PARÁ
Em Santarém, Estado assina acordo de desapropriação do bairro Bela Vista do Juá
PARÁ
Santarém recebe mais um investimento do governo Estado, agora beneficiando diretamente moradores do Bela Vista do Juá“A gente sempre tinha aquela incerteza se iríamos ficar ou não. Graças a Deus, ganhamos esse presente de Natal e Ano Novo. Ficamos muito felizes com essa notícia. Para nós, ter o título da nossa terra é motivo de calmaria. Traz aquela segurança”. As palavras de Daybson Clayton Oliveira Brito, 25 anos, externam a felicidade diante da confirmação de desapropriação do bairro Bela Vista do Juá, em Santarém, no oeste paraense.
Trabalhando como autônomo, ele a esposa moram no bairro há sete anos. A expectativa de ter a terra regularizada e a documentação em mãos é grande para ele e mais 7 mil famílias que vivem no local. “Para que a gente reivindique os nossos direitos, seja em equipamentos públicos, escolas ou postos de saúde, precisamos estar com tudo certinho, em dia. É uma segurança para nós, cidadãos”, afirma Daybson.
E o que parecia um sonho distante será concretizado nesta sexta-feira (18), quando o governador do Pará, Helder Barbalho, assinará o acordo judicial com o atual proprietário da área. A partir da formalização, o Estado assume a responsabilidade de garantir o título e a regularização das terras, para beneficiar cada um dos cerca de 30 mil santarenos moradores do bairro, que fica às margens da Rodovia PA-453 – que recebeu o nome de Fernando Guilhon, ex-governador do Pará.
“São famílias que viveram ao longo desses últimos anos o risco do despejo, de perder o seu investimento, de perder a tranquilidade de morar numa casa de qualidade, em um local adequado. A gente conseguiu costurar esse acordo, para que possamos fazer do Juá não mais uma ocupação, mas sim um grande bairro de Santarém”, destaca o governador Helder Barbalho.
Cadastro – A luta pela regularização fundiária do bairro Bela Vista do Juá já tem mais de 10 anos. Durante esse tempo, as famílias enfrentavam a insegurança constante, devido à expedição de ordens judiciais para a retirada dos moradores. Um tormento que chegará ao fim com a celebração do acordo. Após a desapropriação, o Estado, por meio do Instituto de Terras do Pará (Iterpa) e da Companhia de Habitação do Pará (Cohab), vai trabalhar no bairro, cadastrando moradores e medindo os lotes, para que todos recebam em mãos o documento de regularização das terras.
“Queremos virar a página, garantir que essa comunidade do Juá, que sonhou com esse momento, possa agora bater no peito e dizer ‘a casa é minha’. Inclusive, queremos desenvolver o bairro com o asfalto que está chegando, unidade de saúde. O Estado quer construir uma escola de ensino fundamental e médio, e regularizar o acesso de transporte público. O Juá vai passar a ser uma área com regularização, organização urbana e, acima de tudo, garantindo o direito para as famílias que vivem na comunidade”, assegurou o governador.
Fonte: Governo PA
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PF apura saque de R$ 300 mil para bancar possível compra de voto no Pará
Uma ação da Polícia Federal realizada na tarde desta terça-feira (29/9) colocou sob análise movimentações financeiras relacionadas à campanha eleitoral no Pará.
A medida ocorre um dia após a PF deflagrar uma operação em Macapá (AP) para investigar saques em espécie que, segundo a corporação, poderiam estar relacionados à compra de votos.
Segundo apurou a coluna, foram identificados no Pará provisionamentos para um saque em espécie de R$ 300 mil, previsto para esta quarta-feira (30), em Belém.
A ação resultou na prisão em flagrante de seis pessoas, suspeitas dos crimes de corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro e associação criminosa, sem prejuízo de outros delitos que possam ser identificados no decorrer das investigações. Entre os presos está um candidato nas Eleições 2026.
Operação no Amapá
Na segunda-feira (28/9), como mostrou o Metrópoles, na coluna de Mirelle Pinheiro, a Polícia Federal deflagrou uma operação em Macapá para investigar possíveis crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção eleitoral relacionados a saques de grandes quantias em espécie.
A operação cumpriu três mandados de busca e apreensão. Segundo a PF, a investigação apura saques realizados de forma atípica que poderiam ser utilizados em ações de compra de votos nos dias que antecedem as eleições.
A operação foi autorizada pela Justiça Eleitoral após representação da Polícia Federal e parecer favorável do Ministério Público Eleitoral. De acordo com a corporação, o objetivo é reunir elementos de prova sobre os fatos investigados e assegurar eventual recuperação de ativos no momento processual adequado.
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