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Recuo de 9,8%

Tarifaço dos EUA derrubou produção de madeira em tora no Brasil, diz IBGE

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Foto: Pixabay

O primeiro tarifaço do governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, no ano passado, levou ao recuo de produção de madeira em tora destinada a outros fins que não papel e celulose no Brasil.

O volume de produção de madeira em tora para outras finalidades caiu 9,8%, para 59,2 milhões de metros cúbicos, de acordo com dados da pesquisa de Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura de 2025, divulgada nesta quinta-feira (24/9) pelo IBGE.

Os Estados Unidos são um dos principais mercados para a madeira em tora para fins que não papel e celulose, explicou Carlos Alfredo Barreto Guedes, pesquisador do IBGE. “Com aumento de tarifas [pelos Estados Unidos] os produtores [brasileiros] diminuíram a quantidade produzida, devido à queda na exportação”, afirmou.

O valor de produção desse segmento ficou praticamente estável, com acréscimo de apenas 0,1%, para R$ 9,143 bilhões, segundo o IBGE.

As exportações de madeira em geral tiveram uma queda de 12,3% em volume no ano passado, para 7,2 milhões de toneladas, enquanto a receita com os embarques caiu 8,8%, a US$ 3,8 bilhões, de acordo com dados do Agrostat, do Ministério da Agricultura. Essas quedas foram puxadas pela redução do comércio com os Estados Unidos, dada a redução de 19,7% no volume de madeira embarcado a país. Em 2025, a participação dos Estados Unidos na receita total de exportações do setor caiu para 37%, em relação a 42% um ano antes.

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Já no segmento de madeira em tora destinada à indústria para papel e celulose, a produção teve um aumento de 6,7% no ano passado, para 130,337 milhões de metros cúbicos, segundo o levantamento do IBGE. O valor de produção no segmento, por sua vez, cresceu 18% e atingiu R$ 17,6 bilhões.

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Dois homens são presos suspeitos de furtar equipamentos da Equatorial em Ponta de Pedras, no Marajó

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Foto: Divulgação

Dois homens foram presos nesta sexta-feira (25) pelas Polícias Civil e Militar, em Ponta de Pedras, no Arquipélago do Marajó, suspeitos de furtar equipamentos da concessionária de energia Equatorial. Um dos acusados possui pouco mais de 20 registros relacionados a ocorrências e processos criminais e, durante a prisão, teria tentado contra a vida de um policial militar.

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Segundo a Polícia Civil, os equipamentos furtados são utilizados pela concessionária na manutenção da rede de distribuição de energia elétrica. O material foi recuperado durante as diligências realizadas pelas forças de segurança.

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A investigação começou depois que a Polícia Civil teve acesso a imagens relacionadas ao furto. Com o apoio da Polícia Militar, os agentes conseguiram identificar e localizar os dois suspeitos.

Durante a abordagem, um dos homens teria resistido à prisão e se apoderado de uma faca, investindo contra um policial militar. A equipe conseguiu conter o suspeito antes que o agente fosse atingido.

Ainda segundo a polícia, mesmo depois de ser contido, o homem teria feito ameaças de morte e ofendido um dos policiais, afirmando, inclusive, que sabia onde o agente morava e que iria procurá-lo posteriormente.

A ocorrência também chamou a atenção pelo histórico atribuído ao suspeito. De acordo com a Polícia Civil, ele possui aproximadamente 20 registros processuais ao longo dos últimos dez anos, com significativa incidência de crimes contra o patrimônio.

Ainda conforme a polícia, apenas três dias antes, o mesmo homem havia sido preso em flagrante após ser localizado com uma embarcação tipo rabeta que havia sido furtada. A embarcação também foi recuperada pela Polícia Militar. Após conseguir liberdade mediante condicionantes judiciais, ele teria sido preso novamente nesta sexta-feira (25).

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O segundo suspeito também possui registros anteriores em procedimentos criminais, segundo a Polícia Civil.

Os dois homens foram conduzidos para a Delegacia de Polícia Civil de Ponta de Pedras, onde foram realizados os procedimentos legais. A faca que teria sido utilizada durante a resistência também foi apreendida.

Os suspeitos foram autuados em flagrante e permanecem à disposição da Justiça. As circunstâncias da ocorrência e as condutas atribuídas a cada um serão analisadas pelo Poder Judiciário.

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