CONTESTAÇÃO
MPF apresenta novo recurso contra exploração na Foz do Amazonas
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O Ministério Público Federal (MPF) voltou a pedir a suspensão da licença ambiental concedida à Petrobras para explorar petróleo na bacia da Foz do Amazonas. 

A ação, protocolada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) na segunda-feira (28), pede a paralisação imediata de qualquer atividade de perfuração ou teste no bloco marítimo FZA-M-59.
O recurso contesta a decisão da Justiça Federal do Amapá que, na quarta-feira (23), decidiu extinguir a ação civil pública movida pelo MPF contra a União, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Petrobras.
A sentença assinada pelo juiz Anselmo Gonçalves da Silva diz que existem outras duas ações com o mesmo teor em tramitação na Justiça, algo proibido pelo ordenamento jurídico brasileiro. Além disso, determina aplicação de multa ao MPF por litigância de má-fé, ou seja, interpreta que o órgão entrou com nova ação para prejudicar o processo em andamento.
No novo recurso, o MPF afirma que a sentença ignorou riscos graves ao ecossistema marinho, descumpriu compromissos climáticos do Brasil e desrespeitou tratados internacionais sobre direitos humanos.
Argumenta ainda que surgiram fatos recentes que comprovam a insegurança da atividade na região, como o vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico no mar na operação de uma sonda em janeiro deste ano.
O MPF também diz que a autorização inicial do Ibama previa apenas a perfuração de um poço chamado Morpho durante cinco meses, mas o cronograma teria sido alterado para permitir a abertura de quatro poços com atividades até 2029. Algo que, segundo o MPF, demandaria novos estudos ambientais.
Para os procuradores, outro ponto central do recurso é a ausência de consulta prévia, livre e informada aos povos indígenas e às comunidades quilombolas e de pescadores artesanais do Amapá e do Pará, um direito garantido pela Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
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Homem com mandado de recaptura é preso pelas Polícias Civil e Militar no Marajó
Um homem foi preso pelas Polícias Civil e Militar nesta terça-feira (30), em Oeiras do Pará, no Arquipélago do Marajó. Contra ele havia um mandado de recaptura em aberto, expedido pela Vara de Execução Penal da Região Metropolitana de Belém, após o detento ter fugido do regime semiaberto.
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De acordo com a equipe do delegado Caio Versiani, as equipes foram acionadas após uma denúncia de que um homem armado com uma faca estaria invadindo residências na Travessa Raimundo Vieira, no bairro Marituba. No local, os agentes localizaram o suspeito e realizaram a contenção e condução dele para a Delegacia de Polícia.
Segundo a ocorrência, o homem apresentava comportamento bastante alterado e sinais de estar sob efeito de substâncias entorpecentes. Na unidade policial, ele teria apresentado intensa agitação, desorientação e resistência durante os procedimentos.
Diante da situação, os policiais utilizaram técnicas de contenção para garantir a segurança da equipe e do próprio custodiado. Após a contenção, foram adotadas as providências necessárias, incluindo a realização de exame de corpo de delito.
Ainda conforme as polícias, o homem já vinha sendo procurado pelas equipes de Oeiras do Pará, que realizavam levantamentos sobre o histórico criminal e possíveis ordens judiciais em seu nome. As consultas apontaram a existência de um mandado de prisão para recaptura relacionado a condenações por crimes patrimoniais, como furto e roubo.
Após a confirmação da ordem judicial, a prisão foi formalizada e comunicada à Justiça. O homem permaneceu à disposição do Poder Judiciário e foi posteriormente transferido para uma unidade prisional em Mocajuba.
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