práticas de cooperativismo que podem servir de modelo para o combate ao trabalho infantil, aliando desenvolvimento econômico regional com respeito aos direitos humanos fundamentais.
Além da OIT e do MDHC, estiveram presentes nas agendas representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), além de associações e comissões municipais de Combate ao Trabalho Infantil.
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