Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

PROCESSO

Defensoria aciona Justiça para proteger território de comunidade tradicional em Soure, no Marajó

Publicados

HOME

Foto: Divulgação

A Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE-PA), por meio do Núcleo das Defensorias Públicas Agroambientais (NDPA), acionou a Justiça para recuperar uma área de 122,97 hectares, equivalente a 172 campos de futebol, ocupada tradicionalmente pela comunidade Pedral Curral Velho, em Soure, no Arquipélago do Marajó. O processo tramita na Vara Agrária de Castanhal.

NOTÍCIAS EM TEMPO REAL: participe do grupo do Notícia Marajó no WhatsApp e acompanhe tudo em primeira mão. Inscreva-se aqui no Grupo 1, aqui no Grupo 2, aqui no Grupo 3, aqui no Grupo 4, aqui no Grupo 5, aqui no Grupo 6, aqui no Grupo 7 aqui no Grupo 8, aqui no grupo 9, aqui no grupo 1, aqui no grupo 11 ou aqui no grupo 12. Ainda temos o Grupo 1 de Discussão e o Grupo 2 de Discussão. Nas redes sociais, siga-nos no Instagram, no Facebook e no Youtube.

A Defensoria paraense representa a Associação de Proteção dos Moradores, Pescadores Artesanais, Extrativistas, Marisqueiros, Agricultores e Criadores do Curral Velho. A ação pede que sejam interrompidas as vendas e novas ocupações na área e também cobra a recuperação de trechos que sofreram danos ambientais.

Segundo a instituição, cerca de 100 famílias vivem na comunidade e utilizam o território há mais de quatro gerações. A pesca, a coleta de caranguejo e camarão e o extrativismo de açaí estão entre as principais atividades desenvolvidas no local e ajudam a garantir a renda e a alimentação dos moradores.

Leia Também:  Cobertura vacinal contra influenza no Pará ainda está abaixo da meta e acende alerta da Sespa

A comunidade está situada em área relacionada à Reserva Extrativista Marinha de Soure e aparece entre as localidades registradas no plano de manejo da unidade, o que significa que essa população tem o direito garantido de viver na região e de explorar os recursos naturais de forma sustentável. A DPE também cita documentos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) que reconhecem a presença das famílias na região.

De acordo com a ação, a disputa se agravou a partir de janeiro de 2026, quando teriam começado levantamentos para cadastro ambiental e georreferenciamento de áreas utilizadas pela comunidade. A Defensoria afirma que parte do território teria sido dividida em lotes e vendida a terceiros, dificultando o acesso dos moradores a espaços usados tradicionalmente para atividades extrativistas.

O processo também relata a derrubada de aproximadamente 200 árvores de tucumã. Segundo a Defensoria, cerca de 36 famílias dependem da extração e da comercialização do óleo do fruto, e os prejuízos econômicos provocados pela perda das árvores foram estimados em R$ 85,8 mil. O valor ainda poderá ser revisto durante o andamento da ação.

Além da retomada da área, a Defensoria também pede que os responsáveis apontados no processo recuperem a vegetação nas áreas afetadas. A ação solicita ainda R$ 85,8 mil por prejuízos materiais relacionados às atividades extrativistas e R$ 50 mil por danos morais coletivos.

Leia Também:  Marajoaras saem de encontro esperançosos com asfaltamento

“Desde o ano de 2023, a Defensoria atende a comunidade prestando assessoria jurídica. Diante do atual quadro de conflito, as famílias demandaram nossos canais de atendimento para, mais uma vez, garantir o acesso à justiça na proteção de seu território. Há neste caso, não apenas uma disputa de terras, mas também um quadro de violência contra os membros da comunidade. Assim, a Defensoria atua também na proteção da integridade física das famílias, além de requerer a reintegração da área e as indenizações”, destaca a defensora pública Andréia Barreto, coordenadora do NDPA.

Serviço:

O Núcleo das Defensorias Públicas Agroambientais (NDPA) fica localizado na Rua Senador Lemos, nº 946, bairro Centro, Castanhal. Para solicitar atendimento, entre em contato pelo e-mail ([email protected]). Horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 08h às 14h.

