PARÁ
Decreto do Governo do Estado protege território paraense da entrada de praga devastadora do cacau e cupuaçu
PARÁ
Publicado em edição extra, o Decreto do Governo do Estado nº 3.954, da última terça-feira, 28, proíbe a entrada, o trânsito e o comércio de materiais vegetais das espécies dos gêneros Theobroma e Herrania, e outras hospedeiras do fungo Moniliophthora roreri, causador da Monilíase, provenientes dos Estados com ocorrência da praga.
Conforme o decreto, as amêndoas de cacau fermentadas e secas, provenientes de áreas de ocorrência da Monilíase, só poderão entrar no território paraense desde que classificadas na origem, como Tipo 1 ou Tipo 2, e acondicionadas em sacarias novas.
O decreto estadual acompanha as legislações vigentes que tratam sobre a Monilíase como a Instrução Normativa nº 112, de 11 de dezembro de 2020, e a Portaria SDA nº 703, de 21 de dezembro de 2022, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), além da Portaria nº 7833, de 5 de dezembro de 2022, da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ)
“Esse decreto estadual é mais uma medida importante e necessária para fortalecer todo o trabalho de defesa vegetal que vem sendo realizado desde o surgimento da doença no Estado do Acre e do Amazonas, num esforço que reúne várias instituições parceiras do setor agrícola para evitar que essa praga chegue ao nosso território e possa comprometer a nossa produção cacaueira”, destacou Jamir Macedo, diretor-geral da Adepará.
Trânsito agropecuário – O trânsito interestadual de semente, mudas, frutos ou qualquer parte propagativa de espécies vegetais hospedeiras do fungo da Monilíase deve comprovar a origem por meio de nota fiscal, do certificado de semente ou do termo de conformidade, conforme legislação federal vigente (Lei Federal nº 10.711/2003 e Decreto Federal nº 10.586/ 2020).
Pelo decreto, toda cadeia produtiva envolvida na colheita, beneficiamento, recepção e embalagem de amêndoas de cacau ficam obrigadas a se cadastrar na Adepará.
“A obrigatoriedade do cadastramento das áreas de cultivo de cacau e cupuaçu é uma medida que visa garantir a rastreabilidade para que assim nós possamos atestar a comprovação de origem e consolidar dados oficiais sobre as cadeias produtivas desses frutos”, ressaltou a Diretora de Defesa e Inspeção vegetal da Adepará.
União de esforços – O cumprimento do decreto será de responsabilidade da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ), da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (SEGUP) e da Secretaria de Estado da Fazenda (SEFA), no limite de suas competências. Nas ações de inspeção e fiscalização sanitária vegetal, os Fiscais Estaduais Agropecuários e os Agentes Fiscais Agropecuários, devidamente identificados, terão livre acesso aos estabelecimentos públicos ou privados que contenham os produtos proibidos pelo decreto.
A Adepará alerta que as cargas oriundas de outras unidades da Federação, em que o transportador não apresente a documentação de trânsito exigida nas barreiras de fiscalização fitossanitárias do Estado, ou apresente documentação em desacordo com as exigências da legislação em vigor, terão sua carga impedida de ingressar e transitar em território paraense.
Caso as cargas sejam interceptadas em municípios do interior do Estado, sem a documentação de trânsito exigida, ou apresentem irregularidades na documentação, o vendedor, o transportador e o adquirente da carga serão autuados e a carga será apreendida e sujeita às sanções legais.
As embarcações, carretas, caminhões, ônibus e veículos de passeio também estão sujeitos à inspeção fitossanitária e aos procedimentos de fiscalização previstos em lei.
Fiscalização – Na madrugada do último sábado, 25, equipes da Unidade da Adepará em Almeirim, no Baixo Amazonas, apreenderam 4 toneladas de amêndoas de cacau que saíram de navio do Amazonas com destino ao Pará. A carga foi interceptada no porto hidroviário de Almeirim, apreendida e incinerada no aterro sanitário do município, em função do alto risco que apresentava para a cadeia produtiva do cacau paraense.
