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ABORDAGEM

Homem é preso com espingarda e munições durante abordagem no rio Marajó-Açu

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Foto: Divulgação

Um homem foi preso pela Polícia Militar após ser flagrado com uma espingarda calibre 32 e munições durante uma abordagem a uma embarcação no rio Marajó-Açu, em Ponta de Pedras, no arquipélago do Marajó.

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Segundo a Polícia Militar, a equipe realizava rondas pelo rio na tarde de terça-feira (22), quando avistou a embarcação “Boa Lembrança”, que havia saído do município de Abaetetuba. Os policiais deram ordem de parada e realizaram a abordagem.

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Durante a fiscalização, um dos ocupantes teria demonstrado nervosismo, o que chamou a atenção da equipe. Questionado sobre a presença de armas ou drogas na embarcação, ele informou que mantinha uma espingarda calibre 32 dentro de seu camarote.

Os policiais realizaram a busca e localizaram a arma no local indicado. Também foi encontrada uma caixa contendo 11 cartuchos do mesmo calibre, sendo oito intactos e três deflagrados.

Diante da apreensão, o homem recebeu voz de prisão e foi conduzido, juntamente com a arma e as munições, à Delegacia de Polícia Civil de Ponta de Pedras para os procedimentos legais cabíveis.

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Justiça atende pedido do MPF e bloqueia registros irregulares de terras em área de ribeirinhos de Muaná

Decisão impede venda e transferência de terras públicas da União sobrepostas ao Projeto de Assentamento

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Foto: Celso Abreu

A Justiça Federal determinou o bloqueio imediato dos registros em cartório de três imóveis rurais em Muaná, no Arquipélago do Marajó. A decisão atende a um pedido urgente do Ministério Público Federal (MPF).

A medida atinge os imóveis denominados Santo Antônio, Boa Sombra e São Raimundo. Com a ordem judicial, os registros dessas terras ficam congelados no Cartório de Imóveis de Muaná. Na prática, os supostos proprietários estão proibidos de vender, doar, desmembrar ou dar as áreas como garantia para terceiros até o julgamento final do processo.

Terras públicas – O objetivo da ação do MPF é anular os títulos particulares e garantir a permanência de famílias ribeirinhas no Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) da Ilha Cajuúba, criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em 2014.

As apurações do MPF revelaram que os três imóveis foram registrados sobrepostos à área pública da União. Os terrenos ficam nas margens dos rios Buiuçú e Cajuúba, em ilhas fluviais que sofrem a influência das marés.

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Pela Constituição, essas áreas pertencem ao governo federal e não podem ser adquiridas por particulares sem um processo formal de doação ou venda pela União.

Pesquisas feitas no Cartório de Registro de Imóveis do município confirmaram as irregularidades. Os documentos mostram que nunca houve um ato formal de transferência das terras do patrimônio público para o particular. Portanto, os imóveis sempre foram da União.

Proteção à comunidade – O MPF apontou à Justiça que as famílias tradicionais do assentamento sofrem violência contínua de invasores e grileiros.

Moradores relataram intimidações com armas de fogo e a cobrança forçada de “meação”, prática ilegal em que os trabalhadores eram obrigados a entregar parte da sua produção para não serem expulsos.

Com a decisão liminar, a Justiça busca evitar que novos registros compliquem a disputa enquanto não há uma sentença.

No julgamento definitivo do caso, o MPF pede o cancelamento total dos títulos dos invasores, a regularização definitiva do assentamento pelo Incra e a condenação dos réus particulares ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

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