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Empresária sem bens e engenheiro sem casa: veja os 9 candidatos ao governo

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Foto: Antônio Augusto/Divulgação TSE

Terminou ontem (15) o prazo para os candidatos ao pleito de outubro efetuarem o pedido de registro da candidatura junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e nove nomes se apresentaram para disputar o governo do Estado do Pará. Agora eles aguardam o julgamento dos pedidos, que será feito pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas a campanha á está, oficialmente, nas ruas.

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O pleito tem dois políticos com cargos. Dois são declaradamente da esquerda e, pelo menos três, se enquadram na direita. A lista conta com professor, médico, engenheiro, trabalhador da construção civil e empresário. Cada um tem um limite de gastos de R$ R$ 11,5 milhões no primeiro turno.

Conheça abaixo um pouco dos nove candidatos ao Palácio dos Despachos

O governador Helder Barbalho (MDB) vai para a reeleição e tem o maior arco de aliança, com o apoio de 15 partidos: PSDB, Cidadania, PT, PC do B, PV, PP, PSD, PDT, Republicanos, Avante,  Podemos, União Brasil, DC, PTB e PSB. Ele declarou um patrimônio de R$ 18,7 milhões.  A vice é Hana Ghassan (MDB).

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Tipo Valor do Bem
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. R$260.000,00
Quotas ou quinhões de capital R$300.000,00
Depósito bancário em conta corrente no País R$1.436.353,13
Quotas ou quinhões de capital R$148.500,00
Ações (inclusive as provenientes de linha telefônica) R$33.618,00
Quotas ou quinhões de capital R$75.000,00
OUTROS BENS E DIREITOS R$12.350.000,00
Quotas ou quinhões de capital R$7.500,00
Quotas ou quinhões de capital R$240.000,00
Casa R$1.540.598,20
Quotas ou quinhões de capital R$1.854.000,00
Quotas ou quinhões de capital R$6.000,00
Quotas ou quinhões de capital R$375.000,00
Quotas ou quinhões de capital R$112.200,00
Quotas ou quinhões de capital R$12.500,00
R$18.751.269,33Total em Bens

Outro político com cargo na disputa ao Palácio dos Despachos é o senador Zequinha Marinho (PL), que coligou com o Patriota e com o PSC da vice Rosiane Eguchi. Zequinha, que chega com o apoio do presidente Jair Bolsonaro, declarou possuir R$ 2,2 milhões em bens materiais.

O PSOL lançou o professor Adolfo Oliveira, que chega com chapa pura e que tem a cabelereira Vera Rodrigues, nascida em Melgaço, como candidata a vice. Adolfo declarou possuir bens avaliados em R$ 491 mil.

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O PSTU chega com o trabalhador da construção civil Cleber Rabelo, que afirmou ter um patrimônio de R$ 40 mil. A chapa é pura e a vice é a servidora pública Benedita do Amaral.

O médico Dr. Felipe disputa a eleição pelo PRTB, que também não tem coligação. É a sua primeira eleição e seu patrimônio declarado é de R$ 1,7 milhão. O vice é o esportista Fernando Dourado.

O Major Marcony, que é empresário, concorre pelo Solidariedade, também sem coligação. O candidato declarou possuir R$ 2,7 milhões de patrimônio e seu vice é o administrador Nilo Rendeiro.

O engenheiro Paulo Roseira disputa a eleição pelo Agir. Ele não declarou bens e tem como vice o advogado Murilo Monteiro, que também não cadastrou patrimônio no TSE.

A empresária Shirley Helena registrou a candidatura pelo PROS e apesar da sua ocupação, não declarou nenhum bem material, nem a empresa. Ela chega com chapa pura e tem Ricardo Cunha, que também não declarou bens, como vice.

O Partido da Mulher Brasileira (PMB) tem Sofia Couto como cabeça da chapa única. Ela não informou a ocupação e seu patrimônio soma R$ 286 mil. O vice é o bombeiro militar Luciano Bombeiro.

 

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Justiça atende pedido do MPF e bloqueia registros irregulares de terras em área de ribeirinhos de Muaná

Decisão impede venda e transferência de terras públicas da União sobrepostas ao Projeto de Assentamento

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Foto: Celso Abreu

A Justiça Federal determinou o bloqueio imediato dos registros em cartório de três imóveis rurais em Muaná, no Arquipélago do Marajó. A decisão atende a um pedido urgente do Ministério Público Federal (MPF).

A medida atinge os imóveis denominados Santo Antônio, Boa Sombra e São Raimundo. Com a ordem judicial, os registros dessas terras ficam congelados no Cartório de Imóveis de Muaná. Na prática, os supostos proprietários estão proibidos de vender, doar, desmembrar ou dar as áreas como garantia para terceiros até o julgamento final do processo.

Terras públicas – O objetivo da ação do MPF é anular os títulos particulares e garantir a permanência de famílias ribeirinhas no Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) da Ilha Cajuúba, criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em 2014.

As apurações do MPF revelaram que os três imóveis foram registrados sobrepostos à área pública da União. Os terrenos ficam nas margens dos rios Buiuçú e Cajuúba, em ilhas fluviais que sofrem a influência das marés.

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Pela Constituição, essas áreas pertencem ao governo federal e não podem ser adquiridas por particulares sem um processo formal de doação ou venda pela União.

Pesquisas feitas no Cartório de Registro de Imóveis do município confirmaram as irregularidades. Os documentos mostram que nunca houve um ato formal de transferência das terras do patrimônio público para o particular. Portanto, os imóveis sempre foram da União.

Proteção à comunidade – O MPF apontou à Justiça que as famílias tradicionais do assentamento sofrem violência contínua de invasores e grileiros.

Moradores relataram intimidações com armas de fogo e a cobrança forçada de “meação”, prática ilegal em que os trabalhadores eram obrigados a entregar parte da sua produção para não serem expulsos.

Com a decisão liminar, a Justiça busca evitar que novos registros compliquem a disputa enquanto não há uma sentença.

No julgamento definitivo do caso, o MPF pede o cancelamento total dos títulos dos invasores, a regularização definitiva do assentamento pelo Incra e a condenação dos réus particulares ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

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