Educação Fitossanitária – Para sensibilizar a população paraense, sobretudo a que vive nas regiões do baixo Amazonas, área de risco para a entrada da praga, já foram realizadas duas edições da Caravana da Monilíase no Pará. Em 2023, a caravana aconteceu em Tomé Açu e este ano, o município de Juruti recebeu as ações educativas com o treinamento do corpo técnico da Adepará, que após dias de imersão nas metodologias inovadoras de educação seguiu para as comunidades rurais do município, informando sobre a doença e orientando que os moradores evitem transportar frutos de cacau e cupuaçu.
Fonte: Governo PA
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Círio 2026 terá megaoperação com 5 mil agentes, drones e 750 viaturas nas romarias
A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) apresentou, nesta terça-feira (6), o planejamento da Operação Círio 2026, que contará com mais de 5 mil agentes, cerca de 750 viaturas e motocicletas e reforço tecnológico com drones.
A operação começa nesta quarta-feira (7), com o Traslado dos Carros, e segue até o Recírio, em 26 de outubro. O trabalho será realizado de forma integrada pelos órgãos de segurança, com ações de policiamento, monitoramento e ordenamento do trânsito durante as 14 romarias do Círio de Nazaré.
Segundo a Segup, o planejamento foi elaborado a partir da análise das ocorrências registradas em anos anteriores. A estratégia prevê reforço do efetivo nos locais com maior concentração de romeiros e ações preventivas durante toda a programação.
Comando e controle
O Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) Móvel será ativado já nesta quarta-feira (7). Na sexta-feira (9), durante o percurso de aproximadamente 47 quilômetros do Traslado da Imagem Peregrina para Ananindeua e Marituba, o CICC fixo também acompanhará a operação.
Nas duas maiores romarias, a Trasladação, no sábado (10), e o Círio, no domingo (11), será montada uma sala de situação para acompanhar em tempo real o deslocamento da Berlinda e das equipes de segurança.
Um CICC Móvel também ficará instalado na área da Travessa Quintino Bocaiúva com a Avenida Nazaré, funcionando como posto avançado para agilizar o atendimento de ocorrências.
Polícia Militar terá 4,5 mil agentes
A Polícia Militar empregará cerca de 4.500 policiais na Operação Círio, com aproximadamente 745 viaturas, entre veículos e motocicletas, além de unidades especializadas.
Quatro momentos terão atenção especial: o Traslado Rodoviário para Ananindeua e Marituba, a Trasladação, o Círio e o Recírio.
Somente no Círio, cerca de 1.300 policiais serão mobilizados. Na Trasladação, o efetivo será de aproximadamente mil militares.
A PM também já reforçou o policiamento nas vias de acesso a Belém para acompanhar o deslocamento dos peregrinos.
Polícia Civil reforça delegacias
A Polícia Civil contará com cerca de 80 agentes durante o Círio. O efetivo será distribuído de acordo com os percursos das romarias, com reforço em áreas de maior movimentação, como Ananindeua, Marituba, região do Comércio e São Brás.
A Delegacia do Turista e a unidade especializada na recuperação de dispositivos móveis também estarão em funcionamento.
A Polícia Civil orienta os romeiros a redobrarem a atenção com celulares durante as procissões, devido à grande concentração de pessoas e ao risco de furtos.
Drones ampliam monitoramento
A segurança do Círio também terá o reforço de 15 novos drones adquiridos pelo Governo do Pará. Os equipamentos serão utilizados principalmente durante a Trasladação e o Círio.
Os drones possuem câmeras de alta resolução, zoom, sistema de detecção de obstáculos e autonomia de voo de até 50 minutos. A tecnologia será utilizada para monitorar as áreas das procissões e auxiliar no planejamento das equipes em solo.
Bloqueios no trânsito
A operação também prevê 53 pontos de bloqueio nas áreas de acesso ao percurso do Círio. Os bloqueios ocorrerão das 5h às 13h, com participação da Guarda Municipal de Belém, Detran, Polícia Militar e Segbel.
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