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Ministério da Saúde inaugura duas salas de cirurgia em São Paulo (SP) com recursos do Novo PAC

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Nesta sexta-feira (20), os pacientes de cirurgia geral e cirurgia oftalmológica do Sistema Único de Saúde (SUS) ganharam mais um reforço para garantir agilidade e resolutividade em seus procedimentos na cidade de São Paulo. O ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, inaugurou as duas salas cirúrgicas equipadas com investimento de R$ 3,11 milhões do Novo PAC. Elas aumentam a efetividade do programa Agora Tem Especialistas, cujo objetivo é aumentar a capacidade de atendimento e reduzir tempo de espera por consultas, exames e cirurgias no SUS.

“O Governo do Brasil está realizando fortes investimentos em São Paulo sob a liderança do nosso presidente Lula e do nosso ministro Alexandre Padilha”, disse o ministro em exercício, Adriano Massuda. O Hospital das Clínicas de São Paulo viabilizou uma nova sala de cirurgia graças ao combo do SUS que envolve aparelho de anestesia, monitor multiparâmetro, ultrassom portátil, mesa cirúrgica elétrica radiotransparente, arco cirúrgico e sistema de vídeo endoscopia rígida. O investimento é de R$ 1,49 milhão.

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Já o Instituto Suel Abujamra recebeu o combo de cirurgia oftalmológica, que vai ampliar a capacidade de procedimentos especializados. O combo inclui microscópio cirúrgico, biômetro de coerência óptica, vitreófago com facoemulsificador, laser para oftalmologia e fotocoagulador a laser. O investimento é de R$ 1,62 milhão. De acordo com Massuda, “estamos garantindo equipamentos de altíssima qualidade e de última geração para oferecer o que há de melhor no atendimento do nosso SUS por causa do Novo PAC e do programa Agora Tem Especialistas”. 

Investimento em São Paulo

Na última quinta-feira, 19, o Ministério da Saúde fez outras entregas para o estado de São Paulo durante a 17ª Caravana Federativa. Com o investimento de R$ 16,6 milhões do Novo PAC Saúde, o Governo do Brasil entregou 43 ambulâncias do SAMU 192, 36 combos para Unidades Básicas de Saúde (UBS), 123 equipamentos de saúde bucal, e cinco Unidades Odontológicas Móveis (UOM) que vão atender mais de 40 municípios.

Por meio do Novo PAC, o Ministério da Saúde está investindo R$ 31,8 bilhões em obras, equipamentos e veículos para promover um salto de qualidade e expansão no SUS. Trata-se do maior programa de investimentos em infraestrutura do SUS, com investimentos em 2.600 UBS, 334 CAPS, 4.892 ambulâncias do SAMU 192, 800 Unidades Odontológicas Móveis, além de policlínicas, maternidades e diversos outros tipos de obras e equipamentos. 

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Em âmbito nacional, Novo PAC Saúde conta com R$ 31,5 bilhões em obras, equipamentos e veículos para fortalecer e modernizar o SUS. Trata-se do maior programa de investimentos em infraestrutura do sistema público, que contempla:

  • 2.600 Unidades Básicas de Saúde (UBS); 
  • 330 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS); 
  • 101 policlínicas;
  • 4.800 ambulâncias do SAMU 192;
  • 800 Unidades Oftalmológicas Móveis (UOM)

Fábio M. Barreto
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde lança obra que celebra os 15 anos da Sesai e resgata a trajetória da saúde indígena no Brasil

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A saúde indígena brasileira ganhou um novo registro histórico nesta quarta-feira, 1º de julho, com o lançamento do livro “15 anos de História e Luta: Memórias, Caminhos e Futuro“, obra que celebra a trajetória da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde. O evento, realizado no Auditório Emílio Ribas, em Brasília, reuniu lideranças indígenas, autoridades e parceiros que acompanharam a consolidação desta política pública voltada aos povos originários.

Mais do que um registro cronológico, a publicação apresenta a criação da Sesai como um marco na consolidação da responsabilidade do Estado em garantir atenção integral, universal e equitativa. A obra revisita a implantação do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) e da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (Pnaspi), destacando um modelo baseado no diálogo intercultural e na participação ativa dos indígenas.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o livro “preserva a memória de uma conquista participativa e reafirma o compromisso do governo do Brasil com a saúde dos povos indígenas”. Padilha ressalta, em artigo publicado na obra, a necessidade de um SasiSUS “cada vez mais fortalecido, participativo e capaz de levar cuidado de qualidade a todos os territórios”.

Estrutura e avanços no chão da aldeia

Ao longo de uma década e meia, a Sesai estruturou-se em 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei), que atuam como unidades gestoras descentralizadas. Além disso, fortaleceu as equipes multidisciplinares, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) e as Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casai), respeitando as especificidades culturais, linguísticas e territoriais dos povos indígenas.

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Durante o lançamento do livro, a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, destacou que a obra registra a história de quem enfrenta “rios, florestas, estradas e longas distâncias para garantir cuidado, proteção e dignidade”: “Cada página desta obra é um testemunho de que a saúde indígena é uma política de Estado construída com diálogo, respeito e reconhecimento da diversidade dos povos que formam o Brasil”.

Entre os avanços recentes, o livro cita o programa Agora Tem Especialistas, a expansão da telessaúde e investimentos via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Outro pilar estratégico é a atuação junto aos povos isolados e de recente contato, regida pelo princípio do não-contato para evitar a introdução de doenças devastadoras e proteger a autodeterminação desses grupos.

Desafios emergentes e o olhar para o amanhã

A publicação não foge dos temas críticos, como a resposta à emergência sanitária no território Yanomami, com a criação do Centro de Operação de Emergências (COE) Yanomami, onde o reforço das equipes multiprofissionais foram fundamentais para mitigar crises de desassistência. Olhando para frente, a obra aponta os impactos das mudanças climáticas como um dos grandes desafios, exigindo uma “saúde climática” que prepare os territórios para fenômenos extremos e o ressurgimento de doenças.

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A integração entre a biomedicina e as medicinas indígenas aparece como caminho inegociável para o futuro. Iniciativas como a Semana Nacional da Saúde Bucal e projetos do Proadi-SUS para o manejo de condições crônicas, como diabetes e hipertensão, já mostram essa evolução na ponta.

Para as lideranças que estiveram na linha de frente desde o início, a autonomia é a palavra de ordem. Megaron Txucarramãe, liderança da TI Capoto Jarina, expressou seu desejo de que a administração indígena nos distritos continue e se fortaleça. “O futuro para o indígena é manter a Sesai com administração indígena nos distritos. Espero que continue do jeito que está e melhorando cada vez mais. Os indígenas estão fazendo curso de medicina do branco e eles vão começar a ocupar e assumir a saúde indígena”, concluiu.

A Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde conta com gestores indígenas na liderança, incluindo a secretária adjunta de Saúde Indígena, Putira Sacuena; e a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. “Este livro aponta para um futuro em que a saúde indígena continue sendo fortalecida com participação social, valorização dos saberes tradicionais, ampliação do acesso à atenção especializada, fortalecimento do saneamento e formação de cada vez mais profissionais indígenas ocupando espaços de gestão e decisão”, finaliza Lucinha.

Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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