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Assembleia Legislativa do Pará define diretrizes para o orçamento estadual de 2027
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A Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) aprovou, nesta terça-feira (30/06), o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício financeiro de 2027. A matéria, de iniciativa do Poder Executivo, obteve 30 votos favoráveis e três contrários, estes registrados pelos deputados Rogério Paiva (PL), Coronel Neil (PL) e Lívia Duarte (PSOL).
Durante a tramitação, o texto recebeu duas emendas, ambas de autoria da deputada Maria do Carmo (PT), vice-líder do Governo na Casa. As sugestões foram acolhidas e incorporadas ao projeto, recebendo parecer favorável do deputado Chamonzinho (MDB), relator do projeto e presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária, que rejeitou outras 31 proposições.
A LDO estabelece as diretrizes que orientarão a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027, definindo metas fiscais, prioridades da administração estadual e critérios para a aplicação de recursos públicos. O texto também disciplina a execução orçamentária, a política tributária, despesas com pessoal, investimentos, transparência fiscal e o acompanhamento de programas governamentais.
Entre as principais diretrizes para 2027 destacam-se: a priorização de investimentos definidos no Plano Plurianual (PPA) 2024-2027; o alinhamento das ações governamentais aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS); a garantia de investimentos em saúde, educação, segurança pública e assistência social; a continuidade de obras públicas; a ampliação da transparência fiscal; o fortalecimento do controle de gastos; a regionalização dos investimentos para as 12 Regiões de Integração; e a manutenção do equilíbrio das contas públicas, em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal.
LDO orienta o orçamento estadual para 2027
A proposta determina que a Lei Orçamentária Anual contemple recursos para o pagamento de precatórios, benefícios previdenciários, valorização e capacitação de servidores, combate a epidemias, manutenção de serviços essenciais e investimentos estratégicos.
Antes da votação, o líder do Governo na Alepa, deputado Iran Lima (MDB), ressaltou a importância da matéria para a organização financeira do Estado. “A LDO organiza as diretrizes para a elaboração do orçamento de 2027. Toda a peça orçamentária deve estar fundamentada nesses critérios, que orientam as prioridades e a aplicação dos recursos públicos”, afirmou.
Segundo o parlamentar, o orçamento do próximo ano concentrará esforços em educação, segurança pública, saúde e infraestrutura. Iran Lima destacou, ainda, a continuidade dos investimentos em integração regional, expansão da rede de creches, fortalecimento da assistência hospitalar e melhoria da malha rodoviária.
O deputado pontuou que o Pará mantém uma das melhores situações fiscais do país, o que assegura capacidade para realizar investimentos estruturantes sem comprometer o equilíbrio das contas.
Com a aprovação em plenário, a LDO segue para sanção do governador Helder Barbalho. O texto servirá de base para a elaboração da LOA, que será encaminhada à Assembleia no segundo semestre para definir a previsão de receitas e despesas do Estado para 2027.
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Pesquisadora da UFPA lança livro com memórias e histórias de mulheres quilombolas do Marajó
Já está disponível o livro “Marajó: mulheres, memórias, quilombos” que reúne histórias, memórias e vivências de mulheres quilombolas do Marajó, contribuindo para a valorização de suas trajetórias e para o fortalecimento da memória coletiva dessas comunidades. A publicação é resultado do projeto de pesquisa Mulheres a(es)quecidas: (re)contando histórias de mulheres quilombolas, vinculado à Faculdade de Letras (Fale) do Campus Breves da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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De autoria da docente da Fale Sandra Maria Job, a obra é composta por narrativas de mulheres de quatro comunidades quilombolas no Marajó: Gurupá Mirim, Jocojó, Povoação e Maria Ribeira. As protagonistas são senhoras que relatam as experiências vividas no seu território.
A ideia de fazer um livro surgiu a partir da quantidade significativa de dados e descobertas gerados ao longo da pesquisa desenvolvida por Sandra Maria, que iniciou em 2016. Segundo a pesquisadora, a publicação é um meio de visibilizar e ampliar a voz das mulheres do quilombo, permitindo que elas sejam protagonistas das próprias histórias.
“Quando chegava nas comunidades e explicava que queria falar só com mulheres e sobre elas, elas estranharam. Estão acostumadas a receber pesquisadores/as, inclusive estrangeiros, contudo, nunca pararam para falar com elas, sobre elas. No geral, a mulher, em especial a mulher preta e indígena, tem sido silenciada. Então, oportunizar a essas mulheres esse momento para escutá-las e reverberar essas vozes é muito importante”, explica a autora.
Dividido em cinco capítulos, o livro aborda a história dos territórios e o processo de luta em defesa de seus direitos. Com relatos em primeira pessoa, a obra reúne narrativas sobre relacionamentos, luta, sobrevivência pós-república e resistência em torno do Marajó. Para as(os) interessadas(os), a obra está disponível em formato físico e pode ser adquirida por meio do contato [email protected]
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