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Soja dispara em Chicago com clima adverso nos EUA e retomada das compras da China; mercado brasileiro acompanha alta

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A soja começou a semana em forte alta no mercado internacional, impulsionada por um conjunto de fatores que aumentou a preocupação dos investidores e sustentou um movimento expressivo de valorização na Bolsa de Chicago (CBOT). O principal suporte veio das previsões de clima quente e seco nos Estados Unidos, justamente em uma fase decisiva para o desenvolvimento das lavouras, aliado à retomada das compras chinesas de soja norte-americana.

Os contratos futuros registraram uma das maiores altas das últimas semanas. O vencimento julho encerrou cotado a US$ 11,84 por bushel, com avanço superior a 4%, enquanto novembro fechou próximo de US$ 11,92 por bushel. Os subprodutos também acompanharam o movimento positivo: o farelo avançou 2,42% e o óleo de soja registrou alta de 1,48%.

Clima preocupa mercado durante fase crítica da safra americana

O mercado internacional concentra as atenções sobre o clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos, principal região produtora de soja do país.

As projeções meteorológicas indicam temperaturas acima da média e chuvas abaixo do normal em grande parte do cinturão agrícola nas próximas semanas. Os mapas mais recentes do serviço oficial de meteorologia norte-americano apontam que o cenário deverá persistir justamente durante o período de floração e início da formação das vagens, fase considerada determinante para o potencial produtivo da cultura.

O quadro climático elevou o prêmio de risco nas negociações e reduziu a confiança do mercado em relação ao desempenho da safra. Reforçando essa preocupação, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu de 66% para 64% a parcela das lavouras classificadas como boas ou excelentes.

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Mesmo sem perdas confirmadas, os investidores passaram a precificar a possibilidade de redução na produtividade caso o clima adverso se prolongue.

Compras da China fortalecem tendência de alta

Outro importante fator de sustentação dos preços é o retorno da demanda chinesa pela soja norte-americana.

Além do aumento de 19% nas inspeções semanais de exportação dos Estados Unidos, operadores confirmaram novas aquisições realizadas por compradores chineses. Informações de mercado indicam que a Cofco reservou pelo menos seis carregamentos para embarque entre setembro e outubro, somando-se às aproximadamente 200 mil toneladas já negociadas anteriormente.

Esse movimento reduz parte das preocupações relacionadas ao ritmo das exportações norte-americanas e fortalece o cenário de maior demanda internacional, oferecendo suporte adicional às cotações.

Mercado mantém viés positivo em Chicago

Após a forte disparada registrada na sessão anterior, os contratos futuros passaram a operar com pequenas oscilações, mas seguem sustentados em níveis elevados.

Analistas avaliam que parte do mercado realiza lucros após os ganhos recentes, porém o viés permanece positivo diante da permanência das previsões climáticas desfavoráveis e da continuidade das compras chinesas.

Enquanto persistirem as incertezas sobre o clima nos Estados Unidos, a volatilidade deve continuar elevada na Bolsa de Chicago.

Mercado brasileiro acompanha cenário internacional

No Brasil, os preços físicos da soja apresentaram comportamento misto, acompanhando parcialmente a valorização internacional.

No Rio Grande do Sul, a saca chegou a R$ 138 no porto de Rio Grande, enquanto os negócios no interior ficaram entre R$ 131 e R$ 132.

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Em Santa Catarina, o porto de São Francisco do Sul registrou R$ 132 por saca, enquanto Palma Sola operou em torno de R$ 116.

No Paraná, Paranaguá encerrou o dia cotado a R$ 137 por saca. Ponta Grossa registrou R$ 126 e Maringá, R$ 126,45.

Já em Mato Grosso do Sul, os preços permaneceram entre R$ 115 e R$ 118,35. Em Mato Grosso, as negociações variaram de R$ 112,50 até R$ 118,34 por saca.

Apesar da recuperação internacional, a comercialização no mercado brasileiro continua sendo influenciada por fatores internos, como a volatilidade do dólar, o elevado custo do frete, limitações de armazenagem e a necessidade de capital para o financiamento da próxima safra.

Perspectivas para o mercado da soja

O mercado internacional segue altamente sensível às atualizações dos mapas meteorológicos dos Estados Unidos. Caso o calor intenso e a escassez de chuvas persistam durante as próximas semanas, as preocupações com a produtividade poderão ampliar ainda mais o prêmio climático incorporado às cotações.

