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Acusado de furtar roçadeira e celular é preso pela Polícia Militar no Marajó

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MARAJÓ

Foto: Divulgação

Um homem foi preso acusado de furto e outro por receptação na madrugada desta sexta-feira (13) de uma roçadeira. A prisão foi feita por policiais da 22ª Companhia Independente de Polícia Militar, em Portel, na Região de integração do Marajó. O suspeito estava dentro de uma residência praticando o furto quando os agentes de segurança pública foram acionados.

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Segundo o gestor do 12° Comando de Policiamento Regional (CPR XII) do Marajó Ocidental, coronel Márcio Abud, os militares foram acionados pela central de vídeo monitoramento informando que havia recebido uma mensagem de um morador da Rua Rita Elza, no bairro Cidade Nova. O residente relatou que havia um homem dentro de sua casa.

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Chegando ao local, a equipe policial encontrou o suspeito em um cômodo da residência que funcionava como barbearia. O suspeito estava com um aparelho celular e se preparava para deixar o local.

Após a identificação, foi descoberto que o suspeito era o mesmo envolvido em um furto ocorrido na madrugada do dia 12 de setembro. Durante o interrogatório, o suspeito confessou o crime e revelou ter vendido alguns dos objetos furtados a um terceiro.

O suspeito então levou a polícia até a residência do comprador, onde foi confirmado que ele havia adquirido um dos itens furtados, uma roçadeira, por R$150. A roçadeira foi posteriormente encontrada na casa de um parente do comprador.

Os envolvidos e os objetos recuperados foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Portel para os procedimentos legais.

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Justiça atende pedido do MPF e bloqueia registros irregulares de terras em área de ribeirinhos de Muaná

Decisão impede venda e transferência de terras públicas da União sobrepostas ao Projeto de Assentamento

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Foto: Celso Abreu

A Justiça Federal determinou o bloqueio imediato dos registros em cartório de três imóveis rurais em Muaná, no Arquipélago do Marajó. A decisão atende a um pedido urgente do Ministério Público Federal (MPF).

A medida atinge os imóveis denominados Santo Antônio, Boa Sombra e São Raimundo. Com a ordem judicial, os registros dessas terras ficam congelados no Cartório de Imóveis de Muaná. Na prática, os supostos proprietários estão proibidos de vender, doar, desmembrar ou dar as áreas como garantia para terceiros até o julgamento final do processo.

Terras públicas – O objetivo da ação do MPF é anular os títulos particulares e garantir a permanência de famílias ribeirinhas no Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) da Ilha Cajuúba, criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em 2014.

As apurações do MPF revelaram que os três imóveis foram registrados sobrepostos à área pública da União. Os terrenos ficam nas margens dos rios Buiuçú e Cajuúba, em ilhas fluviais que sofrem a influência das marés.

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Pela Constituição, essas áreas pertencem ao governo federal e não podem ser adquiridas por particulares sem um processo formal de doação ou venda pela União.

Pesquisas feitas no Cartório de Registro de Imóveis do município confirmaram as irregularidades. Os documentos mostram que nunca houve um ato formal de transferência das terras do patrimônio público para o particular. Portanto, os imóveis sempre foram da União.

Proteção à comunidade – O MPF apontou à Justiça que as famílias tradicionais do assentamento sofrem violência contínua de invasores e grileiros.

Moradores relataram intimidações com armas de fogo e a cobrança forçada de “meação”, prática ilegal em que os trabalhadores eram obrigados a entregar parte da sua produção para não serem expulsos.

Com a decisão liminar, a Justiça busca evitar que novos registros compliquem a disputa enquanto não há uma sentença.

No julgamento definitivo do caso, o MPF pede o cancelamento total dos títulos dos invasores, a regularização definitiva do assentamento pelo Incra e a condenação dos réus particulares ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

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