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NAVEGANDO DIREITOS

Justiça do Pará lança projeto para fortalecer proteção de crianças e adolescentes no Marajó

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Foto: Divulgação

O Poder Judiciário do Pará autorizou, nesta quinta-feira (7), a implementação do Projeto Navegando Direitos: Protegendo a Infância dos Rios à Cidade. O objetivo da iniciativa é a prevenção das violências contra crianças e adolescentes e o fortalecimento da rede de proteção no município de Breves, no Arquipélago do Marajó, por meio da sensibilização social e da qualificação da escuta protegida, alcançando territórios urbanos e ribeirinhos.

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Idealizado pela juíza Ana Beatriz Gonçalves de Carvalho, que atuará como coordenadora geral do projeto, e pela servidora Suzane Leão Vaz, que será a coordenadora técnica, a iniciativa intersetorial, tem co-autoria dos servidores Daniel das Neves Paz, Naiara Serrão Miranda e Zay de Sales, será desenvolvida no âmbito do Fórum de Breves, por meio da 1ª Vara Cível e Criminal da Comarca de Breves, no Marajó, em articulação com a rede de proteção local.

O projeto propõe ações integradas de prevenção às violências contra crianças e adolescentes, com ênfase na promoção da escuta protegida e no fortalecimento da atuação em rede. A execução considera as especificidades territoriais do Marajó, especificamente do município de Breves, marcadas por extensas áreas ribeirinhas, dificuldades de acesso a serviços públicos e vulnerabilidades sociais. Nesse contexto, a escuta protegida se apresenta como instrumento fundamental para assegurar o acolhimento qualificado de crianças e adolescentes em situação de violência, evitando a revitimização e garantindo a efetividade da proteção integral.

O plano de ação pretende alcançar alunos(as) da rede pública municipal de Breves em 2026, bem como pais e responsáveis. Além disso, a iniciativa inclui promoção de ações de orientação junto a escolas da rede pública municipal de Breves, alcançando educadores(as)  e profissionais atuantes instituições de acolhimento local.

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Emater e prefeituras realizam Curso de Meliponicultura em Salvaterra e Soure

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O Governo do Pará, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), realizou em parceria com as prefeituras de Soure e Salvaterra, no Arquipélago do Marajó, o Curso de Meliponicultura, entre os dias 5, 6 e 7 de maio, nos dois municípios. A iniciativa também contou com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará).

No primeiro dia da programação houve a parte teórica, durante reunião técnica na Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de Salvaterra, abordando a criação de abelhas. A atividade é uma demanda da própria Secretaria, que recebe muitos pedidos relacionados a resgate e captura de abelhas, identificando a necessidade de ampliação dos conhecimentos técnicos sobre o tema.

Técnicas de manejo ensinadas aos produtores
Técnicas de manejo ensinadas aos produtores
Foto: Divulgação

Agricultores familiares, pesquisadores da Embrapa e técnicos da Emater-Pará promoveram debates e troca de experiências, além de orientações sobre o manejo e a importância ambiental, e também sobre procedimentos adequados relacionados às abelhas.

No dia seguinte, começou o curso em Soure, no auditório da Adepará, com a presença de técnicos da Embrapa, Emater local e de Salvaterra, Associação dos Usuários da Reserva Extrativista Marinha de Soure (Assuremas) e Associação dos Peconheiros e Peconheiras do Rio Paracauari Soure/Salvaterra (APPRPSS), que fortaleceu ainda mais a integração entre instituições e agricultores familiares da Região de Integração Marajó.

Aulas práticas no Campo Experimental da Embrapa
Aulas práticas no Campo Experimental da Embrapa
Foto: Divulgação

Conhecimento – Para o representante da APPRPSS, Neres Campelo do Amaral, morador da Comunidade Quilombola de Caldeirão, o curso foi muito importante para ampliar os conhecimentos sobre a criação de abelhas e as atividades que geram renda e emprego para a população.

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“A gente não tinha esse conhecimento com as abelhas. Apesar que foram três dias, foram três dias de muito conhecimento pra gente. Com muito aprendizado prático. Temos vários tipos de abelhas na nossa área de reserva extrativista. Nessa área, a gente nunca trabalhou com o manejo delas. Deixávamos elas no habitat natural, fazendo o trabalho de polinização do açaí pra gente. Com esse projeto a gente vai trabalhar agora a criação em caixa e, futuramente, a gente pode tentar trabalhar a produção de mel. Vai depender muito da gente. Se a gente ver que dá para ganhar um incentivo por esse mel da floresta, de cada peconheiro, a gente pode também trabalhar a criação e a produção de mel”, disse Neres Campelo do Amaral.

No segundo dia do curso, a capacitação incluiu atividades práticas no Campo Experimental da Embrapa, em Salvaterra. Foram desenvolvidas práticas de manejo de abelhas sem ferrão (meliponinos), como captura de enxames com iscas, transferência de enxames para caixas racionais, orientações sobre alimentação natural das abelhas em períodos de escassez, divisão de colônias para expansão dos meliponários, proteção contra inimigos naturais (moscas forideos), montagem de meliponários e confecção de caixas.

Aulas teóricas no auditório da Adepará
Aulas teóricas no auditório da Adepará
Foto: Divulgação

“Com técnicas de trabalho vamos tentar reagrupar essas abelhas, tentar manejar elas, repassar pras caixas, fazer criação para produção de um açaí de melhor qualidade, porque quando elas polinizam o açaí dá uma produção melhor. Para começar essa produção por lá, de maio até setembro a gente quer trabalhar com essas abelhas. A gente vai correr atrás”, informou Neres.

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Ainda segundo o representante da Associação, o apoio da Emater nos dois municípios é fundamental para obter mais conhecimento sobre criação de abelhas. “São parceiros nossos e, no meu caso, fiquei focado com o pessoal da Emater de Soure. Para nós, pequenos agricultores, extrativistas e pescadores, nos dão todo o apoio que precisamos. Estamos sempre com o pessoal da Emater do nosso lado. É um órgão principal dentro dos municípios, que apoia o pequeno agricultor familiar. Para a gente, como peconheiro, é satisfatório eles estarem do nosso lado, apoiando o nosso projeto, porque sem eles a gente não ia chegar a lugar nenhum”, enfatizou.

Foto: Divulgação

“Manejaí” – O curso encerrou foi encerrado na quinta-feira (7). Para o chefe do Escritório Local de Salvaterra, Orlando Lameira, as atividades proporcionaram aprendizado prático sobre manejo sustentável, conservação ambiental e fortalecimento da meliponicultura na agricultura familiar.

“O Curso de Meliponicultura foi concluído com atividades práticas e troca de experiências entre técnicos, pesquisadores e agricultores familiares, encerrando mais uma importante ação do Projeto Manejaí Salvaterra. A iniciativa fortaleceu a parceria entre instituições e comunidades locais, incentivando práticas sustentáveis, conservação ambiental e geração de renda através da meliponicultura no território marajoara”, disse Orlando Lameira.

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