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Casa das Artes recebe duas exposições em homenagem ao Círio de Nazaré

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O Círio de Nossa Senhora de Nazaré é conhecido como “Natal dos paraenses”. E para celebrar a Nazinha, a Casa das Artes irá realizar duas exposições em seu espaço: uma fotográfica, “Relevar o Círio”, em parceria com a Associação Fotoativa, e uma de curta-metragens chamada de “Três Círios“. A abertura ocorre nesta sexta-feira, 11, das 9h às 18h, com entrada gratuita. 

Melissa Barbery, coordenadora de Artes Visuais e Audiovisual da Casa das Artes, diz que as duas programações são um encontro de técnicas e tempos. “A gente tem uma sala com a exposição ‘Revelar o Círio’ que é uma parceria com a Associação Fotoativa, e que traz fotografias que foram capturadas de modo analógico, que conversam com uma outra sala que se chama ‘Três Círios’, que traz três filmes de diferentes anos e de diferentes composições, um documentário e dois filmes poéticos, todos sobre o Círio. E está todo mundo convidado de 9h às 17h na Casa das Artes”.

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Revelar o Círio – A exposição fotográfica conta com cinco fotógrafos que desafiam o tempo para revelar o Círio de Nossa Senhora de Nazaré. Cerca de 15 imagens, assinadas por Dirceu Maués, Irene Almeida, Leo Jinkings, Jorge Ramos e Moisés Araújo, poderão ser apreciadas na galeria da Casa das Artes. A exposição é o resultado de projeto homônimo desenvolvido pela Associação Fotoativa em 2023. 

O principal objetivo da exposição foi criar um trabalho conjunto de trocas, reflexão e criatividade, com fotógrafos que desejavam realizar um trabalho usando películas e câmeras Pin Lux, apostando na surpresa e no inusitado, além de técnica apurada na captação de imagens.

“Três Círios” – Já a exposição dos curta-metragens vai mostrar perspectivas do Círio, através do tempo. Serão três mini filmes dos anos 1974, 2008 e 2014, onde os visitantes poderão acompanhar e perceber as mudanças que ocorreram na maior festa católica do mundo. Confira a sinopse de cada curta:

O Círio (1974) – Roteirizado e dirigido por Ademir Silva, Euclides Bandeira, Hamilton Bandeira e Miracy Silva, conta a história da lenda e a evolução da procissão do Círio de Nazaré, em Belém do Pará.  

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Mãos de Outubro (2008) – Dirigido e roteirizado por Vitor Souza Lima, o curta apresenta outubro de festa com Romeiros, operários, escultores, estilistas, decoradores, guardas da
Santa, fogueteiros, promesseiros, tocadores de sinos. Todas as classes, todas as idades, todas as mãos que constroem a maior manifestação de fé do Brasil.

Corda (2014) – Direção de Pablo Lobato, o curta fala sobre o Círio de Nazaré, realizado em Belém desde 1793, e uma das maiores procissões católicas do mundo. Em desalinho com as regras da festa, para garantir suas relíquias, alguns promesseiros cortam a corda em meio ao ritual. O vídeo aproxima dois diferentes fluxos, um linear, regido pela inteireza da corda, e outro caótico, que responde ao corte.

Serviço

“Relevar o Círio” e “Três Círios“

Data: 11 de outubro a 8 de novembro
Horário: 9h às 17h
Local: Galeria da Casa das Artes
Endereço: R. Dom Alberto Gaudêncio Ramos, 236 – Nazaré
Entrada gratuita

Texto: Jhullyele Santos – Ascom/FCP

Fonte: Governo PA

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Justiça atende pedido do MPF e bloqueia registros irregulares de terras em área de ribeirinhos de Muaná

Decisão impede venda e transferência de terras públicas da União sobrepostas ao Projeto de Assentamento

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Foto: Celso Abreu

A Justiça Federal determinou o bloqueio imediato dos registros em cartório de três imóveis rurais em Muaná, no Arquipélago do Marajó. A decisão atende a um pedido urgente do Ministério Público Federal (MPF).

A medida atinge os imóveis denominados Santo Antônio, Boa Sombra e São Raimundo. Com a ordem judicial, os registros dessas terras ficam congelados no Cartório de Imóveis de Muaná. Na prática, os supostos proprietários estão proibidos de vender, doar, desmembrar ou dar as áreas como garantia para terceiros até o julgamento final do processo.

Terras públicas – O objetivo da ação do MPF é anular os títulos particulares e garantir a permanência de famílias ribeirinhas no Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) da Ilha Cajuúba, criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em 2014.

As apurações do MPF revelaram que os três imóveis foram registrados sobrepostos à área pública da União. Os terrenos ficam nas margens dos rios Buiuçú e Cajuúba, em ilhas fluviais que sofrem a influência das marés.

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Pela Constituição, essas áreas pertencem ao governo federal e não podem ser adquiridas por particulares sem um processo formal de doação ou venda pela União.

Pesquisas feitas no Cartório de Registro de Imóveis do município confirmaram as irregularidades. Os documentos mostram que nunca houve um ato formal de transferência das terras do patrimônio público para o particular. Portanto, os imóveis sempre foram da União.

Proteção à comunidade – O MPF apontou à Justiça que as famílias tradicionais do assentamento sofrem violência contínua de invasores e grileiros.

Moradores relataram intimidações com armas de fogo e a cobrança forçada de “meação”, prática ilegal em que os trabalhadores eram obrigados a entregar parte da sua produção para não serem expulsos.

Com a decisão liminar, a Justiça busca evitar que novos registros compliquem a disputa enquanto não há uma sentença.

No julgamento definitivo do caso, o MPF pede o cancelamento total dos títulos dos invasores, a regularização definitiva do assentamento pelo Incra e a condenação dos réus particulares ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

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