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MANDADO CUMPRIDO

Homem com mandado de recaptura é preso pelas Polícias Civil e Militar no Marajó

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Foto: Divulgação

Um homem foi preso pelas Polícias Civil e Militar nesta terça-feira (30), em Oeiras do Pará, no Arquipélago do Marajó. Contra ele havia um mandado de recaptura em aberto, expedido pela Vara de Execução Penal da Região Metropolitana de Belém, após o detento ter fugido do regime semiaberto.

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De acordo com a equipe do delegado Caio Versiani, as equipes foram acionadas após uma denúncia de que um homem armado com uma faca estaria invadindo residências na Travessa Raimundo Vieira, no bairro Marituba. No local, os agentes localizaram o suspeito e realizaram a contenção e condução dele para a Delegacia de Polícia.

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Segundo a ocorrência, o homem apresentava comportamento bastante alterado e sinais de estar sob efeito de substâncias entorpecentes. Na unidade policial, ele teria apresentado intensa agitação, desorientação e resistência durante os procedimentos.

Diante da situação, os policiais utilizaram técnicas de contenção para garantir a segurança da equipe e do próprio custodiado. Após a contenção, foram adotadas as providências necessárias, incluindo a realização de exame de corpo de delito.

Ainda conforme as polícias, o homem já vinha sendo procurado pelas equipes de Oeiras do Pará, que realizavam levantamentos sobre o histórico criminal e possíveis ordens judiciais em seu nome. As consultas apontaram a existência de um mandado de prisão para recaptura relacionado a condenações por crimes patrimoniais, como furto e roubo.

Após a confirmação da ordem judicial, a prisão foi formalizada e comunicada à Justiça. O homem permaneceu à disposição do Poder Judiciário e foi posteriormente transferido para uma unidade prisional em Mocajuba.

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Estiagem severa deixa moradores do Alto Rio Anajás, no Marajó, sem acesso à água potável

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Foto: Reprodução
Moradores do Alto Rio Anajás, na zona rural de Anajás, no Arquipélago do Marajó, enfrentam longos deslocamentos em busca de água potável durante o período de estiagem que atinge a região. A falta de chuva e a seca dos igarapés têm dificultado o acesso à água até mesmo para atividades básicas, como tomar banho e lavar louças.
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A estiagem também mudou a paisagem dos igarapés Peixe-Boi, Ubim e Anajás-Mirim. Trechos que antes podiam ser percorridos de barco agora estão secos e podem ser atravessados a pé pelos moradores.

“Os poços que a gente cava… Só esses dias já foram cavados quatro poços artesianos. Dá uma água, mas é uma água salgada e com ferro. A gente não consegue fazer nada, nem banho a gente consegue tomar. Está muito ruim a situação. Não chove para cá já faz dois meses. Tem crianças, senhoras idosas, e a gente tem que buscar água para beber, tomar banho, para tudo”, relatou Iracema Souza, moradora da comunidade Taboca, no Igarapé Ubim.

Segundo Iracema, os moradores da localidade precisam percorrer pouco mais de uma hora de moto até o ponto mais próximo onde há um poço com água considerada de melhor qualidade.

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“Onde dá água boa fica longe daqui, mas a gente vai pegar. Vamos de moto, pega um carote de 50 litros na moto e traz para cada casa. Para fazer as coisas, a gente pega água dos poços que cavaram. A água está salgada. A gente lava louça, mas a louça fica que só Deus na causa. Não tem outro jeito”, contou.

Moradora da região há mais de 20 anos, Iracema afirma que tem acompanhado as mudanças provocadas pela estiagem e diz que a situação vem se agravando nos últimos anos.

“No ano passado secou, mas ainda ficou água nos poços. Próximo de casa tem um poço que não secou totalmente. Ficou aquela água meio suja, mas a gente usava. Pegava, colocava remédio e, às vezes, quando chovia, não chegava a ficar como está este ano. Quase todo ano é assim e está cada vez piorando, mas este ano está sendo o pior de todos”, afirmou.

Famílias enfrentam falta de água

No Igarapé Peixe-Boi, a família de Lili Bahia também enfrenta dificuldades para ter acesso à água de qualidade durante o período de seca. Ela e os cinco filhos são obrigados a utilizar a água de um poço próximo de casa.

“A água é do poço artesiano. É a única solução, mas não é uma água boa. É uma água com muito gás. A gente é obrigado a tomar porque não tem outra solução. A gente faz cacimba, mas, como o verão está muito forte, ela seca. E aqui na localidade onde a gente mora a água do poço artesiano não é boa”, contou Lili.

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A preocupação da moradora aumenta diante dos possíveis problemas de saúde associados à qualidade da água consumida pela família.

“Nessa época que o verão aperta, faz até mesmo mal. Meu filho passou mal, com vômito e febre. O médico falou que poderia ser da água. A gente desconfiou porque a água estava muito feia, uma água muito ruim. A gente toma porque é o jeito”, relatou, preocupada.

Segundo os moradores, até o momento eles não receberam nenhum tipo de assistência para enfrentar a falta de água potável durante o período de estiagem.

Prefeitura possui Plano de Contingência para Seca e Estiagem

O município de Anajás possui um Plano de Contingência para Seca e Estiagem, elaborado para estabelecer diretrizes e ações de prevenção, preparação, resposta e recuperação diante de períodos de escassez de água.

O documento reconhece a vulnerabilidade da população diante da falta de água e destaca as limitações estruturais e geográficas do arquipélago do Marajó. Entre as medidas previstas estão a identificação e o georreferenciamento de comunidades mais vulneráveis, o monitoramento dos níveis dos rios e das precipitações, campanhas educativas sobre o uso racional da água, capacitação de agentes comunitários e a elaboração de rotas para abastecimento emergencial.

O plano também prevê ações de captação e armazenamento de água, priorizando comunidades em situação de maior vulnerabilidade, além da articulação com órgãos estaduais, federais e organizações não governamentais para apoio técnico e financeiro.

A reportagem tentou contato com a Prefeitura de Anajás para saber se as medidas previstas no Plano de Contingência estão sendo executadas neste período de estiagem e se existe algum programa de assistência ou abastecimento emergencial para as comunidades afetadas pela falta de água potável. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno.

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