Ao mesmo tempo, a continuidade das compras chinesas reforça o suporte à demanda e pode manter os preços da soja em patamares elevados, beneficiando também o mercado brasileiro. A combinação entre clima adverso, exportações aquecidas e maior interesse dos importadores coloca a soja novamente no centro das atenções do mercado global de commodities agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço dos legumes sobe até 14,3% no Sudeste e lidera alta dos alimentos em maio, revela estudo

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As temperaturas mais baixas registradas em maio impactaram a produção agrícola e provocaram forte alta nos preços das hortaliças em todo o Brasil. Levantamento da Neogrid mostra que os legumes lideraram a inflação dos alimentos no mês, com avanço médio de 15,1% no país e de 14,3% na Região Sudeste, refletindo os efeitos da sazonalidade e da menor oferta de produtos.

O estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões” aponta que o preço médio da categoria passou de R$ 6,89 para R$ 7,93 entre abril e maio, consolidando os legumes como o principal responsável pela pressão sobre o orçamento das famílias.

Clima mais frio reduz oferta de hortaliças

Segundo Marcelo Alves, gerente executivo de Dados da Neogrid, as condições climáticas exerceram influência direta sobre o comportamento dos preços.

De acordo com o especialista, o frio reduz a produtividade e desacelera o desenvolvimento de diversas culturas, diminuindo a disponibilidade de produtos no mercado e elevando os preços ao consumidor.

Além dos impactos na produção, Alves destaca que uma gestão mais eficiente da cadeia de abastecimento torna-se ainda mais importante em períodos de maior volatilidade.

Segundo ele, ferramentas de previsão de demanda e maior visibilidade dos estoques ajudam supermercados e distribuidores a realizar reposições mais precisas, reduzindo perdas, desperdícios e rupturas no abastecimento.

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Leite em pó e feijão também registram alta

Além dos legumes, outras categorias importantes da cesta de consumo apresentaram aumento de preços em maio.

O leite em pó registrou alta de 9%, passando de R$ 40,47 para R$ 44,10. O feijão avançou 5%, enquanto o molho de tomate teve elevação de 3,3% e a água mineral subiu 3,5% no período.

Os resultados reforçam a pressão exercida por produtos básicos sobre a inflação dos alimentos.

Ovos, café, óleo de soja e carne suína ficam mais baratos

Em contrapartida, algumas categorias contribuíram para aliviar os gastos das famílias.

Os ovos apresentaram a maior redução do mês, com queda de 6,5%, fazendo o preço médio por unidade recuar de R$ 0,97 para R$ 0,90.

Também registraram redução de preços:

  • Massas alimentícias secas: -3,0%;
  • Café em pó e em grãos: -2,5%;
  • Carne suína: -1,4%;
  • Açúcar: -1,1%;
  • Óleo de soja: -0,9%.

Entre esses produtos, o óleo de soja foi o único a apresentar queda em todas as regiões brasileiras.

Legumes acumulam alta de mais de 44% em 2026

No acumulado entre dezembro de 2025 e maio de 2026, os legumes permanecem como a categoria com maior valorização no varejo alimentar.

Os preços avançaram 44,2% no período, passando de R$ 5,50 para R$ 7,93.

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Na sequência aparecem:

  • Feijão: 26,5%;
  • Leite UHT: 23,9%;
  • Carne bovina: 6%;
  • Ovos: 6%.

O levantamento evidencia como fatores climáticos continuam exercendo forte influência sobre os preços dos alimentos frescos.

El Niño pode ampliar volatilidade dos preços

Segundo a Neogrid, o mercado segue atento às projeções climáticas para os próximos meses, especialmente diante da possibilidade de consolidação do fenômeno El Niño.

Caso o aquecimento do Oceano Pacífico provoque alterações significativas no regime de chuvas e nas temperaturas, novas oscilações poderão atingir a produção agrícola, principalmente nas cadeias de hortifrútis e lácteos.

Nesse cenário, o fortalecimento da logística, do planejamento de estoques e da gestão da cadeia de abastecimento será fundamental para reduzir os impactos sobre o consumidor.

Sudeste registra maior pressão sobre hortaliças

Na Região Sudeste, os legumes lideraram as altas de preços em maio, com avanço de 14,3%.

Também apresentaram elevação:

  • Feijão: 6,3%;
  • Farinha de mandioca: 4,5%;
  • Leite em pó: 2,9%;
  • Molho de tomate: 2,7%.

Entre as maiores quedas registradas na região estão os ovos (-7,8%), massas alimentícias secas (-2,9%), café (-2,7%), óleo de soja (-2,7%) e leite UHT (-2,6%), amenizando parcialmente a pressão inflacionária sobre a cesta de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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