Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

PARÁ

Fapespa integra chamada de R$ 107,1 milhões para impulsionar pesquisa e inovação na Amazônia

Publicados

PARÁ

A Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) integra a primeira chamada do Programa Desafios da Amazônia, lançada nesta sexta-feira (26) pela Iniciativa Amazônia+10, em parceria com o Fundo Amazônia e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). Com investimento total de R$ 107,1 milhões, a iniciativa vai financiar projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) voltados à criação de soluções para desafios das cadeias produtivas da sociobioeconomia amazônica.

A chamada representa a primeira etapa do Programa Desafios da Amazônia, que prevê R$ 150 milhões em investimentos do Fundo Amazônia para fortalecer instituições científicas, organizações socioprodutivas e ampliar a difusão de soluções inovadoras voltadas ao desenvolvimento sustentável da região. A gestão administrativa e financeira dos recursos será realizada pela Fundação Arthur Bernardes (Funarbe).

Do total de recursos, R$ 72 milhões são provenientes do Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), enquanto R$ 35,1 milhões correspondem às contrapartidas das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) participantes. No Pará, a Fapespa aporta R$ 3 milhões.

A chamada prevê a seleção de nove a doze projetos, com duração máxima de 36 meses. Cada proposta poderá solicitar entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões ao Fundo Amazônia e, com a complementação das FAPs, o financiamento poderá chegar a R$ 10 milhões por projeto.

Pesquisa conectada aos territórios

Leia Também:  Alunos da rede pública têm primeiro contato profissional com programa de estágio

Os projetos serão desenvolvidos por Redes de Pesquisa e Inovação formadas por instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) e Organizações Socioprodutivas (OSPs). As redes também poderão contar com a participação de órgãos públicos, organizações não governamentais e outras instituições parceiras.

Além do financiamento de bolsas e atividades científicas, os recursos poderão ser destinados à aquisição de máquinas e equipamentos, adequações de infraestrutura e concessão de bolsas específicas para integrantes das associações e cooperativas participantes.

A proposta do programa é aproximar ciência, tecnologia e inovação das demandas dos territórios amazônicos, valorizando os conhecimentos tradicionais e promovendo soluções construídas em parceria com as comunidades locais.

Cinco desafios prioritários

As propostas deverão contemplar um dos cinco desafios definidos no edital:

  • Viabilizar a expansão sustentável da cadeia do açaí nativo, assegurando a resiliência socioecológica das várzeas e valorizando a cultura ribeirinha;
  • Fortalecer a cadeia da castanha-da-amazônia e de outros produtos florestais não madeireiros, promovendo conservação e geração de renda;
  • Ampliar o potencial da cadeia do cacau como vetor de desenvolvimento territorial aliado à conservação e restauração de ecossistemas;
  • Fortalecer a cadeia do babaçu e demais produtos da sociobiodiversidade na faixa de transição Amazônia-Cerrado;
  • Desenvolver a economia das águas por meio do manejo sustentável dos recursos pesqueiros e da conservação das áreas úmidas amazônicas.

Outras cadeias da sociobioeconomia poderão ser incorporadas aos projetos, desde que contribuam para fortalecer os sistemas produtivos das organizações participantes e estejam alinhadas aos objetivos da chamada.

Leia Também:  Capacita COP 30 qualifica servidores da segurança pública em curso de inglês presencial

Inscrições

A seleção ocorrerá em duas etapas. Na primeira fase, as redes deverão apresentar uma pré-proposta com as informações centrais do projeto e da equipe executora. As propostas selecionadas participarão de mentorias para o aprimoramento dos projetos antes da submissão final.

As inscrições estarão abertas de 1º de julho a 1º de setembro de 2026, até as 18h (horário de Brasília), por meio do sistema SIGCONFAP.

Fundo Amazônia

Criado em 2008, o Fundo Amazônia financia ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de iniciativas voltadas à conservação e ao uso sustentável da Amazônia Legal.

Desde a retomada de suas atividades, em 2023, o fundo já destinou mais de R$ 1,6 bilhão a iniciativas produtivas sustentáveis, com expectativa de beneficiar mais de 100 mil pessoas e apoiar cerca de 300 organizações locais nos estados da Amazônia Legal. Ao longo de sua trajetória, o mecanismo já beneficiou 287 mil pessoas, apoiou 600 instituições e contribuiu para a geração de R$ 364 milhões em receitas, consolidando-se como um dos principais instrumentos de financiamento à bioeconomia e à conservação florestal no país.

