SEGURANÇA PÚBLICA
Pará registra junho menos violento em 16 anos e reduz criminalidade letal em 61%
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O Pará registrou, em 2026, o mês de junho com o menor número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) dos últimos 16 anos. Os dados consolidados dos 30 dias do mês confirmam o oitavo ano consecutivo de redução da violência letal no Estado, aponta balanço da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).
De acordo com levantamento da Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac), junho de 2026 encerrou com 149 registros de Crimes Violentos Letais Intencionais – o menor número já contabilizado para o mês desde o início da série histórica, em 2010.
Os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) incluem homicídios, feminicídios, latrocínios e lesão corporal seguida de morte.
Na comparação com junho de 2010, quando foram registrados 301 casos, a redução alcança 50,50%. Em relação a junho de 2018, que contabilizou 367 ocorrências, a queda chega a 59,40%, evidenciando o avanço dos indicadores de segurança pública do Pará nos últimos anos.
Avanços e segurança como prioridade
Os resultados também demonstram evolução em relação ao mesmo período do ano passado. Em junho de 2025, o Estado registrou 152 casos de CVLI. Em 2026, o número caiu para 149 ocorrências, representando redução de aproximadamente 2%.
O secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, coronel Ed-Lin Anselmo, destacou que o resultado reflete a continuidade das políticas públicas de segurança e o fortalecimento das ações integradas em todo o território paraense.
“Estamos falando do menor número de crimes letais para um mês de junho, em 16 anos. Esse resultado demonstra que o Pará mantém uma política permanente de enfrentamento à criminalidade, baseada na integração entre as forças de segurança, no investimento em inteligência, tecnologia, estrutura e valorização dos profissionais que atuam diariamente para proteger a população”, ressaltou.
Queda histórica no acumulado do ano
A tendência de redução da violência letal também se mantém no acumulado do primeiro semestre de 2026.
Entre janeiro e junho deste ano, o Pará registrou 836 casos de Crimes Violentos Letais Intencionais. No mesmo período de 2010, foram contabilizadas 1.798 ocorrências, uma redução de 53,50%.
Quando comparado ao primeiro semestre de 2018, que registrou 2.153 casos, a queda chega a 61,17%. Na prática, o resultado representa 1.317 vidas preservadas em comparação ao mesmo período de 2018.
Já em relação a 2025, quando foram registrados 913 casos entre janeiro e junho, o Estado apresentou redução de 8,43% na violência letal.
Investimentos fortalecem combate à criminalidade
Desde 2019, o governo do Pará ampliou os investimentos em segurança pública, fortalecendo a estrutura operacional das forças de segurança em todas as regiões do Estado.
Entre as medidas adotadas estão a aquisição de novas viaturas, armamentos, munições, embarcações rápidas, implantação de Bases Fluviais Integradas, ampliação dos equipamentos tecnológicos e sistemas de monitoramento inteligente.

Atualmente, o Estado conta com mais de mil câmeras de videomonitoramento, incluindo equipamentos instalados em totens de segurança equipados com reconhecimento facial e leitura de placas veiculares, ampliando a capacidade preventiva e a resposta rápida às ocorrências.
Somadas aos investimentos estruturantes, as ações integradas realizadas permanentemente em todas as regiões do Pará contribuíram para ampliar a presença das forças de segurança e consolidar o melhor resultado da série histórica para o mês de junho.
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Encontro fortalece cadeias produtivas sustentáveis no Marajó
Fortalecer as organizações comunitárias, incentivar o cooperativismo e ampliar as oportunidades de geração de renda por meio da sociobiodiversidade amazônica. Esses são os principais objetivos do I Encontro da Rede Marajó Sustentável, que será realizado no próximo dia 4 de julho, na sede do IDE Sem Fronteiras, às margens do Rio Pacajá, no município de Portel, no arquipélago do Marajó.
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O encontro é resultado das ações do Projeto Empoderamento Feminino e Economia Criativa, patrocinado pela Equatorial Energia, e reunirá representantes de associações, cooperativas, produtores rurais, organizações da sociedade civil e instituições públicas para debater estratégias voltadas ao fortalecimento das cadeias produtivas do açaí e do cupuaçu, duas das principais riquezas da floresta amazônica.
Com o tema “Rede Marajó Sustentável: Fortalecendo Parcerias, Produzindo Riquezas e Conectando Comunidades aos Mercados”, o evento busca promover a integração entre os diversos atores que atuam na região, estimulando a troca de experiências, a construção de parcerias e a elaboração de uma agenda comum para o desenvolvimento sustentável do território marajoara.
“Além de fomentar a cooperação entre associações, cooperativas e produtores, a programação também abordará alternativas para ampliar o acesso a mercados nacionais e internacionais, agregar valor aos produtos da sociobiodiversidade, incentivar práticas sustentáveis e fortalecer a economia local, conciliando geração de renda, conservação ambiental e valorização dos conhecimentos tradicionais”, afirma Marcos Ribeiro, coordenador do IDE.
Durante o encontro, especialistas e representantes de instituições apresentarão palestras e orientações sobre temas estratégicos para o desenvolvimento regional. Além da programação presencial, o evento contará com a participação remota de convidados de diferentes regiões e estados, permitindo a troca de experiências, o compartilhamento de boas práticas e a construção conjunta de estratégias para fortalecer as cadeias produtivas da sociobiodiversidade amazônica.
Entre os destaques da programação estão:
• Discussões sobre regularização fundiária e segurança jurídica no campo, com orientações sobre atualização cadastral dos produtores e serviços oferecidos pelo Instituto de Terras do Pará (Iterpa);
• Cooperativismo e associativismo, enfatizando a governança das organizações comunitárias e a comercialização coletiva;
• Produção sustentável do açaí e do cupuaçu, com foco em técnicas de plantio, manejo, beneficiamento, certificações e rastreabilidade;
• Meio ambiente e desenvolvimento sustentável, abordando licenciamento ambiental, conservação dos recursos naturais e oportunidades ligadas aos serviços ambientais;
• Cultura, turismo e economia da sociobiodiversidade, destacando o potencial dos saberes tradicionais e do turismo de base comunitária como instrumentos de desenvolvimento econômico e valorização da identidade marajoara.
A expectativa dos organizadores é que o encontro fortaleça a Rede Marajó Sustentável como um espaço permanente de diálogo, cooperação e construção coletiva, contribuindo para ampliar as oportunidades de desenvolvimento econômico sustentável das comunidades ribeirinhas do arquipélago.
“Para nós é muito importante poder acompanhar as ações que acontecem como resultado do Projeto Empoderamento Feminino e Economia Criativa. Essa é uma ação que busca valorizar e desenvolver a região, investindo nas pessoas”, reforça Michele Miranda, analista de responsabilidade social da Equatorial.
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