Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

EDUCAÇÃO

Portel, no Marajó, recebe Centro de Inovação que fortalece a educação pública no Pará

Publicados

HOME

Foto: Divulgação

O Pará já conta com 10 novos Centros de Inovação e Sustentabilidade da Educação Básica (Cisebs) em funcionamento para formação de alunos e professores da rede estadual pública de ensino. As unidades funcionam com todos os recuros para o uso qualificado das tecnologias nos municípios de Belém, Santo Antônio do Tauá, Tailândia, Ipixuna do Pará, Tomé-Açu, Portel e Marabá. A meta do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), é alcançar a marca de 30 unidades entregues até o final deste ano.

NOTÍCIAS EM TEMPO REAL: participe do grupo do Notícia Marajó no WhatsApp e acompanhe tudo em primeira mão. Inscreva-se aqui no Grupo 1aqui no Grupo 2aqui no Grupo 3, aqui no Grupo 4, aqui no Grupo 5aqui no Grupo 6aqui no Grupo 7 aqui no Grupo 8aqui no grupo 9, aqui no grupo 1, aqui no grupo 11 ou aqui no grupo 12. Ainda temos o Grupo 1 de Discussão e o Grupo 2 de Discussão. Nas redes sociais, siga-nos no Instagram, no Facebook e no Youtube.

“A avaliação que fizemos até aqui é extremamente positiva. Os Cisebs vêm se consolidando como espaços de materialização de políticas públicas: são ambientes onde currículo, tecnologia, sustentabilidade e inovação deixam de ser diretrizes abstratas e passam a ser vivenciadas na prática por professores e estudantes. Olhando para o futuro, nosso objetivo é expandir ainda mais essa política, garantindo que todas as escolas da rede estadual tenham acesso a um CISEB, mesmo que em formato de pequeno porte. Isso significa levar equidade, oportunidade e inovação para todos os territórios, consolidando o Pará como referência em educação pública inovadora, sustentável e alinhada às agendas nacionais e globais”, ressalta Rafael Herdy, diretor de Inovação da Seduc.

Leia Também:  Comissão aprova projeto que estende para o Centro-Oeste os benefícios fiscais da Amazônia e do Nordeste

A estudante de Santo Antônio do Tauá, Micaely da Silva, 15 anos, reconhce o desenvolvimento do aprendizado a partir da participação em dinâmicas teóricas, trabalhos em grupo e atividades práticas no Ciseb. “Tenho aprendido a trabalhar melhor em equipe, a me comunicar mais e adquirir novos conhecimentos que vão além da sala de aula. Eu tenho achado minha experiência no projeto boa e importante para mim, é um momento em que consigo aprender de forma diferente, mais leve e interativa. Além disso, também tenho conhecido melhor meus colegas e desenvolvido mais confiança em mim mesma. Eu acho muito legal o fato de ter um Ciseb na minha escola, porque isso traz mais oportunidades para os alunos. Isso faz a diferença no nosso aprendizado e também no nosso interesse pela escola”, conta.

O professor Fábio Ferreira afirma que o Ciseb da Escola Estadual de Ensino Médio Celso Rodrigues, onde trabalha, em Santo Antônio do Tauá, se tornou referência regional em inovação. “Nós estamos trabalhando com formações com professores, mentorias sobre projetos e acompanhamento técnico e pedagógico”.

Leia Também:  Navio da Caixa retoma atendimento no Marajó na 2ª quinzena de agosto

Fábio Ferreira destaca também “o uso da inteligência artificial, de podcast, de programações utilizando realidade aumentada e cultura maker estão entre as formações já realizadas no espaço. Buscamos despertar a criatividade e o protagonismo dos alunos nas atividades. O aprendizado que esses alunos estão experimentando não seria da mesma forma em salas de aula, considero uma experiência única”, celebra.

Os Cisebs recebem centenas de estudantes e educadores em turmas, oficinas, formações e em palestras. Os espaços promovem o desenvolvimento de experimentações tecnológicas e atividades voltadas à implementação da sustentabilidade como meio de construção de políticas públicas, juntamente com experiências práticas em temas como programação, robótica, sustentabilidade e criação de projetos.

O aluno Pedro Vítor Lima, de Santo Antônio do Tauá, conta que trabalha, atualmente, em um projeto no Ciseb do município, que envolve, sobretudo, o fortalecimento dos aprendizados em química. “Esse projeto é sensacional, pois mostra que a gente pode aprender dentro da sala de aula, mas também de forma, mais lúdica, sobre diversos conhecimentos. E ter recebido esse espaço na nossa escola é algo extraordinário, porque temos acesso a um lugar completamente diferente, cheio de tecnologia, que faz a gente querer explorar mais sobre aquele ambiente. Ou seja, é algo muito divertido também para os alunos aprenderem”, finaliza.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

HOME

Diagnóstico aponta conflitos e falta de regularização fundiária em quilombos do Marajó

Publicados

em

Foto: Jorge Teixeira

Um levantamento detalhado apresentado durante a 16ª Mesa Quilombola Estadual, em Belém, revelou a situação de vulnerabilidade territorial em comunidades quilombolas de 52 territórios no Pará. No Arquipélago do Marajó, o diagnóstico destacou entraves críticos em municípios como Salvaterra, Soure e Cachoeira do Arari.

Os dados, consolidados pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) em parceria com a coordenação quilombola Malungu e a iniciativa “Tô no Mapa”, indicam que a região marajoara enfrenta um cenário de conflitos territoriais, indefinição fundiária e a existência de processos de regularização que ainda não foram iniciados.

Situação Jurídica e Invisibilidade

De acordo com o relatório, comunidades em Salvaterra, Soure e Cachoeira do Arari fazem parte do grupo de territórios que ainda carecem de mecanismos formais de proteção. O diagnóstico aponta que a ausência de titulação e de inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR) deixa essas áreas em uma camada de “invisibilidade” perante o Estado.

O levantamento identificou os seguintes problemas específicos relacionados ao Marajó e outras regionais:

  • Conflitos de terra: Disputas que dificultam a gestão e a segurança dos moradores.

  • Indefinição fundiária: Incerteza sobre a titularidade da terra ou sobre qual órgão (estadual ou federal) é responsável pela regularização.

  • Ausência de processos formais: Comunidades que ocupam o território há gerações, mas que ainda não iniciaram trâmites oficiais junto aos órgãos competentes.

Leia Também:  Polícia Civil prende homem que agrediu e expulsou companheira de casa no Marajó

Objetivo do Mapeamento

A pesquisadora de Políticas Públicas do IPAM, Raquel Poça, explicou que o foco do trabalho é identificar áreas que não possuem nenhuma camada de proteção ou certificação. No Marajó, o “automapeamento” realizado pelos próprios moradores serve para dar visibilidade a esses territórios, permitindo que passem a integrar estratégias de garantia de direitos.

O presidente do Iterpa (Instituto de Terras do Pará), Bruno Kono, afirmou que os dados agora sistematizados ajudam a acelerar a regularização fundiária, uma vez que as responsabilidades entre as instituições ficam mais claras a partir do diagnóstico.

Para as comunidades quilombolas do Marajó, a inclusão nestes dados oficiais é o primeiro passo para o reconhecimento formal de seus limites territoriais e para o acesso a políticas públicas de proteção e desenvolvimento.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

PARÁ

POLÍTICA

VARIEDADES

MAIS LIDAS DA SEMANA