OPERAÇÃO CONJUNTA
Operação policial cumpre mandado por tentativa de homicídio em área ribeirinha de Ponta de Pedras
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Uma operação conjunta entre a Polícia Militar e a Polícia Civil resultou no cumprimento de mandado de prisão por tentativa de homicídio na manhã desta terça-feira (5), no município de Ponta de Pedras, no arquipélago do Marajó.
De acordo com as autoridades, a ação ocorreu por volta das 11h30 e teve como destino a comunidade do rio Crairu, localizada a cerca de 1h30 do centro da cidade, com acesso realizado por via fluvial.
A operação foi precedida por trabalho de inteligência policial, que permitiu identificar com precisão o local onde se encontrava a pessoa investigada. Ao chegarem na comunidade, as equipes localizaram o imóvel e realizaram o cumprimento do mandado judicial.
A suspeita foi detida e conduzida à Delegacia de Polícia Civil de Ponta de Pedras, onde foi apresentada à autoridade competente para os procedimentos legais cabíveis.
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Diagnóstico aponta conflitos e falta de regularização fundiária em quilombos do Marajó
Um levantamento detalhado apresentado durante a 16ª Mesa Quilombola Estadual, em Belém, revelou a situação de vulnerabilidade territorial em comunidades quilombolas de 52 territórios no Pará. No Arquipélago do Marajó, o diagnóstico destacou entraves críticos em municípios como Salvaterra, Soure e Cachoeira do Arari.
Os dados, consolidados pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) em parceria com a coordenação quilombola Malungu e a iniciativa “Tô no Mapa”, indicam que a região marajoara enfrenta um cenário de conflitos territoriais, indefinição fundiária e a existência de processos de regularização que ainda não foram iniciados.
Situação Jurídica e Invisibilidade
De acordo com o relatório, comunidades em Salvaterra, Soure e Cachoeira do Arari fazem parte do grupo de territórios que ainda carecem de mecanismos formais de proteção. O diagnóstico aponta que a ausência de titulação e de inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR) deixa essas áreas em uma camada de “invisibilidade” perante o Estado.
O levantamento identificou os seguintes problemas específicos relacionados ao Marajó e outras regionais:
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Conflitos de terra: Disputas que dificultam a gestão e a segurança dos moradores.
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Indefinição fundiária: Incerteza sobre a titularidade da terra ou sobre qual órgão (estadual ou federal) é responsável pela regularização.
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Ausência de processos formais: Comunidades que ocupam o território há gerações, mas que ainda não iniciaram trâmites oficiais junto aos órgãos competentes.
Objetivo do Mapeamento
A pesquisadora de Políticas Públicas do IPAM, Raquel Poça, explicou que o foco do trabalho é identificar áreas que não possuem nenhuma camada de proteção ou certificação. No Marajó, o “automapeamento” realizado pelos próprios moradores serve para dar visibilidade a esses territórios, permitindo que passem a integrar estratégias de garantia de direitos.
O presidente do Iterpa (Instituto de Terras do Pará), Bruno Kono, afirmou que os dados agora sistematizados ajudam a acelerar a regularização fundiária, uma vez que as responsabilidades entre as instituições ficam mais claras a partir do diagnóstico.
Para as comunidades quilombolas do Marajó, a inclusão nestes dados oficiais é o primeiro passo para o reconhecimento formal de seus limites territoriais e para o acesso a políticas públicas de proteção e desenvolvimento.
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