Serviço

Mais informações sobre a chamada estão disponíveis em: www.amazoniamaisdez.org.br/chamadas-abertas

Dúvidas podem ser encaminhadas para: [email protected].

Fonte: Governo PA

Propaganda

HOME

Sedap apoia torneios que valorizam e incentivam o fortalecimento da produção leiteira bubalina

Publicados

em

Com a finalidade de incentivar e fortalecer a produção leiteira bubalina serão realizados simultaneamente, no arquipélago do Marajó, o XI Torneio Leiteiro de Búfalas Estadual e o V Torneio Leiteiro de Búfalas de Cachoeira do Arari. Os eventos serão realizados sob a organização da Associação Paraense dos Criadores de Búfalos e Fazendas Paraíso com a coordenação Técnica da Associação Rural da Pecuária do Pará (ARPP).  A Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) apoia e acompanhará toda a programação, que será realizada no período de 30 de junho a 3 de julho.

Acadêmicos de instituições de ensino parceiras atuarão como fiscais para acompanhar as pesagens nas propriedades
Acadêmicos de instituições de ensino parceiras atuarão como fiscais para acompanhar as pesagens nas propriedades
Foto: Divulgação/ARPP

No Torneio Estadual estão inscritas 16 propriedades dos  municípios de Abaetetuba, Cachoeira do Arari, Castanhal, Dom Eliseu, Salvaterra, Soure e Xinguara, segundo informou o coordenador técnico do torneio, Gerson Cota Mota. Ele disse que o evento contará com 25 fiscais que estarão acompanhando as pesagens nas propriedades. “Eles se fizeram presentes hoje (sexta-feira, 26), na Associação Rural finalizando os treinamentos. São acadêmicos de veterinária, técnicos em Agropecuária e Zootecnia, da Escola Técnica de Salvaterra, Universidade da Amazônia, Centro Universitário Fibra e Universidade Federal Rural da Amazônia”, informou.

Leia Também:  Trilhas no Parque Estadual da Serra das Andorinhas atraem dezenas de aventureiros

O Torneio Leiteiro mexe positivamente com as cidades marajoaras e de outras regiões, pois estimula não apenas a produção leiteira de búfala como também atrai a participação de criadores e de trabalhadores das propriedades onde a atividade bubalinocultura é desenvolvida, como observou o médico veterinário da Sedap, Augusto Peralta que, junto com a também veterinária da secretaria, Anelise Ramos, acompanhará  a programação. Os técnicos são lotados na Coordenaria de Produção Animal (Copan), que desenvolve, executa e supervisiona as ações da Secretaria voltadas ao fomento da cadeia da bubalinocultura no Estado.

De acordo com Augusto Peralta, a tradicional programação  é aguardada não apenas pelos criadores de búfalos como pela comunidade em geral, sendo de fundamental importância, pois  estimula a economia local. “Por meio de acompanhamento técnico e também na divulgação, a Secretaria participa da programação que mostra ao Brasil e até para outros países, o trabalho feito no Marajó, que impacta no aumento da produção leiteira”, destaca.

Competições avaliam a produtividade do leite de búfala, dividido em quatro categorias de idade
Competições avaliam a produtividade do leite de búfala, dividido em quatro categorias de idade
Foto: Mateus Costa/Arquivo

No primeiro dia ocorre a esgota, quando é retirado o leite. Posteriormente, a ordenha, para se estabelecer a média para tirar a posição de cada búfala em quatro categorias: primíparas, jovens, sênior e adultas.

Leia Também:  Estado entrega nova avenida Padre Bruno Sechi, beneficiando cerca de 500 mil pessoas da Grande Belém

De acordo com as regras do certame, ganhará a propriedade ou concorrente que apresentar a maior quantidade de leite. O produto é medido em quilos, em balança específica. A ordenha para a retirada do leite é feita às 6h e às 18h.

Continue lendo

CIDADES

PARÁ

POLÍTICA

VARIEDADES

MAIS LIDAS DA SEMANA