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Após assalto com reféns em casa lotérica do Marajó, polícia revela que um dos suspeitos é investigado por homicídio

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Foto: Reprodução

O assalto à casa lotérica de Ponta de Pedras, no Arquipélago do Marajó, assustou os moradores da cidade, nesta terça-feira (30). Os criminosos mantiveram funcionários como reféns por cerca de seis horas, em uma ocorrência que mobilizou equipes das polícias Civil e Militar e terminou sem mortes ou feridos.

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Após o desfecho da crise, com a liberação das vítimas e a prisão dos criminosos, foi realizado o levantamento da ficha criminal dos envolvidos, revelando que um dos suspeitos já era investigado por homicídio e possuía mandado de prisão em aberto.

A ação criminosa começou por volta das 12h, quando dois homens armados invadiram a casa lotérica e fizeram três funcionários reféns. As forças de segurança foram acionadas imediatamente e isolaram a área, iniciando um protocolo de gerenciamento de crise e negociação para preservar a vida das vítimas.

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Durante as negociações, os policiais descobriram que os assaltantes tinham acesso a aparelhos celulares dentro do estabelecimento, o que permitia que acompanhassem parte da movimentação policial do lado de fora.

Segundo as investigações, os suspeitos são conhecidos pelos apelidos de “Criança” e “Tiaguinho”. O primeiro foi identificado como Edan Thalisson Pinheiro Ribeiro, apontado como investigado por um homicídio ocorrido no município de Vigia e que possuía um mandado de prisão pendente de cumprimento, decorrente de regressão cautelar relacionada a esse processo.

Por volta das 14h, após intensa negociação conduzida pelo negociador da Polícia Militar, sargento Chaves, uma das reféns, uma funcionária da lotérica, foi libertada. A liberação ocorreu mediante acordo operacional que envolveu a entrega de dois coletes balísticos, enquanto outros dois funcionários permaneceram sob poder dos criminosos.

Devido à complexidade da ocorrência, equipes especializadas foram acionadas. Inicialmente chegaram policiais do Grupamento Fluvial e, posteriormente, por volta das 15h30, militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), que passaram a reforçar o gerenciamento da crise ao lado do delegado Daniel Coriolano.

As negociações seguiram durante toda a tarde. Os assaltantes condicionavam a rendição à presença de familiares. Após articulação das forças de segurança, parentes dos suspeitos foram levados de Belém para Ponta de Pedras, chegando ao município por volta das 17h. A medida foi decisiva para que ambos se entregassem espontaneamente.

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Com a rendição, os dois últimos reféns foram libertados e a ocorrência foi encerrada sem registro de mortes ou feridos graves. Durante a ação, a polícia apreendeu um revólver calibre .38, municiado com dez cartuchos, utilizado no assalto.

Enquanto as negociações aconteciam, equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar cumpriram diligências em uma residência localizada na Rua João Cabral de Noronha. O imóvel, atribuído à uma mulher, apontado como local utilizado para dar abrigo e apoio logístico aos criminosos, que teriam saído de Belém para cometer o assalto.

No local foram apreendidos diversos aparelhos celulares e munições de calibre .22. O material reforça os indícios de participação da suspeita, que deverá responder pelos crimes apurados durante a investigação.

Já na delegacia, por volta das 18h15, foi cumprido o mandado de prisão contra Edan Thalisson Pinheiro Ribeiro, além da lavratura do flagrante pelos crimes relacionados ao assalto.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer a possível ligação dos envolvidos com organização criminosa e identificar eventuais participações em outros crimes violentos praticados na região.

Após a conclusão dos procedimentos de polícia judiciária, os presos permaneceram à disposição da Justiça.

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Pesquisadora da UFPA lança livro com memórias e histórias de mulheres quilombolas do Marajó

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Foto: Divulgação

Já está disponível o livro “Marajó: mulheres, memórias, quilombos” que reúne histórias, memórias e vivências de mulheres quilombolas do Marajó, contribuindo para a valorização de suas trajetórias e para o fortalecimento da memória coletiva dessas comunidades. A publicação é resultado do projeto de pesquisa Mulheres a(es)quecidas: (re)contando histórias de mulheres quilombolas, vinculado à Faculdade de Letras (Fale) do Campus Breves da Universidade Federal do Pará (UFPA).

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De autoria da docente da Fale Sandra Maria Job, a obra é composta por narrativas de mulheres de quatro comunidades quilombolas no Marajó: Gurupá Mirim, Jocojó, Povoação e Maria Ribeira. As protagonistas são senhoras que relatam as experiências vividas no seu território.

A ideia de fazer um livro surgiu a partir da quantidade significativa de dados e descobertas gerados ao longo da pesquisa desenvolvida por Sandra Maria, que iniciou em 2016. Segundo a pesquisadora, a publicação é um meio de visibilizar e ampliar a voz das mulheres do quilombo, permitindo que elas sejam protagonistas das próprias histórias.

“Quando chegava nas comunidades e explicava que queria falar só com mulheres e sobre elas, elas estranharam. Estão acostumadas a receber pesquisadores/as, inclusive estrangeiros, contudo, nunca pararam para falar com elas, sobre elas. No geral, a mulher, em especial a mulher preta e indígena,  tem sido silenciada. Então, oportunizar a essas mulheres esse momento para escutá-las e reverberar essas vozes é muito importante”, explica a autora.

Dividido em cinco capítulos, o livro aborda a história dos territórios e o processo de luta em defesa de seus direitos. Com relatos em primeira pessoa, a obra reúne narrativas sobre relacionamentos, luta, sobrevivência pós-república e resistência em torno do Marajó. Para as(os) interessadas(os), a obra está disponível em formato físico e pode ser adquirida por meio do contato [email protected]

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