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CENSO 2022

Panorama religioso do Marajó: católicos são maioria, mas evangélicos superam em alguns municípios

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Foto: Kelly Santos/Pascom Portel

Nos municípios do Marajó, o catolicismo segue como a religião predominante na maioria das localidades, conforme revelam os resultados preliminares da amostra do Censo Demográfico 2022 sobre religião. Os dados, divulgados nesta sexta-feira (6), referem-se às pessoas com 10 anos ou mais de idade e traçam o perfil religioso da população brasileira.

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Os maiores percentuais de católicos foram registrados em Gurupá (72,70%), Afuá (71,94%) e Muaná (63,73%). Por outro lado, os menores índices de católicos foram observados em Bagre (39,70%), Melgaço (44,84%) e São Sebastião da Boa Vista (49,14%).

Apesar do predomínio católico, os municípios de Bagre e Melgaço se destacaram por apresentarem uma proporção maior de evangélicos do que de católicos, com 53,38% e 45,88%, respectivamente. Além desses, Anajás também apresentou um percentual elevado de evangélicos (45,43%). Os menores percentuais desse grupo foram registrados em Afuá (24,02%), Gurupá (24,87%) e Soure (27,11%).

A presença de espíritas no Marajó foi mais significativa em Salvaterra, ainda que em proporção modesta (0,14%). A prática de Umbanda e Candomblé teve maior expressão em Soure, com 0,55% da população. O município também se destacou pelo maior percentual de pessoas que declararam seguir outras religiosidades (8,07%).

Entre os que se declararam sem religião, os maiores percentuais foram registrados em Melgaço (8,82%), Portel (6,88%) e Salvaterra (6,24%).

No Pará
Em Belém, capital paraense, o catolicismo permaneceu como o grupo religioso com maior número de adeptos em 2022, embora tenha apresentado queda de 7,5 pontos percentuais em relação a 2010: passou de 62,76% para 55,25% da população com 10 anos ou mais de idade. Em contrapartida, a proporção de evangélicos cresceu no mesmo período, passando de 27,78% para 33,43% — um aumento de 5,6 pontos percentuais. O percentual de pessoas sem religião apresentou leve alta, saindo de 5,32% em 2010 para 5,72% em 2022. Já a religião espírita teve uma pequena redução, passando de 1,64% para 1,27% no período

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Entre os municípios paraenses, a maior proporção de católicos apostólicos romanos, na população com 10 anos ou mais de idade, foi registrada em Santa Luzia do Pará (80,3%), e a menor em Cumaru do Norte (36,3%). Em relação aos evangélicos, a maior proporção foi registrada no Bagre (53,4%), e a menor em Santa Luzia do Pará (18,1%). Já a maior proporção de espiritas foi observada em Belém (1,27%), enquanto a maior proporção de praticantes de Umbanda e Candomblé foi registrada em Santa Izabel do Pará (0,98%).

Cumaru do Norte tinha, em 2022, a maior proporção de pessoas sem religião (19,1%). Eldorado dos Carajás tinha a maior proporção de pessoas de outras religiosidades (9,9%)e Jacareacanga tinha o maior percentual de adeptos de tradições indígenas (2,2%), Cumaru do Norte foi o município com maior percentual de pessoas se religião (19,1%).

Os católicos apostólicos romanos eram o grupo de religião predominante (isto é, estavam em proporção superior a todos os demais grandes grupos) em 129 municípios paraenses em 2022. Em 97 municípios, eles representavam mais da metade da população com 10 anos ou mais de idade. Em 15 municípios, os evangélicos eram o grande grupo religioso predominante.

No recorte por sexo, os dados mostram variações na composição de gênero entre os grupos religiosos no Pará. Entre os católicos, a distribuição era relativamente equilibrada, com 51% de homens e 49% de mulheres. Já entre os evangélicos, havia um predomínio feminino, com 53,92% de mulheres e 46,08% de homens. A situação se inverte no grupo das pessoas sem religião, no qual 58,61% eram homens. Nas outras religiosidades, as mulheres também eram maioria, representando 52,51%.
Em 2022, o catolicismo predominou em todas as categorias de cor ou raça no Pará.

Entre as pessoas que se declararam brancas, 54,2% eram católicas, 34,4% evangélicas e 7,1% sem religião. Percentuais semelhantes foram observados entre as pessoas pretas, sendo 53,2% católicas, 34,3% evangélicas e 8,6% sem religião. Entre os pardos, 54,8% da população era de religião católica, 35,7% evangélica e 6,7% sem religião.

As tradições indígenas e os católicos apostólicos romanos apresentaram as maiores taxas de analfabetismo entre as pessoas com 15 anos ou mais de idade no estado: 29,5% e 9,2%, respectivamente. Entre as pessoas sem religião, a taxa foi de 8%, enquanto no grupo de evangélicos, foi de 7,8%. Os praticantes de Umbanda e Candomblé registraram 4,7%, os de outra religiosidade,4,2%, e entre os espíritas a percentual ficou em 0,7%.

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Cenário nacional

No cenário nacional, a religião católica apostólica romana manteve-se como o maior grupo religioso, com 56,75% da população (100,2 milhões de pessoas). No Norte, porém, esse percentual foi inferior à média nacional, atingindo 50,48% (7,3 milhões de pessoas), o menor entre as grandes regiões. No Pará, a proporção de católicos foi de 54,35% (3,7 milhões), o maior percentual entre os estados nortistas. Em comparação com o Censo de 2010, quando os católicos eram 61,12% da população paraense, observa-se uma queda de 6,77 pontos percentuais.