Sobre a Defensoria Pública do Pará

A Defensoria Pública é uma instituição constitucionalmente destinada a garantir assistência jurídica integral, gratuita, judicial e extrajudicial, aos legalmente necessitados, prestando-lhes a orientação e a defesa em todos os graus e instâncias, de modo coletivo ou individual, priorizando a conciliação e a promoção dos direitos humanos e cidadania.

Propaganda

HOME

Círio 2026 terá megaoperação com 5 mil agentes, drones e 750 viaturas nas romarias

Publicados

em

Foto: Divulgação

A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) apresentou, nesta terça-feira (6), o planejamento da Operação Círio 2026, que contará com mais de 5 mil agentes, cerca de 750 viaturas e motocicletas e reforço tecnológico com drones.

A operação começa nesta quarta-feira (7), com o Traslado dos Carros, e segue até o Recírio, em 26 de outubro. O trabalho será realizado de forma integrada pelos órgãos de segurança, com ações de policiamento, monitoramento e ordenamento do trânsito durante as 14 romarias do Círio de Nazaré.

Segundo a Segup, o planejamento foi elaborado a partir da análise das ocorrências registradas em anos anteriores. A estratégia prevê reforço do efetivo nos locais com maior concentração de romeiros e ações preventivas durante toda a programação.

Comando e controle

O Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) Móvel será ativado já nesta quarta-feira (7). Na sexta-feira (9), durante o percurso de aproximadamente 47 quilômetros do Traslado da Imagem Peregrina para Ananindeua e Marituba, o CICC fixo também acompanhará a operação.

Nas duas maiores romarias, a Trasladação, no sábado (10), e o Círio, no domingo (11), será montada uma sala de situação para acompanhar em tempo real o deslocamento da Berlinda e das equipes de segurança.

Leia Também:  Polícia Militar prende dupla com celular furtado e chave mestra no Marajó

Um CICC Móvel também ficará instalado na área da Travessa Quintino Bocaiúva com a Avenida Nazaré, funcionando como posto avançado para agilizar o atendimento de ocorrências.

Polícia Militar terá 4,5 mil agentes

A Polícia Militar empregará cerca de 4.500 policiais na Operação Círio, com aproximadamente 745 viaturas, entre veículos e motocicletas, além de unidades especializadas.

Quatro momentos terão atenção especial: o Traslado Rodoviário para Ananindeua e Marituba, a Trasladação, o Círio e o Recírio.

Somente no Círio, cerca de 1.300 policiais serão mobilizados. Na Trasladação, o efetivo será de aproximadamente mil militares.

A PM também já reforçou o policiamento nas vias de acesso a Belém para acompanhar o deslocamento dos peregrinos.

Polícia Civil reforça delegacias

A Polícia Civil contará com cerca de 80 agentes durante o Círio. O efetivo será distribuído de acordo com os percursos das romarias, com reforço em áreas de maior movimentação, como Ananindeua, Marituba, região do Comércio e São Brás.

A Delegacia do Turista e a unidade especializada na recuperação de dispositivos móveis também estarão em funcionamento.

A Polícia Civil orienta os romeiros a redobrarem a atenção com celulares durante as procissões, devido à grande concentração de pessoas e ao risco de furtos.

Leia Também:  União Brasil lança Chicão como candidato ao Senado pelo Pará

Drones ampliam monitoramento

A segurança do Círio também terá o reforço de 15 novos drones adquiridos pelo Governo do Pará. Os equipamentos serão utilizados principalmente durante a Trasladação e o Círio.

Os drones possuem câmeras de alta resolução, zoom, sistema de detecção de obstáculos e autonomia de voo de até 50 minutos. A tecnologia será utilizada para monitorar as áreas das procissões e auxiliar no planejamento das equipes em solo.

Bloqueios no trânsito

A operação também prevê 53 pontos de bloqueio nas áreas de acesso ao percurso do Círio. Os bloqueios ocorrerão das 5h às 13h, com participação da Guarda Municipal de Belém, Detran, Polícia Militar e Segbel.

Continue lendo

CIDADES

PARÁ

POLÍTICA

VARIEDADES

MAIS LIDAS DA SEMANA