PARÁ
Profissionais da Saúde recebem orientações sobre Ergonomia no Regional do Tapajós
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Para fortalecer as práticas de segurança do trabalho e promoção do bem-estar de profissionais de saúde, o Hospital Regional do Tapajós – (HRT), em Itaituba, no oeste paraense, realiza uma série de palestras nesta segunda-feira (27), com foco em ergonomia e ginástica laboral, com objetivo de oferecer ferramentas e conhecimentos para o ambiente laboral dos colaboradores da saúde.
A iniciativa é do setor de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – (SESMT), que realiza o trabalho de garantia à saúde e a segurança dos colaboradores na unidade.
A palestra foi ministrada por um enfermeiro consultor em ergonomia, convidado para participar da programação, que também faz alusão ao dia do Técnico em Segurança do Trabalho, celebrado hoje (27). Proporcionando condições ideais para o desempenho das atividades cotidianas dos profissionais de saúde, a ergonomia é a ciência que trata a adaptação dos postos de trabalho às necessidades físicas e mentais dos funcionários. As orientações destacaram a importância da ergonomia na prevenção de lesões e no aumento da eficiência no ambiente hospitalar.
Além disso, durante a ginástica laboral foi feito por meio de práticas direcionadas para ressaltar a importância da atividade física no ambiente de trabalho, principalmente no contexto hospitalar, com objetivo de diminuir o estresse, prevenir lesões e promover a saúde física e mental dos profissionais que diariamente lidam com demandas desafiadoras.
A Diretora Assistencial da unidade, Raissa Goedert, disse que o evento é essencial para um ambiente de trabalho seguro e saudável. “Através das palestras sobre ergonomia e ginástica laboral, buscamos oferecer conhecimentos práticos e estratégias aplicáveis no dia a dia hospitalar”, afirma.
O hospital – A unidade oferta assistência em média e alta complexidade, atendendo, além de Itaituba, moradores de municípios como Aveiro, Jacareacanga, Novo Progresso, Rurópolis e Trairão. O Hospital é administrado pelo Instituto Social Mais Saúde (ISMS), em parceria com a Sespa.
O Regional do Tapajós tem 153 leitos de internação, sendo 81 clínicos cirúrgicos, 19 clínicos médicos, 20 de UTI adulto, 10 de UTI pediátrica, 10 de UTI neonatal, oito ginecológicos e obstétricos e cinco leitos na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) Canguru.
Texto: Ascom HRT
Fonte: Governo PA
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Justiça atende pedido do MPF e bloqueia registros irregulares de terras em área de ribeirinhos de Muaná
Decisão impede venda e transferência de terras públicas da União sobrepostas ao Projeto de Assentamento
A Justiça Federal determinou o bloqueio imediato dos registros em cartório de três imóveis rurais em Muaná, no Arquipélago do Marajó. A decisão atende a um pedido urgente do Ministério Público Federal (MPF).
A medida atinge os imóveis denominados Santo Antônio, Boa Sombra e São Raimundo. Com a ordem judicial, os registros dessas terras ficam congelados no Cartório de Imóveis de Muaná. Na prática, os supostos proprietários estão proibidos de vender, doar, desmembrar ou dar as áreas como garantia para terceiros até o julgamento final do processo.
Terras públicas – O objetivo da ação do MPF é anular os títulos particulares e garantir a permanência de famílias ribeirinhas no Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) da Ilha Cajuúba, criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em 2014.
As apurações do MPF revelaram que os três imóveis foram registrados sobrepostos à área pública da União. Os terrenos ficam nas margens dos rios Buiuçú e Cajuúba, em ilhas fluviais que sofrem a influência das marés.
Pela Constituição, essas áreas pertencem ao governo federal e não podem ser adquiridas por particulares sem um processo formal de doação ou venda pela União.
Pesquisas feitas no Cartório de Registro de Imóveis do município confirmaram as irregularidades. Os documentos mostram que nunca houve um ato formal de transferência das terras do patrimônio público para o particular. Portanto, os imóveis sempre foram da União.
Proteção à comunidade – O MPF apontou à Justiça que as famílias tradicionais do assentamento sofrem violência contínua de invasores e grileiros.
Moradores relataram intimidações com armas de fogo e a cobrança forçada de “meação”, prática ilegal em que os trabalhadores eram obrigados a entregar parte da sua produção para não serem expulsos.
Com a decisão liminar, a Justiça busca evitar que novos registros compliquem a disputa enquanto não há uma sentença.
No julgamento definitivo do caso, o MPF pede o cancelamento total dos títulos dos invasores, a regularização definitiva do assentamento pelo Incra e a condenação dos réus particulares ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.
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