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Polícia prende homem e apreende adolescente após sequência de roubos no Marajó

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Uma ação conjunta das Polícias Civil e Militar resultou na prisão de um homem e na apreensão de um adolescente, suspeitos de envolvimento em uma série de roubos em Oeiras do Pará, no Arquipélago do Marajó.

De acordo com Polícia Civil, os crimes ocorreram entre a noite de 30 de abril e a madrugada de 1º de maio de 2026. A dupla teria agido de forma coordenada, utilizando arma de fogo e também um simulacro para ameaçar as vítimas. Durante as ações criminosas, foram levados dois aparelhos celulares e uma motocicleta.

Ainda segundo a equipe do delegado Caio Versiani, durante as buscas, os suspeitos tentaram fugir por uma área de mata, momento em que houve troca de tiros. O homem foi posteriormente localizado em uma unidade hospitalar, após ser ferido por um disparo acidental da própria arma utilizada nos crimes.

Na residência do suspeito adulto, os agentes apreenderam um simulacro de arma de fogo, uma balaclava e parte dos objetos roubados. Já o adolescente foi encontrado na casa de um familiar, em posse de um dos celulares roubado.

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A polícia informou que a autoria e a materialidade dos crimes foram confirmadas por meio de depoimentos e reconhecimentos formais realizados pelas vítimas.

O homem permanece à disposição da Justiça, enquanto o adolescente foi submetido às medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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Pará lidera produção de cacau no Brasil e concentra mais de 50% da riqueza do setor

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O Pará consolidou-se como o principal eixo da cacauicultura brasileira, superando a participação histórica da Bahia. Segundo o estudo “O Contexto Ambiental e Econômico do Cacau 2026”, publicado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), o Estado agora responde por 50,6% do valor total da produção nacional. O momento é de forte dinamismo: entre 2023 e 2024, o valor real da produção no País saltou 208,3%, impulsionado pela valorização dos preços e pela eficiência das lavouras paraenses.

Em termos de volume, o Pará também assumiu a dianteira, sendo responsável por 46,2% da produção nacional em 2024 (cerca de 300 mil toneladas), enquanto a Bahia concentrou 46,1%. O desempenho é puxado por municípios como Medicilândia, Uruará e Placas, na Região de Integração do Xingu, considerados os principais municípios produtores da fruta, com destaque nas primeiras posições do ranking da produção cacaueira no País.  A produção apresenta trajetória de expansão estrutural, especialmente, quando considerada a evolução da participação nacional e do valor gerado, observando também ganhos de produtividade no longo prazo.

O diretor de Estudos e Pesquisas da Fapespa, Márcio Ponte, destaca a mudança de protagonismo: “Para se ter ideia, quando se fala de cacau, muitas das vezes a referência nacional é a Bahia. Só que o Pará já superou a Bahia no volume de produção. Hoje, nós somos responsáveis por 46,2% da produção, enquanto a Bahia é responsável por 46,1% da produção. Mas, em se tratando da riqueza gerada pela atividade o cacau e cultura, o Pará representa mais de 50% da riqueza produzida em território nacional”, pontuou.

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Exportações e mercado internacional
O cacau paraense também ganhou o mundo. Em 2025, as exportações de amêndoas brutas cresceram impressionantes 281,7%. O Japão consolidou-se como o maior comprador, absorvendo 94,6% do total exportado pelo Estado. Além do volume, a qualidade reflete no preço: o cacau do Pará atingiu a marca de US$ 12,0/kg no mercado externo, valor superior à média nacional de US$ 10,3/kg.

Sustentabilidade e reflorestamento
Para além da economia, a cultura do cacau tem papel estratégico na agenda climática. O estudo revela que a área reflorestada com a espécie no Pará saltou de 38 mil para 165 mil hectares entre 2000 e 2024. Esse avanço permitiu que a captura de CO₂ pelo cultivo chegasse a 19,8 mil toneladas anuais.

O presidente da Fapespa, Marcel Botelho, reforça a importância do suporte governamental. “O presente estudo demonstra que, superando a Bahia, com o qual mantemos uma saudável rivalidade, o Pará consolida sua posição de destaque. Embora este aspecto seja secundário, o foco principal reside no crescimento da nossa produção e no aumento da produtividade. O governo do Pará tem desempenhado um papel fundamental nesse cenário, promovendo o desenvolvimento tecnológico da cadeia produtiva do cacau por meio de pesquisas. Essa iniciativa impulsiona não apenas o desenvolvimento regional, mas também a economia local, visto que a cultura do cacau se adapta de forma excelente a sistemas agroflorestais, que replicam os processos naturais. Essa abordagem se diferencia do modelo de monocultivo, evidenciando o potencial do cacau para restaurar a qualidade da floresta e mantê-la produtiva. Nesse contexto, a Fapespa tem incentivado a produção, a produtividade e a preservação do equilíbrio ecológico, em consonância com as políticas do governo do Pará”, concluiu.

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Com esses indicativos, o cacau consolidou-se como uma atividade estratégica para o desenvolvimento regional paraense, com uma produção em expansão, ganhos de produtividade e crescente inserção nos fluxos comerciais. O Estado tornou-se a principal referência da cacauicultura brasileira, com uma participação crescente na produção e no valor gerado no contexto nacional.

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