Por outro lado, o grupo dos evangélicos registrou crescimento. Em 2022, eles representavam 26,85% da população brasileira (47,4 milhões de pessoas). Na Região Norte, o percentual chegou a 36,79% (5,3 milhões), o maior entre todas as regiões. No Pará, os evangélicos somavam 35,27% da população (2,4 milhões), o sexto maior percentual do Brasil. O estado já havia registrado 26,25% de evangélicos em 2010, o que indica um avanço de 9,02 pontos percentuais em doze anos.

O Pará foi o terceiro estado onde mais teve crescimento proporcional dos evangélicos ficando atrás somente de Acre (11,8 p.p) e Amapá (9,25 pp.). Entre os sete estados com os maiores percentuais de evangélicos no país, seis estão na Região Norte, são eles: Acre (44,38%), Rondônia (41,08%), Amazonas (39,37%), Amapá (36,37%), Pará (35,37%) e Roraima (34,35%).

A religião espírita teve presença reduzida na região e no estado. No Brasil, o espiritismo representava 1,84% da população (3,2 milhões de pessoas). Na Região Norte, o percentual foi de apenas 0,43% (62 mil pessoas), o menor entre as regiões.

No Pará, apenas 0,37% da população (25,3 mil pessoas) se declararam espíritas em 2022, o terceiro menor percentual entre as unidades da federação. Em 2010, esse percentual era de 2,16% no país, 0,54% no Norte e 0,5% no Pará.

Já as pessoas que declararam não ter religião correspondiam a 9,28% da população brasileira (16,3 milhões). No Norte, a proporção foi de 8,19% (1,1 milhão), o segundo menor índice entre as regiões. No Pará, o percentual de pessoas sem religião ficou em 7,06% (481 mil), também o segundo menor da Região Norte, atrás apenas do Tocantins (6,45%), e o oitavo menor entre todos os estados brasileiros. O número pouco variou em relação ao Censo de 2010, quando o estado registrava 6,96% de pessoas sem religião.

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Sedap apoia torneios que valorizam e incentivam o fortalecimento da produção leiteira bubalina

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Com a finalidade de incentivar e fortalecer a produção leiteira bubalina serão realizados simultaneamente, no arquipélago do Marajó, o XI Torneio Leiteiro de Búfalas Estadual e o V Torneio Leiteiro de Búfalas de Cachoeira do Arari. Os eventos serão realizados sob a organização da Associação Paraense dos Criadores de Búfalos e Fazendas Paraíso com a coordenação Técnica da Associação Rural da Pecuária do Pará (ARPP).  A Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) apoia e acompanhará toda a programação, que será realizada no período de 30 de junho a 3 de julho.

Acadêmicos de instituições de ensino parceiras atuarão como fiscais para acompanhar as pesagens nas propriedades
Acadêmicos de instituições de ensino parceiras atuarão como fiscais para acompanhar as pesagens nas propriedades
Foto: Divulgação/ARPP

No Torneio Estadual estão inscritas 16 propriedades dos  municípios de Abaetetuba, Cachoeira do Arari, Castanhal, Dom Eliseu, Salvaterra, Soure e Xinguara, segundo informou o coordenador técnico do torneio, Gerson Cota Mota. Ele disse que o evento contará com 25 fiscais que estarão acompanhando as pesagens nas propriedades. “Eles se fizeram presentes hoje (sexta-feira, 26), na Associação Rural finalizando os treinamentos. São acadêmicos de veterinária, técnicos em Agropecuária e Zootecnia, da Escola Técnica de Salvaterra, Universidade da Amazônia, Centro Universitário Fibra e Universidade Federal Rural da Amazônia”, informou.

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O Torneio Leiteiro mexe positivamente com as cidades marajoaras e de outras regiões, pois estimula não apenas a produção leiteira de búfala como também atrai a participação de criadores e de trabalhadores das propriedades onde a atividade bubalinocultura é desenvolvida, como observou o médico veterinário da Sedap, Augusto Peralta que, junto com a também veterinária da secretaria, Anelise Ramos, acompanhará  a programação. Os técnicos são lotados na Coordenaria de Produção Animal (Copan), que desenvolve, executa e supervisiona as ações da Secretaria voltadas ao fomento da cadeia da bubalinocultura no Estado.

De acordo com Augusto Peralta, a tradicional programação  é aguardada não apenas pelos criadores de búfalos como pela comunidade em geral, sendo de fundamental importância, pois  estimula a economia local. “Por meio de acompanhamento técnico e também na divulgação, a Secretaria participa da programação que mostra ao Brasil e até para outros países, o trabalho feito no Marajó, que impacta no aumento da produção leiteira”, destaca.

Competições avaliam a produtividade do leite de búfala, dividido em quatro categorias de idade
Competições avaliam a produtividade do leite de búfala, dividido em quatro categorias de idade
Foto: Mateus Costa/Arquivo

No primeiro dia ocorre a esgota, quando é retirado o leite. Posteriormente, a ordenha, para se estabelecer a média para tirar a posição de cada búfala em quatro categorias: primíparas, jovens, sênior e adultas.

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De acordo com as regras do certame, ganhará a propriedade ou concorrente que apresentar a maior quantidade de leite. O produto é medido em quilos, em balança específica. A ordenha para a retirada do leite é feita às 6h e às 18h.

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